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Morto pelo Bope

Réus foram obrigados a dizer que Deyvid Fronza participou de crime

O jovem foi morto em novembro de 2018 durante um suposto confronto policial; entenda!

Autor: Redação RIC Mais
'É uma dor insuportável, a perda do filho é igual o universo desabar em você', contou a madrinha do jovem morto em novembro de 2018 (Foto: Reprodução/Redes sociais)
'É uma dor insuportável, a perda do filho é igual o universo desabar em você', contou a madrinha do jovem morto em novembro de 2018 (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Na última terça-feira (5), os réus que confessaram ter participado do roubo que terminou com a morte de Deyvid Fronza, afirmaram que foram obrigados a dizer que o jovem colaborou com o crime durante um depoimento na 2ª Vara Criminal de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Família de Deyvid acreditava em inocência

Após o julgamento, a família do estudante se sente aliviada, já que eles tinham convicção da inocência do jovem morto com apenas 18 anos. "O meu filho era inocente, gente, ele era! Eu tinha 100% de certeza. Eu, a família, os amigos, Deus...mas eu precisava provar isso para a Justiça”, contou a madrinha do jovem emocionada. 

Durante o julgamento, os réus disseram que foram forçados pelos policiais a dizer que Deyvid participou do crime. "Foi um alívio para nós [família] quando eles disseram que ele não estava. Todo mundo adorava ele, ama ele. Quando eles falaram que ele não tinha envolvimento, nós tinhamos certeza. É meu filho e nunca fez mal para ninguém", contou Sandro Fronza, pai do jovem. Com a afirmação dos réus, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) afirmou que novos fatos serão investigados. 

"É uma dor insuportável, a perda do filho é igual o universo desabar em você, e ficar 'meu Deus, me ajude! Me dê forças para seguir em frente e caminhar'", contou Eliane Coutinho, madrinha de Deyvid.

Abordagem errada

Em uma imagem de câmera de segurança, é possível ver o momento que o suposto assaltante troca o lado da jaqueta, uma vermelha para o preto (veja abaixo). "Fraude processual, porque colocaram no local, supostamente, a arma que seria do policial que sofreu o assalto, e uma mochila, que conteria o dinheiro do assalto, além de execução", declarou a advogada da família, Melissa Albuquerque. 

Jovem é morto durante troca de tiros

Deyvid foi morto durante um suposto confronto policial em novembro de 2018, no bairro Pilarzinho, em Curitiba. Na época do crime, a PM afirmou que o jovem estava com uma arma que havia sido roubada de um policial em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a polícia, quatro pessoas roubaram a arma do policial no bairro Tanguá e atiraram contra o agente, porém, não o acertaram. Em seguida, a Guarda Municipal encontrou o carro utilizado na fuga e abordou três pessoas, mas nenhuma arma foi localizada. 

Em seguida, um jovem foi localizado em uma rua do Pilarzinho com a arma que havia sido roubada. Uma troca de tiros foi iniciada e o jovem -Deyvid- foi morto no local. Na época, uma testemunha declarou que os policiais não estavam preparados. "Eles ficaram totalmente apavorados, porque um vizinho escutou 'cara, o menino paralizou porque você atirou'. Então, eles viram que fizeram um serviço errado."

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