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Amigo que conversava com Andriely por vídeo conta detalhes sobre a chamada

Autor: Redação RIC Mais
Andriele está desaparecida desde quarta-feira (9). (Foto: Reprodução/Facebook)

*Com informações de Daniel Santos, repórter da RICTV Curitiba

Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, está desaparecida desde a madrugada de quarta-feira (9). A última pessoa que viu e conversou com a jovem, por uma chamada de vídeo enquanto ela estava dentro de casa em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi um amigo que vive no interior de São Paulo. Diante do sumiço da estudante de direito, João Pedro Aoyama, também estudante, veio até Curitiba para dar sua versão à polícia.

De acordo com informações levantadas pela equipe de reportagem da RICTV | Record PR, na noite de terça-feira (8), antes de desaparecer, Andriely foi a faculdade e chegou em casa por volta das 22h45, horário em que as câmeras de segurança flagraram a entrada da jovem. Foi após esse horário que os amigos entraram em contato.

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Chamada de vídeo

João conta que os dois conversavam por videochamada quando a jovem precisou desligar para carregar o aparelho. Depois de um tempo, ela retornou a ligação e disse que estava com medo porque teve a impressão de que alguém entrou no apartamento enquanto ela tomava banho. “Daí eu falei, então faz o seguinte, acende a luz, vai nos quartos, procura para ver se alguém entrou realmente. Aí, ela fez isso e percebeu que a porta estava destrancada e falou isso para mim”, afirmou.

Ainda de acordo com o estudante, aproximadamente 15 minutos depois, ele percebeu a expressão de espanto no rosto de Andriely. “Ela fez uma cara de espanto, olhou para cima e chamada acabou”, disse.

João diz ter certeza absoluta que alguém estava no quarto naquele momento, principalmente, pela forma com que a jovem passou a responder suas mensagens por aplicativo de celular. “No dia seguinte, ela relatou que estava indo para São Paulo. Uma coisa que eu achei estranha porque no mesmo dia ela teria auto-escola. Coisa que ela não ia deixar de ir porque era uma coisa que ela estava querendo muito”, contou à RICTV.

Os dois não tinham um relacionamento amoroso, mas estavam se conhecendo melhor e ela pretendia viajar até a cidade onde o amigo vive nos próximos meses. Segundo o rapaz, mesmo de longe ele acompanhava a vida da estudante e fazia o papel de uma espécie de confidente. Ele ainda afirma que o ex-companheiro de Andriely  vinha pressionando a jovem para reatar o relacionamento.

João acredita que alguém estava dentro do apartamento ouvindo a conversa dos dois. (Foto: Reprodução/RICTV)

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Fim do casamento

Andriely foi casada por quatro anos com um policial militar, Diogo Coelho, e há seis meses estava separada. Eles não chegaram a oficializar o relacionamento, mas viveram juntos no mesmo apartamento em que ela desapareceu até o início do ano. No entanto, mesmo tendo saído de casa, o PM ainda possuía as chaves do local, conforme Cleusa Gonçalves, mãe da garota.

Investigações

Investigadores afirmaram à equipe de reportagem que imagens gravadas pelas câmeras de segurança do rua mostram Andriely e seu ex-marido saindo do prédio por volta das 3h30 da madrugada de quarta-feira (9). Ambos teriam ido em direção ao veículo de Diogo Coelho. Na manhã de quinta-feira (8), ele teria voltado sozinho ao apartamento.

As imagens teriam capturado também o momento em que o ex-marido chega no prédio, na noite de terça-feira. Por isso, acredita-se que ele era quem estava dentro do quarto quando a jovem levou o susto.

O caso ainda está na fase de inquérito e não corre em segredo de Justiça, porém, a polícia tem mantido sigilo sobre a maioria das informações colhidas até agora.

Condomínio onde a jovem morava e de onde desapareceu. (Foto: Reprodução/RICTV)

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Polícia Civil

Para o delegado Reinaldo Zequinão, da Delegacia da Polícia Civil do Alto Maracanã, responsável pelas investigações, o único suspeito é Diogo Coelho e a principal linha de investigação gira em torno do ex-marido de Andriely.

Uma perícia mais detalhadas deverá ser feita no apartamento em que a estudante desapareceu. O local permanece isolado e o próximo passo será o uso do Luminol - substância que reage ao sangue - para descobrir se Andriely foi agredida antes de desaparecer.

O carro de Coelho foi apreendido pelos investigadores.   

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar confirma que Digo está internado e afastado das funções como policial militar. O Batalhão informa ainda que as suspeitas em relação a ele surgiram somente após o internamento do policial. Leia na íntegra:

O 22º Batalhão da PM, unidade a qual o policial militar em questão pertence há pouco mais de dois anos, esclarece que o militar estadual foi internado na quinta-feira (10/05) para tratamento de saúde. A partir de então ficou sob cuidados médicos no hospital Bom Retiro e está afastado das funções como policial militar. O Batalhão informa que as suspeitas em relação a ele surgiram somente após o internamento do policial.

A comunicação do fato de afastamento médico do policial foi feita pela equipe de serviço no dia e publicado internamente no batalhão. Em relação às imagens, o Batalhão esclarece que vai apurar os fatos e circunstâncias. 

Desde o início o 22° BPM está empenhado em esclarecer os fatos e abriu um procedimento administrativo interno para apurar os fatos. Além disso, está colaborando com a Polícia Civil nas investigações.

A PM não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e ressalta que, para qualquer situação potencial envolvendo policiais, busca a elucidação de todos os fatos, e, se restar comprovada responsabilidade, os instrumentos adequados de saneamento, correição e expurgo são adotados, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, para qualquer militar estadual e neste caso não é diferente. 

Assista à reportagem completa: 

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