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Em Curitiba

MP-PR pede prisão de médico acusado de matar fisiculturista Renata Muggiati

Raphael Suss Marques foi flagrado em um torneio de pôquer no mesmo dia que deixou de comparecer ao processo a audiência de instrução e julgamento sobre a morte da namorada

Autor: Redação RIC Mais
Raphael é acusado de matar a namorada Renata Muggiati. (Foto: Reprodução/MP-PR)
Raphael é acusado de matar a namorada Renata Muggiati. (Foto: Reprodução/MP-PR)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu nesta quarta-feira (6) a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati em 2015. O pedido foi feito depois que o jovem desobedeceu uma proibição da Justiça.

De acordo com a Justiça, Raphael - que passou um período preso e está em liberdade provisória desde 2017, mediante o uso de tornozeleira eletrônica - teria participado de um torneio de pôquer em Curitiba. O que vai contra o impedimento de frequentar bares e estabelecimentos similares. Para agravar a situação, no mesmo dia, ele deixou de comparecer a uma audiência sob a justificativa de uma alegação falsa. O caso ocorreu no dia 23 de janeiro, data em que estava marcada a audiência de instrução e julgamento sobre a morte de Renata Muggiati no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. 

Morte de Renata Muggiati

Renata morreu após cair da janela do apartamento em que vivia com o namorado Raphael, localizado no 31º andar, em setembro de 2015, no centro da capital paranaense. Na época, o crime foi investigado inicialmente como suicídio, mas vizinhos do casal relataram à polícia que os dois viviam um relacionamento conturbado e protagonizavam brigas violentas com frequência. Fotos da modelo com ferimentos no rosto também fizeram a polícia entrar no caso.

Além disso, uma mensagem publicada em sua rede social horas antes de sua morte e apagada posteriormente, também levantaram suspeitas. A postagem dizia: “Bom, aviso a todos q me seguem que hoje eu meu último diante vida, depois de sofrer 3 dias agressões e por amar a pessoa. me suicido feliz e em paz.”

RENATA MUGGIATI E RAPHAEL SUSS (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

O médico e companheiro da tricampeã de Body Fitness, estava em casa quando Renata supostamente se jogou pela janela. Ele afirmou à polícia que a namorada havia tentado se jogar da janela três vezes naquela noite e que ele conseguiu impedir as duas primeiras. Na terceira vez, ele disse que estava em outro cômodo e não viu Renata se jogar. O médico ainda disse aos policiais que Renata sofria de depressão e estava fazendo acompanhamento psiquiátrico.

Suspeito de crime não acompanhou enterro

A família da fisiculturista impediu que o namorado da atleta acompanhasse o enterro que aconteceu no Cemitério Parque Iguaçu, no bairro Cascatinha, em Curitiba, na tarde do dia 21 de setembro de 2015. A irmã de Renata, Thereza Christina Gabriel, ameaçou chamar a polícia caso Raphael Suss Marques não deixasse o local.

Polícia pede prisão de namorado da vítima

A Justiça do Paraná pediu, no dia 25 de setembro de 2015, a prisão de Raphael, suspeito de ter asfixiado a atleta e jogado o corpo da companheira da janela do apartamento. De acordo com o delegado Jaime da Luz, responsável pelo caso, os laudos apontaram que Renata foi asfixiada antes de cair do prédio.

RENATA MUGGIATI MORREU EM 2015. (FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)
Ex-peritos são incluídos em processo

A promotoria pediu a inclusão de perítos no processo afirmando que o laudo de exame de necropsia teria sido falsificado. O pedido foi aceito no dia 2 de julho de 2018 pela Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba. O Ministério Público e a Secretaria de Segurança do Paraná abriram inquérito para apurar as diferenças nos dois laudos e a Justiça determinou que o corpo da fisiculturista fosse exumado.

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