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PMs são presos por extorsão em São José dos Pinhais; pediram R$ 16 mil

Os quatro policiais militares foram presos em flagrante porque exigiram R$ 16 mil para não “plantar” drogas e munições na casa da vítima, segundo o Gaeco

Autor: Redação RIC Mais
Policiais são presos em São José dos Pinhais pelo Gaeco. (Foto: Reprodução/RICTV)
Policiais são presos em São José dos Pinhais pelo Gaeco. (Foto: Reprodução/RICTV)

Quatro policiais militares foram presos em flagrante após exigirem R$ 16 mil sob a ameaça de “plantar” drogas e munições na casa da vítima. As detenções foram realizadas por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na noite desta quarta-feira (6) em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Policiais são presos

De acordo com o Gaeco, a vítima foi abordada durante a tarde de quarta, por volta das 15h30, e depois de ter seu veículo revistado, sofreu a intimidação dos policiais militares. Conforme a versão do próprio homem que fez a denúncia, ele já possui passagens por tráfico de drogas e isso teria motivado a abordagem e revista da PM.

A entrega do dinheiro foi acertada para noite de quarta. No entanto, o rapaz procurou o Ministério Público de São José dos Pinhais e informou sobre o ocorrido. Na sequência, o promotor entrou em contato com o Gaeco e os agentes preparam uma situação de flagrante.

Fuga

Equipes do grupo foram ao local combinado para a entrega do dinheiro e logo os quatro PMs chegaram, em uma viatura, para receber o valor. Após pegarem o dinheiro, quando já se afastavam, foram abordados pelos agentes do Gaeco, mas tentaram fugir, o que resultou numa perseguição de mais de três quilômetros, até que os policiais foram alcançados.

“Eles se evadiram por cerca de três quilômetros, mais que três quilômetros, e somente foram parar na alça da BR-376, Contorno Leste. No primeiro momento eles fugiram, furaram sinais vermelhos, dirigindo perigosamente e depois que pararam, ainda, eles ofereceram certa resistência em descer da viatura e apresentar as armas. Houve uma necessidade de um comportamento muito firme da equipe do Gaeco para que eles se convencessem a entregar, principalmente, o fuzil de um deles”, explicou  Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco.

Provas

Tudo foi filmado para ser usado como prova, assim como o dinheiro entregue aos policiais foi xerocado para ser possível comprovar que se tratavam das mesmas notas. Porém, o dinheiro não foi encontrado dentro da viatura, o Gaeco acredita que os suspeitos tenham jogado a quantia pela janela durante a fuga. “A vítima afirma que deixou o dinheiro, conforme o combinado, embaixo do tapete. Um policial não identificado desta equipe de quadro chegou a entrar na viatura. A lógica é que tenha sido pego esse dinheiro”, completou Batisti.

Foram encontrados com três dos PMs três revólveres 38 com as numerações raspadas e munições variadas (inclusive estrangeiras). No console da viatura, havia uma caixa de fósforos com pequena quantidade de substância semelhante a crack. Entre os pertences de um dos soldados foi encontrada também uma ‘mixa’ (instrumento para abrir fechaduras).

Os quatro policiais militares Leandro Eduardo do Vale, Emerson dos Santos Gimenes, Alexandre Francisco Silva e Leandro Santi estão presos no Batalhão de Piraquara, também na região metropolitana da capital. Todos eles entraram na corporação no último concurso realizado para Polícia Militar do Paraná, que ocorreu em 2012.

Posição da PM

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que é integrante do GAECO e, portanto, participou efetivamente das prisões dos quatro policiais militares citados na reportagem. Leia na íntegra:

A Polícia Militar informa que é integrante do GAECO e, portanto, participou efetivamente das prisões dos quatro policiais militares citados na reportagem. Os soldados estão à disposição do GAECO e das investigações e a PM vai colaborar para o esclarecimento dos fatos.

A Polícia Militar lembra que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes. Se comprovada alguma irregularidade as medidas de expurgo e saneamento serão tomadas pela Corregedoria Geral da PM no rigor da lei e os envolvidos responsabilizadas administrativa e criminalmente. 

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