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Professor assassinado tinha encontro sexual marcado com suspeitos

Autor: Redação RIC Mais
Professor Fávio Ávilla foi assassinado a facadas (Foto: Arquivo Pessoal)

A Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) concluiu que o professor Flávio Laureth Ávilla, de 53 anos, foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Ele estava desaparecido desde a última terça-feira (6) e seu corpo foi encontrado na madrugada de sábado (10). Dois suspeitos, entre eles um adolescente de 17 anos, foram autuados por latrocínio e ocultação de cadáver.

Segundo a polícia, o professor e os suspeitos tinham marcado um encontro sexual. Gabriel Mateus Belinski, de 21 anos, conheceu Flávio através de um amigo em comum. Após trocar várias mensagens resolveram marcar um encontro na casa de Belinski, no bairro Boqueirão, em Curitiba. O suspeito, que é casado, esperou a mulher sair de casa e atraiu o professor para um encontro com a participação de um adolescente.

O encontro, segundo a polícia, seria feito mediante pagamento em dinheiro.

“Belinski efetuou várias facadas na vítima, que morreu no local. O adolescente ajudou na limpeza”, explicou o delegado Fábio Amaro, titular da DHPP. Depois do crime, os dois suspeitos resolveram ocultar o cadáver do professor em um lugar de difícil acesso. ”Eles enrolaram o corpo em um lençol e em um cobertor, colocaram dentro de um sofá (para despistar a vizinhança) e levaram para o porta-malas do carro da vítima”, disse o delegado.

A dupla ocultou o corpo em um matagal, numa estrada rural próxima da BR-277 (que liga Curitiba ao Litoral). Segundo o delegado, depois de jogarem o corpo da vítima, seguiram até Morretes, onde retornaram pela Estrada da Graciosa, para não levantar suspeita no posto de fiscalização da Polícia.

Fábio Amaro disse ainda que a família foi surpreendida com a motivação do crime. “Infelizmente nós gostaríamos de preservar a privacidade da família e principalmente da vítima, mas não se pode desconectar as duas coisas (a morte e o que levou o professor até lá”.

Investigações

A Polícia Civil chegou até o suspeito após denúncias de que Belinski estaria dirigindo o carro da vítima. Seguindo as diligências, uma equipe policial foi até a casa do suspeito, onde a esposa dele confirmou aos policiais que o marido estava dirigindo um carro daquele modelo, mas ela disse que o veículo era locado. 

Na delegacia, após o depoimento da esposa, Belinski resolveu falar sobre a participação dele no crime. A ideia era roubar cerca de R$ 1,5 mil que a vítima tinha dentro do carro, além de vender o veículo. De acordo com a equipe policial, Belinski tem envolvimento com furto de veículo no Estado de Santa Catarina.

O suspeito não forneceu detalhes sobre o crime. Ele levou uma equipe policial até o local onde o corpo foi jogado e falou da participação de um adolescente.

O adolescente de 17 anos foi apreendido na segunda-feira (12) e ouvido na delegacia acompanhado de advogado. “Ele confessou que ajudou na limpeza do local e na ocultação do cadáver. Ele disse que receberia R$ 300 pelo serviço”, comentou o delegado.

Durante as diligências, uma equipe da DHPP foi até a casa de Belinski, onde encontraram a arma utilizada no crime, os documentos pessoas da vítima, os óculos de grau, o relógio, pastas de trabalho, além das roupas e do tênis do professor. “Belinski ateou fogo nos objetos, porém, algumas coisas ficaram intactas”, ressaltou Fábio Amaro. 

Belinski foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e por latrocínio. Se condenado, poderá pegar de 20 a 30 anos de reclusão. O adolescente responderá por ato infracional relacionado aos mesmos crimes. Ambos estão à disposição da Justiça. 

O carro

O veículo da vítima, um Renault Captur, foi encontrado em Campo do Tenente, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a 67 quilômetros da capital. Dois homens, pai e filho, que estavam com o carro, foram presos na noite de domingo (11) por receptação. O automóvel estava sem as placas e foi encaminhado para perícia.

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