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Caso Daniel

Jogador foi morto com faca de churrasco com cerca de 30 cm, diz delegado

Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelas investigações sobre como o jogador foi morto contou tudo o que se sabe até agora sobre o crime

Autor: Redação RIC Mais
Delegado concede coletiva de imprensa sobre o jogador morto. (Foto: Reprodução/RICTV)
Delegado concede coletiva de imprensa sobre o jogador morto. (Foto: Reprodução/RICTV)

Amadeu Trevisan, delegado responsável pela investigação do assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas, concedeu uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (9), por volta das 16h. Para ele, todos os depoimentos colhidos até o momento reforçam a tese de que Edison teria encontrado Daniel na cama com a esposa e tomado uma atitude desmedida.

“Eu tenho certeza que houve um exagero muito grande na reação de Edison Brittes. Não havia a menor necessidade disso, ele teve tempo para pensar no que ele ia fazer, ele sai de casa com a vítima no porta-malas, ele roda de 15 a 20 minutos com todos eles dizendo para que simplesmente deixasse a vítima nua em algum lugar para passar vergonha. Ele teve tempo”, declarou o delegado. Ele ainda afirmou ter certeza que a família Brittes mentiu em seu depoimento.

Depoimentos de Deivid e Ygor

Conforme o delegado, os depoimentos dos suspeitos Deivid Willian da Silva, de 18 anos, namorado de Allana, e Ygor King, de 19 anos, amigo de Deivid, colhidos nesta sexta, foram essenciais para esclarecer alguns detalhes sobre o assassinato do jogador. Já que Edison não quis revelar  como tudo ocorreu depois que eles saíram da casa. 

Segundo versão dada pelos dois jovens, eles ajudaram nas agressões feitas ao jogador na residência dos Brittes e foram intimados por Edison a entrar no carro e seguir com ele depois que a vítima já estava no porta-malas. Já na estrada rural, teriam sido proibidos de descer do veículo pelo assassino confesso e, por isso, não viram o exato momento da execução. “Eles ficaram com medo porque o Edison disse que se eles descessem ou vissem alguma coisa teriam o mesmo fim”, afirmou Trevisan à imprensa. Apenas Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, primo de Cristiana, que foi detido em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na quarta-feira (7), teria auxiliado Edison. Ele deverá ser ouvido, no máximo, na segunda-feira (12).

Ygor, Deivid e Eduardo estão presos pela morte do jogador Daniel. (Foto: Montagem/RIC Mais)

Deivid e Ygor também declararam que o jogador foi morto atrás do carro e ainda estava vivo quando foi retirado do porta-malas. “Daniel murmurava algumas palavras, tentava dizer alguma coisa e depois eles só ouviram um som de como se estivesse sendo estrangulado”.

A versão dos dois será comparada com a perícia realizada na estrada rural e na plantação de pinus onde o jogador foi morto e teve o corpo abandonado. “Essa perícia que vai nos dizer o que realmente aconteceu, além desses depoimentos. [...] Na casa nós já sabemos tudo o que aconteceu”. 

Local onde o corpo do jogador assassinado foi encontrado. (Foto: Giulianne Kuiava/RICTV)

Órgão sexual do jogador e faca

Sobre o órgão sexual de Daniel ter sido decepado enquanto ele ainda estava vivo, Trevisan explicou que ainda espera o resultado da perícia do Instituto Médico Legal (IML) para ter certeza. O que se sabe é que para assassinar e extirpar o pênis de Daniel foi usada uma faca de churrasco, de aproximadamente 30 cm, a qual foi jogada em um riacho juntamente com as roupas sujas de sangue de Edison Brittes.

O jogador foi morto no dia 27 de outubro. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Edison Brittes trocou de roupas após matar Daniel

A informação dada por Cristiana durante seu depoimento e negada por Edison, de que o assassino confesso teria trocado de roupa antes de voltar para casa, foi reafirmada pelos testemunhos desta sexta. “Quando ele estrangula e mata o Daniel, ele fica com as roupas sujas de sangue. Então, ele para em uma determinada loja e dá dinheiro para o Daivid comprar roupas novas” explicou o delegado.  

Edison Brittes explica onde o jogador foi morto. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Depoimentos

Para o responsável pelo caso do jogador, a parte dos depoimentos já está praticamente encerrada. Algumas pessoas que estavam presentes no 'after' que ocorreu na residência dos Brittes ainda deverão ser ouvidas assim como os gêmeos deverão prestar novo depoimento para elucidar alguns pontos divergentes quanto à conduta de ambos na casa. Isso porque, em depoimento, Edison afirmou que um deles ajudou espancar o atleta e também destruiu o celular de Daniel.

Encontro no shopping

O encontro que aconteceu em um shopping de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi mantido por Trevisan. Allana, Cristiana, Edison, os gêmeos e a uma testemunha sigilosa estiveram no local para, a pedido de Edison, combinar uma única história caso fossem procurados pela polícia.

Presos pela morte de Daniel

“Allana e Cristiana que não participaram ativamente do crime estão presas porque coagiram as testemunhas no processo. Elas foram até o shopping, elas foram até a casa da Carolina e lá elas pediram para que as pessoas “fechassem” a história de uma forma só”, explicou o delegado.

Trevisan ainda reforçou que os seis detidos até o momento - Edison, Allana, Cristiana, Ygor, Deivid e Eduardo - deverão responder pelo crime. “Todos eles são responsáveis pelo resultado final”.

Cristiana e Allana Brittes estão presas na Penitenciária Feminina Estadual em Piraquara. (Foto: Reprodução/RICTV)
Convite de Edison para Daniel ir para a cama com Cristiana

Sobre uma suposta informação de que o assassino confesso teria convidado Daniel para ir para a cama com sua própria esposa. Trevisan esclareceu que o informante foi identificado e deverá prestar depoimento na próxima semana. “Nós vamos ouvir essa pessoa e ver a importância que isso tem para os autos. Porque nesse momento existe muita especulação e a polícia na verdade funciona como um filtro”.

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