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Adolescente paranaense escapa ileso de incêndio no CT do Flamengo

“Ele pisou no Flamengo...não sei se momentaneamente ou definitivamente. O sonho foi interrompido? Não sei, vai depender dele”, contou o pai do adolescente chorando

Autor: Redação RIC Mais
'Eu sei que meu filho está bem, mas dói bastante', contou a mãe do adolescente (Foto: Reprodução/Redes sociais)
'Eu sei que meu filho está bem, mas dói bastante', contou a mãe do adolescente (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O adolescente Naydjel Callebe, de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, escapou ileso do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo nesta sexta-feira (8). A tragédia deixou dez jovens atletas jovens e três feridos.

Adolescente paranaense estava no CT do Flamengo 

Nilson e Carla Strohschein voltaram do Rio de Janeiro na quinta-feira (7), depois de acompanhar o filho nos treinamentos iniciais do campeonato. Eles tinham acabado de chegar no oeste do Paraná quando ficaram sabendo da tragédia. Imediatamente, tentaram contato com o filho -que foi para o local na segunda-feira (4)-, mas sem sucesso. “O celular dele estava desligado e a gente não conseguia contato. Ligamos a TV e vimos a notícia de dez mortos. Não tínhamos noção da dimensão e não conseguimos contato com ele. Ficamos desesperados”, contou Carla emocionada.

Depois de algumas horas, a assistente social do time ligou para a família e contou que estava tudo bem. “Foi muito angustiante até que ele entrou em contato com a gente para nos tranquilizar. Em seguida, a assistente social do Flamengo ligou e disse que estava tudo bem.” 

Registro publicado pelo adolescente ao chegar no CT do Flamengo (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Curto-circuito pode ser a causa do incêndio

Naydjel Callebe integra a categoria de base e iniciou sua trajetória no futsal de uma associação de Marechal Cândido Rondon. “Ele pisou no Flamengo...não sei se momentaneamente ou definitivamente. O sonho foi interrompido? Não sei, vai depender dele”, contou o pai do adolescente chorando.

Por sorte, Callebe escapou ileso do incêndio, conseguindo sair do alojamento antes que as chamas tomassem conta do local. “Nada vai trazer eles de volta. E a dor é terrível. Como eu falei, eu sei que meu filho está bem, mas dói bastante. Em saber que as crianças estavam ali, com sonhos, felizes, com um brilho no olhar. Com uma felicidade que era contagiante.”

Tragédia pode destruir sonho

Por fim, o casal afirmou que a decisão de voltar para o Centro de Treinamento do Flamengo é do filho. “Se ele sonhar em voltar, se é a vontade dele...ele vai voltar com todo meu apoio. Com todo meu amor e meu carinho. Não vou falar para ele ‘fique em casa’, porque seria muito egoísta da minha parte. Meu coração dói muito, sangra…pelas crianças que se vitimaram nesse acidente. Sinto muito pelas famílias.”

Londrinenses estavam em incêndio no Flamengo

Dentre as vítimas que sobreviveram ao incêndio está o paranaense Pablo Messias, de 16 anos. A mãe do atleta, Valquíria Messias, que mora em Londrina, disse que soube do incêndio quando, às 8h da manhã, a mãe dela e uma amiga, foram até a casa dela dar a notícia vista pela televisão.

A mãe ainda não conseguiu falar com o filho, porque o celular e todos os pertences de Pablo foram perdidos no local do incêndio. No entanto, as notícias passadas pelo Clube para ela são boas, de que Pablo conseguiu fugir pela janela, sofreu alguns arranhões pelo corpo e estava um pouco abalado, mas passa bem.

Ela contou ainda que o supervisor  emprestou um celular para o filho dela que ligou para a namorada, por ser o único número de telefone que tinha memorizado, e avisou que tinha conseguido escapar e que passava bem, para a mãe ficar tranquila.

Incêndio destrói alojamento de time de futebol

Um incêndio no centro de treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, deixou pelo menos dez mortos na manhã desta sexta-feira (9), segundo o Corpo de Bombeiros. Três pessoas foram resgatadas e uma delas está em estado grave. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os feridos foram levados ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

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