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Rebelião na Penitenciária de Cascavel continua sem previsão de fim

A Polícia Militar encerrou por hoje as negociações com os amotinados da rebelião na Penitenciária de Cascavel; o diálogo deverá ser retomado na manhã de sábado

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Até o momento, dois detentos foram mortos durante a rebelião na Penitenciária de Cascavel. (Foto: Reprodução RICTV Curitiba)
Até o momento, dois detentos foram mortos durante a rebelião na Penitenciária de Cascavel. (Foto: Reprodução RICTV Curitiba)

A rebelião na Penitenciária de Cascavel (PEC)  iniciada na tarde de quinta-feira (9) irá continuar pelo menos até a manhã de sábado. Segundo o tenente-coronel Washington Lee Abe, da Polícia Militar, as negociações desta sexta-feira (10) foram encerradas no fim da tarde. Dois agentes penitenciários ainda são mantidos como reféns.

A rebelião teve início durante o horário de visita aos detentos, familiares e crianças estavam no solário. Conforme testemunhas, alguns presos começaram gritar incitando uma fuga em massa enquanto outros escalaram a parede e subiram até o telhado. Nesse momento, as famílias começaram a ser retiradas de dentro do presídio e três funcionários foram feitos de reféns.

Situação no momento

Os presos estão desde ontem com a água cortada e acredita-se que cerca de 80% das alas foram destruídas pelos rebelados. A movimentação no local continua grande: policiais, viaturas, ambulâncias e familiares dos detentos fazem vigília nas ruas de acesso e em frente a PEC. Socorristas levaram um preso com ferimentos graves à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Veneza. O número de amotinados em cima dos telhados diminuiu por causa da chuva.

Lotação

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), a PEC não está superlotada, ela tem capacidade para abrigar 1.160 detentos e 980 homens eram custodiados no início da rebelião. Durante a madrugada desta sexta-feira, 200 presos foram transferidos, permanecendo na PEC 780 homens. De acordo com a Sesp, 150 detentos foram levado para Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) e outros 50 foram transferidos para Cadeia Pública da cidade, que fica junto à delegacia central.

Reféns

Ainda na quinta-feira um agente foi liberado. Ele apresentou ferimentos leves e foi encaminhado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná para exames. Os outros dois permanecem nas mãos do amotinados.

Violência

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) informou que até o momento dois presos foram assassinados, um deles decapitado. Ainda pela manhã, um veículo do Instituto Médico-Legal (IML) esteve na PEC, mas retirada dos corpos não foi confirmada por nenhuma autoridade. Há rumores de que existam mais mortos dentro do presídio, mas o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) não validou a informação.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atualizou o número de pessoas atendidas para um agente e três presos levados para unidades de saúde enquanto outros quatro foram atendidos e liberados no local.

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