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Caso Andriely: manifestantes pedem respostas sobre o paradeiro da jovem

Autor: Redação RIC Mais
Andriely não é vista desde o dia 9 de maio. (Foto: Reprodução/RICTV)

*Com informações de Daniel Santos, repórter da RICTV Curitiba

Familiares e amigos de Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, desaparecida desde a madrugada de quarta-feira (9) fizeram um protesto no início da noite desta quinta-feira (17) na Praça Rocha Pombo, em Morretes, no litoral do Paraná. Os manifestantes pedem respostas para a polícia sobre o paradeiro da jovem.

Leia mais: Amigo que conversava com Andriely por vídeo conta detalhes sobre a chamada

Cleusa Gonçalves, mãe de Andriely, e João Pedro Aoyama, última pessoa que viu e conversou com a estudante antes dela sumir, estavam presentes e choraram durante toda a manifestação. Amigos e conhecidos também estavam muito emocionados. “Eu não sei se ela está com frio, se ela está com fome, se ela está machucada. Tudo isso passa pela minha cabeça. Tudo o que eu mais quero é minha filha de volta. E torno a dizer: Diogo, pelo amor de Deus, eu te imploro, diga onde está minha filha é somente você que sabe. Devolva minha filha”, falou Cleusa.

A família reclama sobre a demora das investigações em descobrir o que aconteceu com ela, para eles, o caso está sendo acobertado pelo fato do ex-marido - e único suspeito pelo desaparecimento - ser um policial militar. “O que mais revolta é saber que a única pessoa que é responsável por tudo isso, diz estar doente em uma cama de hospital muito belo e formoso enquanto a gente está aqui desesperado sem saber se minha sobrinha está bem, se está machucada ou, sei lá, se ele matou ela”, afirmou Fátima, tia de Andriely.

Leia mais: Mãe de Andriely fala sobre o desaparecimento da filha em Colombo

O caso

Na última vez em que foi vista, a estudante de direito estava sozinha em seu apartamento, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e conversava com um amigo por mensagem de vídeo quando fez uma cara de pânico e a chamada caiu. Minutos antes, ela teria dito que acreditava que alguém entrou no local já que a porta estava destrancada.

Andriely foi casada por quatro anos com um policial militar, Diogo Coelho, e há seis meses estava separada. Eles não chegaram a oficializar o relacionamento, mas viveram juntos no mesmo apartamento em que ela desapareceu até o início do ano. No entanto, conforme a mãe da desaparecida, mesmo tendo saído de casa, o PM ainda possuía as chaves do local.

Segundo pessoas próximas, o ex-companheiro vinha tentando reatar o relacionamento. Uma amiga, que não quis se identificar, afirmou que Andriely já estava procurando um novo lugar para morar.

Leia mais: Caso Andriely: veja as novidades das investigações

Condomínio onde Andriely estava antes de sumir. (Foto: Reprodução/RICTV)

De acordo com testemunhas, Andriely saiu do condomínio onde vivia, por volta das 3h da madrugada de quarta-feira (9), acompanhada do ex-marido e ambos teríam ido até o veículo de Diogo. Cerca de seis horas depois, ele retorna ao local em seu carro e sem Andriely, nesse momento, o policial estava acompanhado de outra pessoa que conduzia um segundo veículo.  

A tarde, ele foi até a loja onde a ex-mulher trabalhava para perguntar se alguém tinha visto Andriely. “Ele veio na loja para saber dela, se ela tinha dado alguma notícia, se ela teria comunicado a loja ou falado alguma coisa”, afirma uma funcionária do local. Ainda de acordo com a mulher, ele se mostrava frio e calculista em suas perguntas.

No dia seguinte, quinta-feira (10), o policial tentou pegar imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento que fica em frente ao prédio onde ele e a jovem moravam, mas não conseguiu. Nas imagens, ele aparece fardado em uma viatura e na companhia de outro PM.

Horas depois, Diogo foi até o Hospital da Polícia Militar e alegou que precisava ser internado porque estava sofrendo uma crise de ansiedade.

Familiares de Andriely afirmam que nunca viram Diogo tratá-la mal, mas não sabem o que acontecia entre quatro paredes.

Post feito por Andriely, em seu perfil em rede social, dias antes de desaparecer. (Foto: Reprodução/Facebook)

Investigações

Para o delegado Reinaldo Zequinão, da Delegacia da Polícia Civil do Alto Maracanã, responsável pelas investigações, o único suspeito é Diogo Coelho e a principal linha de investigação gira em torno do ex-marido de Andriely.

Dentro do apartamento peritos encontraram um tufo de cabelo da jovem em uma sacola. O carro de Diogo, foi apreendido e periciado, com o reagente luminol, e os resultados apontaram vestígios de sangue no banco traseiro, no banco traseiro e no porta malas do carro. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para análise e também comparação com o sangue da mãe de Andriely.

Assista à reportagem:  

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