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Polêmica

Modelo é obrigada a fazer strip para policiais e detentos na delegacia

Colombiana, detida por briga, estava bêbada e foi 'forçada a tirar a roupa'; Vídeo viralizou nas redes

Autor: Redação RIC Mais
Vídeo no qual a mulher aparece algemada viralizou nas redes sociais (Foto: Reprodução)
Vídeo no qual a mulher aparece algemada viralizou nas redes sociais (Foto: Reprodução)

*do R7

A modelo e DJ colombiana Katheríne Martinez, de 27 anos, foi presa pela polícia de Cali, acusada de provocar briga em uma balada no último dia 24 de julho. Conduzida até a delegacia, ela foi acorrentada a uma janela, enquanto aguardava ser interrogada. "Estava alcoolizada e muito agitada", explicou um dos oficiais. Katherine pediu para ser solta, alegando dores.

Os policiais fizeram então uma proposta absurda: a modelo só seria liberada se tirasse a roupa e dançasse, num strip diante dos guardas e detentos. Foi o que ela fez. Os oficiais a filmaram com celulares e postaram o vídeo nas redes sociais.

Katheríne está processando os policiais por abuso de poder. "Eles me humilharam", justifica. "Foi nojento e vergonhoso", afirma. 

Os guardas disseram que iriam levar a modelo para uma cadeia temporária feminina depois do interrogatório. Ela foi detida após uma briga com outra mulher. "Ainda filmaram a cena e fizeram de tudo para me expor", conta, citando os vídeos publicados no WhatsApp e no YouTube, divulgados pelos policiais. Eles reconheceram ter publicado as gravações.

Katheríne já era conhecida na Colômbia por fazer ensaios sexy e postar fotos desinibidas nas redes sociais. "Não quer dizer que eu precise ser algemada e ter de fazer um strip para policiais e presos, para me soltarem", desabafou a modelo. "Só queria sair dali o mais rápido possível", contou dias depois do episódio. Ela nega que tenha se exibido por iniciativa própria, como policiais tentaram explicar.

O chefe de polícia afirmou que "a corporação condena esse tipo de comportamento e vai tomar medidas judiciais e disciplinares contra os envolvidos no caso".

O Ministério Público informou que vai investigar o caso e apurar se outros episódios do gênero ocorreram nas delegacias do pais, como muitas mulheres denunciaram nas redes sociais.

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