Curitiba

Rogério 157 não é "troféu de caça" para ser exibido, dizem especialistas

Policiais posaram para fotos ao lado do traficante, preso nesta quarta, no Rio

Policial tirou até selfie com o traficante (Foto: Reprodução)

Policial tirou até selfie com o traficante (Foto: Reprodução)

Policial tirou até selfie com o traficante (Foto: Reprodução)
Em foto, policiais aparecem sorrindo e comemorando (Foto: Reprodução)

*Do R7

Depois de policiais do Rio de Janeiro tirarem selfies com o traficante Rogério 157, uma polêmica começou nas redes sociais sobre a conduta dos agentes do Estado. Questionados pelo R7, especialistas em segurança pública criticaram a atitude dos policiais e disseram que 157 não é um troféu de caça para ser exposto desta forma.

Ex-secretário Nacional de Segurança Pública, o coronel José Vicente da Silva afirmou que “a conduta dos policiais foi, no mínimo, antiética". "Policiais não devem se expor de forma jocosa em serviço. Criminoso não é troféu de caça.”

O coronel da reserva e mestre em Direitos Humanos pela USP (Universidade de São Paulo) Adilson Paes de Souza disse que os policiais quiseram exaltar o próprio ego ao tirar as fotos e esqueceram da dignidade do preso e dos riscos que eles correm mostrando seus rostos.

“A pessoa presa não é celebridade, e os policiais não são para ficar tietando essa pessoa. Esse senhor preso também não é uma caça cujo troféu tem que ser exibido. Esse senhor é um indivíduo preso, que merece ser processado, julgado e condenado pelos crimes que praticou. Ele não é uma caça, um troféu a ser exibido”, disse.

“Eles estão expondo a própria vida e colocando a vida de familiares em perigo. Esse senhor foi preso, mas ele é chefe de uma quadrilha bem numerosa e bem poderosa. E se ele der ordem para que os membros, seus subordinados, retaliem esses senhores? Esses senhores não pensaram na própria integridade física, não pensaram na própria família”, continuou Souza.

Silva afirmou que “a administração da Policia Civil deve punir esses policiais pelo ato de exposição indevida de preso". "Mesmo criminosos têm direitos a serem preservados.” Segundo ele, “essas fotos suscitam amadorismo, falta de ética e de compromisso com a lei”.

O ex-secretário Nacional de Segurança Pública disse ainda que “policiais devem ser sóbrios em sua atuação e não podem expor pessoas sob sua guarda — sob a guarda do Estado que representam — a humilhação, por mais repudio que o criminoso mereça da sociedade”.

Souza lembra que tirar selfies com presos “não é atitude de um policial”. “Esses senhores que tiraram essas fotos erraram porque expuseram esse senhor, que merece ser preso e condenado pelos crimes que praticou, mas ofenderam a dignidade desse ser humano”, disse o coronel.

“Não estou defendendo esse senhor, não estou dizendo que ele é a melhor pessoa do mundo. Esse senhor não é um pop star, não é um astro de cinema, não é uma celebridade, muito menos uma presa cujo corpo tem que ser exibido.”

Ainda nesta quarta-feira (6), depois da prisão de 157, a Corregedoria interna da Polícia Civil abriu um processo para apurar a divulgação de selfies e fotos de policiais civis com o traficante. Na visão do secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, as fotos são fruto de uma "euforia".

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Justiça não permite goleiro Bruno acompanhar nascimento do filho

Ele está preso em Varginha, no sul de Minas Gerais

Bruno e Ingrid dois se casaram em junho de 2016, na prisão (Reprodução/Facebook)

*Do R7

A Justiça mineira não permitiu ao goleiro Bruno Fernandes sair da prisão para acompanhar o parto da atual mulher dele, a dentista Ingrid Calheiros. O bebê, que deve nascer neste mês, será a primeiro filho do casal.

O pedido para a liberação do goleiro foi feito pelo Nucap (Núcleo de Capacitação para a Paz), onde ele dá suporte em aulas de educação física para crianças. Porém, o juiz Maurício Navarro Bandeiro de Mello, da 1ª Vara Criminal e da Vara de Execuções Penais de Varginha, no sul de Minas Gerais, alegou que o atleta não poderá ser liberado, pois não há uma previsão legal para esta prática.

Segundo Mello, o jogador não poderia receber tratamento diferenciado e esse tipo de privilégio aos detentos tumultuaria a comarca.

Fernandes e Ingrid se casaram em junho do ano passado, na Apac (Associação de Proteção de Amparo ao Condenado) de Santa Luzia, onde ele cumpria pena. Eles começaram a namorar na época em que o processo do Caso Eliza Samudio ainda era julgado.

A dentista morava no Rio de Janeiro e se mudou para Varginha, no início deste ano, quando o goleiro foi solto e contratado pelo Boa Esporte, clube da cidade. Em abril, Fernandes voltou a ser preso e Ingrid permaneceu na cidade, onde o atleta ficou detido.

 Além do filho com Eliza Samudio, Bruno Fernandes tem duas filhas com a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, inocentada no caso.

Condenação

Em 2013, Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado, no caso Eliza Samudio. A ex-modelo e amante do jogador desapareceu em 2010 e, até hoje, a Justiça não encontrou os restos mortais dela.

Em setembro deste ano, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) reduziu a pena do jogador para 20 anos e nove meses de detenção.

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Busca por homem desaparecido leva polícia a vídeo de assassinato brutal

Rivalidade entre facções criminosas seria o motivo para o crime grotesco

DHPP elucidou crime que teria acontecido em agosto (Foto: RICTV Curitiba)

O desaparecimento de um jovem carioca em Curitiba levou a Polícia Civil ao vídeo grotesco de um assassinato. As imagens não serão publicadas pelo Portal RIC Mais por apresentarem conteúdo extremamente violento.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) elucidou o crime há poucos dias. Quatro pessoas são suspeitas de envolvimento no caso. Um homem e uma mulher, que teria gravado o vídeo, estão presos. Um terceiro suspeito morreu em um confronto com a polícia há cerca de um mês e o quarto envolvido está foragido.

As investigações tiveram início depois que a polícia recebeu o aviso do desaparecimento do rapaz, que não teve a identidade revelada. O celular com o vídeo mostrando o assassinato do jovem foi encontrado dentro de um carro, que foi roubado em Curitiba e abandonado em São Paulo. A imagens teriam sido gravadas no mês de agosto.

Enquando a mulher faz as imagens, os três homens aparecem degolando a vítima, abrindo o peito com um facão e retirando o coração do jovem assassinado. Eles ainda tripudiam da situação e exibem a cabeça do morto para a câmera.

Os investigadores acreditam que o crime aconteceu em um hotel no Centro de Curitiba. O corpo da vítima ainda não foi localizado.

A polícia vai falar sobre o caso nesta quinta-feira (7), mas a motivação do crime seria uma briga entre facções rivais. Segundo informações, o rapaz assassinado gostava de falar que era carioca e membro de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Os autores, que seriam de uma facção rival, decidiram matar o homem com crueldade para demonstrar domínio.

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