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Após 19 anos

Apresentador Roberto Aciolli é condenado por assassinato em 1999

Ele é acusado de matar o engraxate Paulo Cesar Heider em dezembro de 1999, no bairro Água Verde

Autor: Redação RIC Mais
Aciolli se apresentou e confessou o assassinato, mas alegou que houve um disparo acidental (Foto: Sandro Nascimento/Alep)
Aciolli se apresentou e confessou o assassinato, mas alegou que houve um disparo acidental (Foto: Sandro Nascimento/Alep)

O apresentador Roberto Aciolli foi condenado há cinco anos e seis meses de prisão em regime semiaberto, durante Tribunal do Júri, na noite desta terça-feira (12), em Curitiba. Ele é acusado de matar o engraxate Paulo Cesar Heider em dezembro de 1999, em um bairro nobre da Capital.

Roberto Aciolli é condenado por homicídio

De acordo com a promotoria, na prática, ele não deve ser preso. Aciolli recebeu a condenação por homicídio privilegiado. “Resta ao Ministério Público agradecer ao conselho de sentença, que pelo menos a tese principal de absolvição não foi acolhida. Porque eles queriam sair daqui inocentados pela porta da frente e isso não aconteceu”, declarou o promotor Marcelo Balzar.

Depois do veredito, o apresentador não deu entrevista e saiu do tribunal acompanhado de amigos e familiares. A defesa avalia as alternativas para diminuir a pena. “Foi uma vitória muito grande, porque os jurados entenderam aqui que foi um homicídio simples, ou seja, não qualificado, e na forma privilegiada, ou seja, sob o domínio da violenta emoção”, contou Nilton Ribeiro, advogado de defesa.

Aciolli é acusado de matar engraxate

Heider era suspeito de assaltar uma loja de celulares que pertencia a esposa de Aciolli. Segundo as investigações, o ex-deputado seguiu o táxi onde estava a vítima. Na época, Aciolli se apresentou e confessou o assassinato, mas alegou que houve um disparo acidental, porém, essa versão foi questionada pelo Ministério Público (MP-PR).

Na versão do acusado, após conseguir interceptar o veículo que a vítima estava, no bairro Água Verde, Heider tentou tirar a arma de sua mão e pediu para ele colocar as mãos na caminhonete até que a polícia chegase. Porém, a vítima o atingiu com uma cotovelada, que levou ao disparo acidental na nuca de Heider.

A denúncia foi apresentada em 2008, mas, como Aciolli possuía foro privilegiado por ocupar função pública, o caso foi encaminhado à 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri em 2014.

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