Curitiba

Moro põe Lula no banco dos réus mais uma vez, agora pelo sítio de Atibaia

Esta é a terceira denúncia recebida por Moro contra o ex-presidente.

Esta é a terceira denúncia recebida pelo juiz Sergio Moro em relação ao ex-presidente Lula. (Foto: Dida Sampaio/Estadão)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais uma vez no banco dos réus. O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira, 1, a denúncia do Ministério Público Federal contra o petista por corrupção e lavagem de dinheiro nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo.

Esta é a terceira denúncia contra Lula que Moro recebe. Ao todo, na Lava Jato e também nas Operações Zelotes e Janus, o ex-presidente Lula é réu em seis ações penais. Na ação do caso triplex, o petista foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9 anos e 6 meses de prisão.

Também se tonaram réus outros 12 investigados, entre eles o empresário Emilio Odebrecht, patriarca da empreiteira, e o advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira. São acusados os executivos Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Marcelo Bahia Odebrecht, Carlos Armando Guedes Paschoal e Emyr Diniz Costa Júnior, todos da Odebrecht, Paulo Roberto Valente Gordilho Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, todos da OAS.

Rogério Aurélio Pimentel, segurança do ex-presidente, Fernando Bittar, apontado pela defesa do petista como verdadeiro proprietário do sítio, e o pecuarista José Carlos Costa Marques Bumlai completam a defesa.

Segundo a nova acusação contra Lula, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobrás. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.

"Luiz Inácio Lula da Silva, de modo consciente e voluntário, no contexto das atividades de organização criminosa, em concurso e unidade de desígnios com Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Rogério Aurélio Pimentel, Roberto Teixeira e Fernando Bittar, no período compreendido entre 27 de outubro de 2010 e junho de 2011, dissimularam e ocultaram a origem, a movimentação, a disposição e a propriedade de aproximadamente R$ 700 mil provenientes dos crimes de cartel, fraude a licitação e corrupção praticados pela Odebrecht em detrimento da Petrobras, por meio da realização de reformas estruturais e de acabamento no sítio de Atibaia", assinala a denúncia.

A Procuradoria da República, no Paraná, anexou 415 documentos à nova denúncia. Segundo a Procuradoria, a denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação. No material anexado pelo Ministério Público Federal estão fotos de objetos e fotografias da família no sítio escritura e registro do imóvel, notas fiscais e relatórios da Polícia Federal.

Sentença

Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão no caso triplex. A sentença, é a primeira do ex-presidente na Lava Jato, atribuiu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao petista. Moro não decretou a prisão de Lula.

Na mesma decisão, Moro absolveu o ex-presidente "das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial, por falta de prova suficiente da materialidade".

QUEM É QUEM NO SÍTIO DE ATIBAIA

1) Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, seria o beneficiário das reformas havidas no Sítio de Atibaia e o responsável pelo esquema de corrupção instaurado na Petrobras.

2) Marcelo Bahia Odebrecht, presidente do Grupo Odebrecht, seria o responsável pela decisão de pagamento de vantagem indevida na forma de uma conta geral de propinas a agentes do Partido dos Trabalhadores, inclusive ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

3) Emílio Alves Odebrecht, presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht, manteria relacionamento pessoal com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teria participado diretamente da decisão dos pagamentos das reformas do Sítio de Atibaia, com ocultação de que o custeio seria da Odebrecht.

4) Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, executivo do Grupo Odebrecht, seria o principal interlocutor do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Grupo Odebrecht e teria participado diretamente da decisão dos pagamento das reformas do Sítio de Atibaia, com ocultação de que o custeio seria da Odebrecht.

5) Carlos Armando Guedes Paschoal, Diretor da Construtora Norberto Odebrecht em São Paulo, estaria envolvido na reforma do Sítio de Atibaia com mecanismos de ocultação de que o beneficiário seria o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de que o custeio era da Odebrecht.

6) Emyr Diniz Costa Júnior, Diretor de contratos da Construtora Norberto Odebrecht, supervisionou a obra de reforma do Sítio de Atibaia com ocultação do real beneficiário e de que o custeio seria proveniente da Odebrecht.

7) José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, presidente do Grupo OAS, seria o responsável pela decisão de pagamento de vantagem indevida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na forma de custeio de reformas no Sítio de Atibaia.

8) Agenor Franklin Magalhães Medeiros, executivo do Grupo OAS, teria participado dos acertos de corrupção nos contratos da Petrobras, tendo ciência de que parte da propina era direcionada a agentes políticos do Partido dos Trabalhadores.

9) Paulo Roberto Valente Gordilho, Diretor Técnico da OAS, encarregou-se da reforma do Sítio em Atibaia, com ocultação do real beneficiário e da origem do custeio.

10) José Carlos Costa Marques Bumlai teria participado de crime de corrupção no âmbito da Petrobras, pelo qual já foi condenado na ação penal 5061578-51.2015.4.04.7000, e seria amigo próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Teria sido o responsável pela realização de reformas no Sítio de Atibaia de cerca de R$ 150 mil, ciente de que o ex-presidente seria o real beneficiário. Para ocultar a sua participação e o benefício ao então presidente os fornecedores contratados foram pagos por terceiros e foram utilizados terceiros para figurar nas notas fiscais.

11) Fernando Bittar, um dos formais proprietários do Sítio de Atibaia, participou das reformas, ocultando que o real beneficiário seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o custeio provinha de José Carlos Costa Marques
Bumlai, do Grupo Odebrecht e do Grupo OAS.

12) Roberto Teixeira, advogado e amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria participado da reforma do sítio, ocultado documentos que demonstravam a ligação da Odebrecht com a reforma e orientado engenheiro da
Odebrecht a celebrar contrato fraudulento com Fernando Bittar para ocultar o envolvimento da Odebrecht no custeio e que o ex-presidente era o beneficiário.

13) Rogério Aurélio Pimentel, auxiliar de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou das reformas do Sítio em Atibaia e teria participado da ocultação da custeio por José Carlos Costa Marques Bumlai e pelo Grupo Odebrecht das reformas, assim como do real beneficiário.

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Modelo é obrigada a fazer strip para policiais e detentos na delegacia

Colombiana, detida por briga, estava bêbada e foi 'forçada a tirar a roupa'; Vídeo viralizou nas redes

Vídeo no qual a mulher aparece algemada viralizou nas redes sociais (Foto: Reprodução)

*do R7

A modelo e DJ colombiana Katheríne Martinez, de 27 anos, foi presa pela polícia de Cali, acusada de provocar briga em uma balada no último dia 24 de julho. Conduzida até a delegacia, ela foi acorrentada a uma janela, enquanto aguardava ser interrogada. "Estava alcoolizada e muito agitada", explicou um dos oficiais. Katherine pediu para ser solta, alegando dores.

Os policiais fizeram então uma proposta absurda: a modelo só seria liberada se tirasse a roupa e dançasse, num strip diante dos guardas e detentos. Foi o que ela fez. Os oficiais a filmaram com celulares e postaram o vídeo nas redes sociais.

Katheríne está processando os policiais por abuso de poder. "Eles me humilharam", justifica. "Foi nojento e vergonhoso", afirma. 

Os guardas disseram que iriam levar a modelo para uma cadeia temporária feminina depois do interrogatório. Ela foi detida após uma briga com outra mulher. "Ainda filmaram a cena e fizeram de tudo para me expor", conta, citando os vídeos publicados no WhatsApp e no YouTube, divulgados pelos policiais. Eles reconheceram ter publicado as gravações.

Katheríne já era conhecida na Colômbia por fazer ensaios sexy e postar fotos desinibidas nas redes sociais. "Não quer dizer que eu precise ser algemada e ter de fazer um strip para policiais e presos, para me soltarem", desabafou a modelo. "Só queria sair dali o mais rápido possível", contou dias depois do episódio. Ela nega que tenha se exibido por iniciativa própria, como policiais tentaram explicar.

O chefe de polícia afirmou que "a corporação condena esse tipo de comportamento e vai tomar medidas judiciais e disciplinares contra os envolvidos no caso".

O Ministério Público informou que vai investigar o caso e apurar se outros episódios do gênero ocorreram nas delegacias do pais, como muitas mulheres denunciaram nas redes sociais.

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Amante que foi exposta em panfletos pela cidade vai processar a "rival"

Segundo a polícia, além de responder criminalmente por injúria e difamação, agora a esposa pode também ter que pagar indenização na esfera civil

A conversa virou panfleto e deu confusão. Foto: Divulgação.

Lembra do caso da esposa que descobriu uma conversa do marido com outra e espalhou tudo em panfletos pela cidade? A história continua. A mulher exposta nos panfletos disse que não sai mais de casa e decidiu processar a “rival”, que confessou ser a responsável pela divulgação da conversa.

A confusão aconteceu em Apucarana, no norte do Paraná. Ao saber das conversas do marido com uma mulher pelo whatsapp, a mulher imprimiu o que recebeu, transformou em panfletos e mostrou para todo mundo. A esposa chegou a contratar um carro para espalhar as folhas na cidade.

Espalhando os folhetos pela cidade, a mulher colou os papeis até mesmo em frente ao emprego da rival. Conforme o RIC Mais já tinha noticiado, a confusão foi parar na delegacia. Por causa da exposição, a “outra” registrou um boletim de ocorrência por difamação.

A Polícia Civil, embora não possa resolver a situação das duas com o pretendente, elaborou um termo circunstanciado. O documento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal, que deve julgar a pena da mulher.

Quase uma semana depois do episódio, a amante continua afetada com a situação. Ela afirmou que teve que parar de estudar (é aluna de direito) por causa da polêmica que envolveu o caso. Segundo a polícia, além de responder criminalmente por injúria e difamação, agora a esposa pode também ter que pagar indenização na esfera civil.

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