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Ecstasy

Garota usa droga em balada e morre após ser socorrida pelos pais

Autópsia no corpo revelou a presença de MDMA, substância que dá o nome ao ecstasy

Autor: Radação RIC Mais
Jovem completaria 21 anos no mês de dezembro (Foto: Reprodução/Facebook)

*Fonte: Hora 7, do R7

A britânica Amy Vigus, de 20 anos, tinha ido a um festival de música em Londres com as amigas. No meio da balada, tomou um comprimido. Disseram a ela que era ecstasy. Já em casa, ela começou, segundo os pais, "a vomitar e ficar pálida". Foi socorrida e levada por eles ao hospital. Entrou em coma e acabou morrendo. Kervin, 49, e Karen, de 51 anos, pais de Amy, fizeram um vídeo emocionante, publicado no Facebook, que conta a história da filha até a morte trágica. A gravação teve mais de 3,1 milhões de visualizações.

O vídeo resume a trajetória da filha, narra seus últimos momentos e, ao final, fala do erro fatal que ela cometeu: "Era uma pessoa linda, mas que nunca saberá a dor que causou a seus parentes e amigos".

Por causa do vídeo, o caso de Amy repercutiu nos principais jornais da Europa. Está sendo analisado esta semana pela corte de Essex, que pretende apurar a responsabilidade pela morte dela.

A garota, que iria completar 21 anos em dezembro e morava em Colchester (cidade a 90 km da capital britânica), foi ao festival Elrow Town, no Queen Elizabeth Olympic Park, em Londres, no último dia 19 de agosto.

Ao lado dos amigos, Amy consumiu o tal comprimido. "Estava chapada", conta uma delas, que não se identificou ao jornal The Sun. "Mas não parecia sofrer com os efeitos. Não naquele momento..."

Amy não se sentiu bem na volta para casa. No trem que a levava para sua cidade. a garota desmaiou e foi amparada pelos amigos. Chegou à residência dos pais passando mal. Eles a socorreram, após a garota vomitar, e perder a consciência mais uma vez.

No dia 20 de agosto, Kervin e Karen levaram a filha para o hospital geral de Colchester. Ela foi levada direto para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Amy entrou em coma e, um dias depois de dar entrada no hospital, morreu. Os pais estavam perto da UTI quando receberam a notícia sobre o desfecho trágico. Semanas depois, eles decidiram fazer um vídeo para lembrar a memória da filha.

O vídeo em homenagem a ela, chamado "Nossa Amy", conta a história da garota a partir do depoimento dos pais.

Um narrador lembra a trajetória da garota mostrando a britânica ainda criança, alternando com fotos da escola e imagens tiradas do Facebook.

Diz o narrador do vídeo, no início da gravação: "Amy nasceu em 29 de dezembro de 1996. Era uma bela filha, irmã, prima e amiga. Ela fazia sorrir, rir, chorar e depois sorrir de novo".

— Era aventureira, atenciosa e audaciosa. Tinha um grande coração e gostava de ajudar em obras de caridade.

O narrador descreve como era a garota até chegar ao festival de música: "Tudo isso mudou até o dia em que ela teve um momento de loucura. Ela tomou uma substância desconhecida. Não sabia ao certo o que isso poderia causar a seu corpo".

— Depois de consumir a substância, que ela acreditava ser ecstasy, ela começou a sorrir e socializar.... Mas, na volta para casa, começou a passar mal. Sentiu os efeitos nocivos da droga. 

— Nossa Amy ficou em coma. Estava deitada, ainda com brilho no cabelo, mas sem nenhum sorriso no rosto.

O narrador ainda lembra: "Ficou ali imóvel, o rosto paralisado. aparentemente em paz. Amy nunca mais sorrirá. Nos corredores do hospital ecoaram gritos desesperados de sua família.

E encerra: "Nossa Amy cometeu um erro. Nossa Amy está morta. Nunca mais sorrirá. Nem comemorará o Natal, nem vai comemorar o seu 21º aniversário. Nunca mais abraçará os pais. Nunca saberá a dor que causou em sua família".

O vídeo ainda faz um alerta: "Numa próxima vez, em que você estiver numa festa, pense nas consequências de seu erro".

A autópsia revelou a presença de MDMA, a substância que dá o nome ao ecstasy, mas médicos e especialistas constataram uma presença bem maior desse composto. Por isso não sabem ainda afirmar com certeza se era ecstasy ou uma droga similar, só que mais forte.

Ela morreu com lesão cerebral hipóxica, causada pela falta de oxigênio no cérebro, e provocada pelo consumo de um comprimido que continha altas doses de MDMA.

 

 

 

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