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Em Colombo

Jovem que viu o pai ser levado por enxurrada está com leptospirose

Adalberto, 19 anos, está internado em estado grave na UTI; seu pai morreu após pular da motocicleta em que os dois estavam para salvá-lo

Autor: Redação RIC Mais
Filho do homem que foi levado por enxurrada está com leptospirose. (Foto: Reprodução/Facebook)
Filho do homem que foi levado por enxurrada está com leptospirose. (Foto: Reprodução/Facebook)

Adalberto Neuhaus, 19 anos, está internado em estado grave por ter contraído leptospirose durante uma enxurrada que vitimou seu pai no bairro Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, no noite de 13 de janeiro. De acordo com Josélia Hamulak, mãe do rapaz, ele engoliu a água da inundação no dia do incidente e está entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde sexta-feira (1) no Hospital de Clínicas na capital do estado.

"Eles falaram que o pulmão deu um pouco de hemorragia hoje, mas que tem que esperar", contou Josélia sobre a situação do filho nesta segunda-feira (4). Ainda conforme a mulher, recém-viúva, a preocupação com Adalberto é grande, ainda mais que há apenas três anos ele precisou passar por um transplante de medula óssea porque sofria de leucemia. O procedimento, inclusive, foi realizado no mesmo hospital em que está internado.

Entenda como pai e filho foram levados pela enxurrada

Bento Breher Neuhaus, 54 anos, estava com o filho Adalberto em uma motocicleta quando os dois foram arrastados por uma enchente. Na ocasião, o jovem caiu em um córrego e para tentar salvar o filho da correnteza, o homem pulou do veículo e agarrou no menino, que conseguiu segurar em uma manilha enquanto ele, por sua vez, desapareceu em meio a água após gritar por socorro. Seu corpo foi encontrado no três dias depois em Pinhais, também na RMC, a aproximadamente 2500 metros de onde desapareceu.

BENTO DESAPARECEU DURANTE A ENXURRADA EM COLOMBO. (FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)

Vídeos mostram força da enxurrada

Imagens de uma câmera de segurança flagraram minutos após Bento ser levado pela água e Adalberto ficar no meio da rua alagada. É possível ver quando o rapaz, que está com a perna machucada, é amparado. Um homem ajuda ele atravessar a via ainda alagada, quando os dois param e o adolescente recebe um abraço.

Protesto

Um dia antes da vítima ser localizada, moradores de Colombo fizeram um protesto para chamar a atenção sobre os alagamentos que ocorrem na área onde Bento desapareceu. Segundo eles, alagamentos são frequentes quando chove forte porque um riacho passa pela rua.

Josélia lembra que o marido foi por um tempo presidente da associação dos moradores do bairro e, na época, entrou em contato com a prefeitura da cidade para que fossem tomadas providências. "Ele lutou por seis anos e tem toda a papelada", disse. 

Em nota, no dia 15 de janeiro, a Prefeitura de Colombo afirmou que desenvolveu um estudo de microbacias para potencializar as obras de contenção de enchentes no local. A ação faz parte de Programa de Contenção de Enchentes realizado pela Prefeitura desde 2013 e o início das obras na Rua João D’Agostin está prevista para o primeiro trimestre de 2019.

Ainda segundo a administração municipal, a localização das casas, a existência de tubulações irregulares feitas pelos moradore e o acúmulo de lixo e saibro que entopem as manilhas e dificultam o escoamento das águas pluviais.

Também está prevista a construção de um Parque Linear do Rio Palmital que passa no bairro. “A área, protegida por lei, vai contribuir para minimizar os pontos de alagamentos, além de proteger o leito do Rio Palmital, que nasce no município de Colombo e deságua no Rio Iraí”, diz a nota.

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