Curitiba

Justiça não permite goleiro Bruno acompanhar nascimento do filho

Ele está preso em Varginha, no sul de Minas Gerais

Bruno e Ingrid dois se casaram em junho de 2016, na prisão (Reprodução/Facebook)

*Do R7

A Justiça mineira não permitiu ao goleiro Bruno Fernandes sair da prisão para acompanhar o parto da atual mulher dele, a dentista Ingrid Calheiros. O bebê, que deve nascer neste mês, será a primeiro filho do casal.

O pedido para a liberação do goleiro foi feito pelo Nucap (Núcleo de Capacitação para a Paz), onde ele dá suporte em aulas de educação física para crianças. Porém, o juiz Maurício Navarro Bandeiro de Mello, da 1ª Vara Criminal e da Vara de Execuções Penais de Varginha, no sul de Minas Gerais, alegou que o atleta não poderá ser liberado, pois não há uma previsão legal para esta prática.

Segundo Mello, o jogador não poderia receber tratamento diferenciado e esse tipo de privilégio aos detentos tumultuaria a comarca.

Fernandes e Ingrid se casaram em junho do ano passado, na Apac (Associação de Proteção de Amparo ao Condenado) de Santa Luzia, onde ele cumpria pena. Eles começaram a namorar na época em que o processo do Caso Eliza Samudio ainda era julgado.

A dentista morava no Rio de Janeiro e se mudou para Varginha, no início deste ano, quando o goleiro foi solto e contratado pelo Boa Esporte, clube da cidade. Em abril, Fernandes voltou a ser preso e Ingrid permaneceu na cidade, onde o atleta ficou detido.

 Além do filho com Eliza Samudio, Bruno Fernandes tem duas filhas com a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, inocentada no caso.

Condenação

Em 2013, Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado, no caso Eliza Samudio. A ex-modelo e amante do jogador desapareceu em 2010 e, até hoje, a Justiça não encontrou os restos mortais dela.

Em setembro deste ano, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) reduziu a pena do jogador para 20 anos e nove meses de detenção.

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Busca por homem desaparecido leva polícia a vídeo de assassinato brutal

Rivalidade entre facções criminosas seria o motivo para o crime grotesco

DHPP elucidou crime que teria acontecido em agosto (Foto: RICTV Curitiba)

O desaparecimento de um jovem carioca em Curitiba levou a Polícia Civil ao vídeo grotesco de um assassinato. As imagens não serão publicadas pelo Portal RIC Mais por apresentarem conteúdo extremamente violento.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) elucidou o crime há poucos dias. Quatro pessoas são suspeitas de envolvimento no caso. Um homem e uma mulher, que teria gravado o vídeo, estão presos. Um terceiro suspeito morreu em um confronto com a polícia há cerca de um mês e o quarto envolvido está foragido.

As investigações tiveram início depois que a polícia recebeu o aviso do desaparecimento do rapaz, que não teve a identidade revelada. O celular com o vídeo mostrando o assassinato do jovem foi encontrado dentro de um carro, que foi roubado em Curitiba e abandonado em São Paulo. A imagens teriam sido gravadas no mês de agosto.

Enquando a mulher faz as imagens, os três homens aparecem degolando a vítima, abrindo o peito com um facão e retirando o coração do jovem assassinado. Eles ainda tripudiam da situação e exibem a cabeça do morto para a câmera.

Os investigadores acreditam que o crime aconteceu em um hotel no Centro de Curitiba. O corpo da vítima ainda não foi localizado.

A polícia vai falar sobre o caso nesta quinta-feira (7), mas a motivação do crime seria uma briga entre facções rivais. Segundo informações, o rapaz assassinado gostava de falar que era carioca e membro de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Os autores, que seriam de uma facção rival, decidiram matar o homem com crueldade para demonstrar domínio.

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Rogério 157, da Rocinha, é preso no Rio

Chefe do tráfico da Rocinha foi encontrado na comunidade do Arará, zona norte do Rio

Rogério 157 é um dos criminosos mais procurados do Estado do Rio (Foto: Reprodução/Record TV)

*Por Jaqueline Suarez, do R7

O traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, foi preso na manhã desta quarta-feira (6), na favela do Arará, zona norte do Rio, durante uma megaoperação da Seseg (Secretaria de Estado de Segurança) na região. O criminoso estava sendo rastreado pelo setor de inteligência da secretaria desde setembro deste ano, quando teve início uma guerra na Rocinha, zona sul carioca. O conflito foi motivado por um racha entre 157, apontado como o chefe do tráfico de drogas no local, e o ex-líder, o Nem da Rocinha.

A disputa pelo controle da comunidade motivou uma tentativa de invasão no dia 17 de setembro. Na ocasião, criminosos armados tentaram invadir a favela, sendo o estopim para uma guerra. Segundo as investigações, as ordens teriam partido do traficante Nem, que cumpre pena desde 2011.

Na manhã seguinte, começaram as incursões policiais na área. Sem o cessar da violência, o Governo do Estado pediu apoio das Forças Armadas, que chegaram a ocupar a comunidade por uma semana. A busca por Rogério 157 foi colocada pela Secretaria de Segurança como ponto central para controlar a situação na região. A recompensa por informações que levassem a prisão do traficante foi a maior já oferecida pelo Disque-Denúncia: R$ 50 mil.

Além das buscas na favela da Rocinha, outras comunidades controladas pela facção a qual Rogério 157 pertence, também se tornaram alvo de operações.

No alto da favela, com vista para o mar da zona sul, foi encontrada uma mansão, que segundo a polícia, pertenceria ao criminoso. A casa, mobiliada com artigos de luxo ilustram a vida de ostentação que Rogério 157 levava. O lema do traficante, “Jesus é o dono do lugar”, está expresso em vários muros da Rocinha, assim como, no medalhão que aparece em seu pescoço em algumas fotos. 

 
Casa de luxo foi encontrada no alto da favela da Rocinha, em setembro
Casa de luxo foi encontrada no alto da favela da Rocinha, em setembro (Foto: Reprodução/Record TV Rio)

Antes de chefiar o tráfico de drogas na favela da zona sul, 157 era o segurança pessoal do traficante Nem da Rocinha. Ele é réu em onze processos judiciais, respondendo por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, extorsão e homicídio. O apelido, 157, é uma referência ao artigo sobre roubo do código penal.

Rogério tem uma passagem pelo sistema carcerário entre 2010 e 2012, após uma invasão ao Hotel Inter-Continental, em São Conrado. Na ocasião, dez criminosos fizeram 35 reféns, quando tentavam escapar de um cerco policial. Sem julgamento, a Justiça decidiu libertar o criminoso, que seria condenado dias depois pelo crime.

Rogério 157 era o criminoso mais procurado do Estado do Rio. O criminoso foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, de onde deve ser encaminhado para o presídio.

*Sob supervisão de PH Rosa

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