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Nova Esperança

Professora de criança que morreu após se enforcar em escola será indiciada

A menina de um ano e oito meses se enforcou na alça da própria mochila dentro da sala de aula; a professora será indiciada por homicídio culposo

Autor: Redação RIC Mais
A criança se enforcou na escola em dezembro de 2018. (Foto: Reprodução/RICTV)
A criança se enforcou na escola em dezembro de 2018. (Foto: Reprodução/RICTV)

A professora da criança de um ano e oito meses que morreu após se enforcar na alça de uma mochila, dentro de uma escola particular, em Nova Esperança, no noroeste do Paraná, será indiciada por homicídio culposo - quando não há intenção de matar.

Criança se enforca com alça de mochila

Segundo delegado Leandro Farnese Teixeira, responsável pela investigação, houve descuido por parte da professora no momento do incidente, no entanto, não é possível declarar que ela tenha sido negligente, já que o enforcamento na alça da mochila não é um fator previsível. “A negligência necessita de um binômio da desídia e da previsibilidade, nós apuramos que a desídia pode ter ocorrido, mas a previsibilidade a gente concluiu que não. Não descartando que o MP possa concluir de outra forma e o juiz também. Mas essa previsibilidade que quer dizer, se era previsível para qualquer pessoa comum imaginar que a alça da mochila por si só poderia causar a morte de uma daquelas crianças, nós entendemos que não porque é um fato muito raro”.

Professora indiciada por homicídio culposo

A conclusão da investigação foi que o conjunto dos fatores envolvidos resultou no enforcamento da criança, se qualquer um deles fosse minimamente diferente, o resultado poderia ser outro. “Foi uma soma entre a altura do gancho, com a altura da alça da mochila, com altura da criança e também associado ao fato de ela não conseguir encostar o quadril no chão. Quando ela estava presa, ela tentou sentar e não sentou, foi isso que causou o enforcamento”, explicou o delegado.  

O inquérito policial foi concluído nesta quinta-feira (17) e deverá ser encaminhado Fórum na sexta-feira (18). O próximo passo será a análise do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que irá decidir se denuncia a professora à Justiça ou se arquiva o caso.

Entenda como a criança se enforcou na escola

No dia 14 de dezembro de 2018, a menina se enforcou acidentalmente após ficar com o pescoço preso na alça da própria mochila dentro da sala de aula. Na ocasião, a professora estava na sala e assim que viu o incidente, soltou a criança. Foi ela quem levou a aluna - já desmaiada - até o hospital de Nova Esperança.

A vítima foi transferida de helicóptero ao HU de Maringá. (Foto: Reprodução/RICTV) 

Ainda conforme o delegado Teixeira, tudo aconteceu muito rápido. “Logo que prendeu a professora viu, a professora correu e soltou ela da alça. Então, foi uma questão de segundos, mas o peso do próprio corpo, puxado pela gravidade, provocou o enforcamento. Mas isso não quer dizer nem que ela é culpada, nem que ela é inocente. Na verdade na apuração do inquérito, a gente busca evidenciar a verdade dos fatos para demonstrar ao juiz o que é que houve. Então nesse momento, eu estou relatando que houve desídia, mas não havia previsibilidade da morte. Vai caber a ele decidir”. 

Já no hospital, depois de ficar por vinte minutos em parada cardiorrespiratória, a vítima foi reanimada. Mas, devido a gravidade da situação, precisou ser transferida de helicóptero para o Hospital Universitário de Maringá, no norte do estado. Lá permaneceu internada por cinco dias, em estado gravíssimo, até que no dia 19 de dezembro, perdeu a vida.

Causa da morte

De acordo com o delegado, o enforcamento causou uma parada cardiorrespiratória, que provocou um edema cerebral e resultou na morte da criança. “A causa da morte foi o edema cerebral decorrente da falta de oxigenação que teve por algum tempo e resultou em uma parada cardiorrespiratória. A causa mesmo foi o enforcamento, o edema cerebral e a parada cardiorrespiratória são consequências do enforcamento. Na certidão de óbito dela, consta exatamente os três, nessa ordem”.

Situação da escola infantil em Nova Esperança

A escola está fechada desde então. O delegado confirmou que no dia em que ocorreu o incidente, era o último dia letivo e a escola passava por um processo de venda, que ele não soube confirmar se foi concluído. “A gente apurou só a hipótese do homicídio culposo. Agora, a regularidade da escola fica sob uma atribuição do MEC, que vai avaliar se vai liberar uma nova autorização. A autorização vencia no final de 2018”.

A diretora da escola não será responsabilizada pelo ocorrido.“Não vou indiciar mais nenhuma outra pessoa da escola porque os ganchos ou qualquer outro objeto que estive lá, por si só, não causaram a morte. O gancho, com a mochila e mais o momento da criança se aproximar e se enroscar que foi o causador da morte. Então, por si só, a diretora não tem responsabilidade e as outras pessoas também não”, concluiu Teixeira. 

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