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Caso Tatiane Spitzner: Luis Felipe Manvailer será ouvido nesta quinta-feira

O réu por feminicídio, Luis Felipe Manavailer, deve ser ouvido nesta quinta-feira (13); outras 14 testemunhas também prestarão depoimento

Autor: Redação RIC Mais
Tatiane Spitzner e Luis Felipe Manvailer (Foto: reprodução RICTV)
Tatiane Spitzner e Luis Felipe Manvailer (Foto: reprodução RICTV)

O segundo dia de audiência do Caso Tatiane Spitzner terá início a partir das 9h desta quinta-feira (13), no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná. Hoje devem ser ouvidos os familiares da vítima e o réu por feminicídio Luis Felipe Manvailer. No total, 15 testemunhas estão previstas.

Justiça ouve testemunhas

No primeiro dia de audiência, 13 testemunhas foram ouvidas em, aproximadamente, dez horas. Uma delas, era amiga de Tatiane e confirmou as reclamações da vítima sobre o relacionamento.

Luis Felipe Manvailer, ex-marido de Tatiane e único suspeito de cometer o crime, acompanhou os depoimentos, com exceção do primeiro, porque a testemunha não quis que ele ficasse. Em seguida, ele foi para outra sala.

Entre o total de testemunhas, oito eram de acusação e seis comuns -são consideradas neutras, de defesa e acusação. Além de Manvailer, a juíza Paola Gonçalves Mancini, dois promotores de justiça, advogados de defesa e assistentes de acusação.

Depois das audiências, em casos do crime de homicídio, o magistrado pode decidir por: sentença de pronúncia, sentença de impronúncia e desclassificação. Na pronúncia, o juiz entende que existem indícios suficientes de que o réu é autor do homicídio, indo para a júri popular.

Já na sentença de impronúncia, os indícios de que o réu tenha praticado o homicídio são pequenos, por isso, o caso é arquivado. Por fim, na desclassificação, o juiz conclui que o crime foi outro, e não homicídio.

Fórum de Guarapuava (Foto: Otoniel Silva/RICTV Curitiba)

Manvailer é réu por feminicídio

Tatiane Spitzner foi encontrada morta dentro do apartamento do casal por policiais, no dia 22 de julho deste ano. Além disso, imagens da câmera de segurança do prédio mostraram que Manvailer havia levando o corpo de Tatiane de volta para o apartamento após ela cair do quarto andar do prédio.

Luis Felipe Manvailer foi apontado como principal suspeito da morte da esposa, e virou réu por feminicídio após a justiça aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público. Após o término da audiência de custódia, a juíza Paola Mancini, responsável pelo caso, irá determinar se o réu vai ou não para júri popular.

Morta por asfixia

A advogada paranaense Tatiane Spitzner, de 29 anos, foi morta por asfixia mecânica, provocada por esganadura e com sinais de crueldade, segundo laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava, no centro-oeste do Paraná. 

O principal suspeito da autoria do crime é Luis Felipe Manvailer, marido da vítima e preso preventivamente desde o dia 22 de julho. No dia 8 de agosto, a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP-PR) contra ele. De acordo com  o documento, Manvailer irá responder por homicídio qualificado - com quatro agravantes, entre eles, feminicídio -, fraude processual e cárcere privado. 

O laudo sobre a morte de Tatiane Spitzner divulgado pelo Instituto Médico Legal (Foto: Reprodução/IML)

Relembre o caso Tatiane Spitzner

Tatiane foi encontrada morta pela polícia dentro do próprio apartamento onde vivia com o marido na madrugada, por volta das 3h, do dia 22 de julho, após sofrer uma queda do quarto andar do prédio. Ao atender o chamado, policiais encontraram manchas de sangue na calçada e nos corredores do edifício.

Segundo as investigações, horas antes, Luis Felipe estava em uma casa noturna comemorando seu aniversário com a esposa quando ela pediu para ver o celular do marido. Com a negativa de Luis, uma discussão teria iniciado e se agravado após a chegada dos dois no apartamento onde viviam. Em depoimento, Manvailer disse à polícia que a briga continuou em casa e que Tatiane foi para a sacada do apartamento e se jogou. A versão é contestada pela acusação, que acredita que o marido jogou Tatiane.

Após a queda da jovem, Luis Felipe desceu até a frente do prédio e foi flagrado por um vizinho no momento em que carregava o corpo da esposa de volta para o apartamento. Na época, uma testemunha contou à equipe da RICTV |Record TV que presenciou partes do acontecimento. “De onde eu estava de cima, não dava para ver o corpo dela, porque ela caiu do lado do meu carro. Nisso, eu vi que o Luis Felipe saiu chorando de lá...não sei o que ele foi fazer. Eu desci correndo e foi aí que eu chamei o bombeiro. O bombeiro não atendeu e, aí, eu falei para ele: ‘deixa aí que eu to chamando o bombeiro’. Ele me olhou e disse: “Não adianta, ela já está morta”, contou.

Imagens das câmeras de segurança

Câmeras de segurança do prédio flagraram inúmeras agressões de Luís contra Tatiane, desde a chegada de ambos na frente do edifício, no estacionamento e no elevador. Também foi filmado o momento que o jovem carrega a esposa morta de volta ao apartamento e limpa o sangue do elevador. Todas foram anexadas ao processo de acusação do MP-PR.

Existem ainda imagens que mostram o marido da advogada fugindo do local após o ocorrido. Luis pegou o carro da esposa e seguiu sentindo Foz do Iguaçu, no oeste do estado e na divisa com o Paraguai. Porém, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, próximo de Foz, abandonou o veículo e foi preso ao ser flagrado vagando às margens rodovia.

Manvailer agrediu a esposa no elevador antes de sua morte 
(Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança)
Testemunhos de relação abusiva

Testemunhos colhidos pela Polícia Civil e que embasaram a acusação do MP-PR contra a Felipe, relatam que o casal vivia uma relação abusiva e que por inúmeras vezes Tatiane falou que gostaria de se separar do Manvailer.

Entre as histórias contadas, estão: um episódio em que Manvailer rasgou uma shorts da esposa, depois que mexeram com ela na rua; que Tatiane já havia reclamado que o marido era grosseiro e possessivo e que, inclusive, quando ela falou com ele sobre a separação, sua atitude foi chutar uma garrafa que estava em sua frente; que a vítima também teria relatado que o marido a diminuía, humilhava, inventava apelidos vexatórios e, muitas vezes, dizia ter nojo e ódio dela, entre outros.

No testemunho do pai de Tatiane, Jorge Spitzner, ele lembra que na época em que o casal viveu na Alemanha, uma colega de trabalho de Tatiene percebeu marcas no braço da jovem e que ela usava roupas longas mesmo em dias quentes, possivelmente para escondê-las.

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