Olá {{nome}}
Logout
Ao vivo:
Próximo

esposa e filha

“Elas são coautoras do crime”, diz advogado da família do jogador Daniel

Nilton Ribeiro, advogado contratado pela família do jogador Daniel, espera que esposa e filha do assassino também respondam pelo morte do jovem

Autor: Redação RIC Mais
O jogador Daniel foi morto no dia 27 de outubro. (Foto: Montagem/RIC Mais)
O jogador Daniel foi morto no dia 27 de outubro. (Foto: Montagem/RIC Mais)

Nilton Ribeiro, advogado contratado pela família do jogador Daniel Corrêa Freitas, declarou em entrevista à Record TV na tarde desta segunda-feira (5) que acredita na culpa dos três integrantes da família Brittes no assassinato.

Advogado do jogador Daniel dá entrevista

Ribeiro espera que toda a família - Edison, Allana e Cristiana Brittes- respondam em um tribunal de júri pelo crime. Apesar do jogador ter sido morto pelo chefe da família, Edison Brittes, de 38 anos, o advogado de acusação não retira a parcela da culpa de Allana Brittes, de 18 anos, e Cristiana Brittes, de 35 anos. “Elas são coautoras do crime. Elas participaram do crime”, declarou.

Ainda durante a entrevista, Ribeiro criticou a versão sustentada pela defesa dos Brittes que afirma que o jogador Daniel tentou estuprar Cristiana. Segundo ele, além de faltar coerência na história, também não é possível investigar um crime pela versão dos acusados. “A credibilidade dos acusados é nula”, declarou o advogado. Conforme ele, “quem mutila de forma brutal, mata de forma brutal e engana a família [da vítima]” não pode servir de base nas diligências. “A tese dos acusados é fantasiosa. Com quase 20 anos de tribunal, eu posso dizer que essa tese não prospera. Isso é denegrir mais ainda a imagem da vítima”.

Mentiras contadas à família de Daniel Corrêa

“Após o crime, os criminosos ainda tentaram enganar a família”, para Ribeiro isso é um prova da frieza dos envolvidos. “Se o crime foi um dos mais chocantes, a frieza dos assassinos é ainda maior”, afirmou o advogado. Ele se refere as mensagens trocadas entre a mãe do jogador Eliana Corrêa e Allana por WhatsApp. Na conversa - que inicia antes do corpo de Daniel ser encontrado e acaba depois da confirmação da morte -  Allana tenta despistar sobre o que teria acontecido com o jogador. Além de aconselhar Eliana a ter fé porque Daniel iria ser encontrado com vida, ela também mentiu dizendo que o rapaz foi embora sozinho depois da festa.

Parte da conversa entre a mãe do jogador Daniel morte e Allana Brittes. (Imagens: Reprodução/WhatsApp)

Ligação entre os Brittes e o jogador

O meia Daniel jogou no Coritiba em 2017, foi nessa época que ele conheceu Allana. Maiores detalhes sobre o relacionamento dele com a família Brittes ainda não foram divulgados pela polícia. No entanto, imagens confirmam que ele esteve presente no aniversário de 17 anos de Allana e que seguia Edison, Cristiana e a filha na rede social Instagram.

O jogador Daniel seguia os três integrantes da família Brittes. (Foto: Reprodução)

Mãe do jogador fala com a imprensa

Após a confirmação da morte do jogador, Eliana também recebeu uma ligação de Edison Brittes. Na ocasião, o assassino confesso desejou os pêsames e ofereceu auxílio à mãe da vítima. “Esses monstros fizeram isso com ele. E foram com sangue frio porque eles tiveram coragem de me falar, com a voz mais doce do mundo, que eles estavam prontos pra me ajudar no que fosse preciso, que eu podia contar com eles pro que fosse preciso. Me mandaram fotos, falando que 'tavam' indo no IML pra ter certeza que não era ele, entendeu. Então, eles foram sangue frio, eles são monstruosos, eles merecem o castigo eterno. A justiça da terra e de Deus”, desabafou Eliana. 

Para a família do jogador assassinado, o crime foi premeditado e a hipótese de que ele teria tentado estuprar a mãe de Allana é completamente descartada. “Nunca que isso teria acontecido. Todo mundo sabe do caráter do Daniel. Mas será que se ele tivesse tentado estuprar a mulher dele, ele teria a frieza de, no outro dia, pegar o telefone, ligar pra mãe do daniel e oferecer ajuda? Será que ele faria isso? Se ele pegou alguém estuprando, tentando estuprar a mulher dele?”, questiona o familiar.

Ainda de acordo com familiares, eles vão lutar para preservar a memória do jogador e lutar por Justiça. “Calaram a voz do Daniel. Mas não calaram a voz das pessoas que amam o Daniel. E nós vamos defender o Daniel enquanto vida a gente tiver”, ressalta.

Daniel deixou um filha pequena. (Foto: Reprodução/R7)
Família Brittes presta depoimento sobre morte do jogador

Edison Brittes confessou ter assassinado o jogador Daniel e está preso desde o dia 1º de novembro, quando se entregou, junto com a filha, na Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Cristiana já havia sido presa na noite anterior, quinta-feira (31). A defesa informou que as prisões de Edison, sua esposa e filha são temporárias e tem duração de 30 dias.

Na tarde desta segunda (5), os Allana e Cristiana prestaram depoimento separadamente à polícia. Edison deverá testemunhar nos próximos dias, após o depoimento de outros envolvidos. Na terça-feira (6), a Polícia Civil irá realizar uma coletiva de imprensa para falar sobre o conteúdo dos testemunhos.

Outros suspeitos de envolvimento no assassinado de Daniel  

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, namorado de uma prima de Cristina, se apresentou na delegacia na tarde desta segunda e deverá depor durante a semana. Ele auxiliou Edison no espancamento, mutilação e assassinato do jogador. Além de Eduardo, David Willian Villero Silva, de 18 anos e Igor King, de 20 anos, também participaram do crime e deverão se apresentar na terça-feira (6). 

Igor, David e Eduardo são suspeitos pela morte do jogador Daniel. (Foto: Montagem/RIC Mais)
Como o jogador Daniel morreu 

De acordo com a polícia, Daniel viajou até Curitiba para comemorar o aniversário de 18 anos de Allana em uma casa noturna sertaneja. De lá, no fim da madrugada de sábado (27), ele teria seguido com outras pessoas para a residência de Edison Brittes onde ocorria um “after”.

Na casa da aniversariante a festa continuou até que foram ouvidos os gritos de Cristiana por socorro. Foi nesse momento que uma testemunha-chave presenciou Daniel ser espancado - primeiro no quarto do casal e depois na garagem - pelo empresário e os outros três suspeitos. De acordo com sua versão, Allana e Cristiana Brittes entraram em desespero. “Quando eles estão batendo, eles tiram a cueca do Daniel e deixam ele só de camiseta. Nesse momento, ele já não conseguia mais falar. Ele já estava só murmurando, praticamente desmaiado", disse Jacob Filho, advogado da testemunha. Ele também contou que os agressores falavam “Vai morrer, mexeu com mulher de bandido, vai morrer”. A pessoa que viu tudo foi categórica em dizer que não sabe afirmar o que ocorreu enquanto Daniel estava sozinho no quarto com Cristiana.

Na versão do advogado de defesa de Edison e Cristiana, o jogador entrou no quarto e tentou estuprar a esposa do empresário. Então, Edison espancou o jovem, colocou ele dentro do carro e foi até a área rural de São José dos Pinhais com a intenção de abandoná-lo vivo. Cláudio Dalledone Júnior afirma que foi durante o trajeto que o empresário perdeu o controle e matou o jovem. Na história contada, o celular da vítima tocou e o marido viu as fotos que Daniel tirou com Cristiana na cama do casal. Além de mensagens que ele teria enviado a um amigo de São Paulo afirmando que iria ter relações sexuais com Cristiana no quarto do casal.

Fotos que o suspeito encontrou no celular do jogador. (Foto: Divulgação/Defesa da família)


O delegado Amadeu Trevisan, da Polícia Civil de SJP, disse à Record TV que não acredita na versão do estupro. "Nós não acreditamos nessa hipótese de estupro. Não tem como provar. Acreditamos apenas que o rapaz tenha deitado ao lado dela [mulher de Edison], tenha tirado fotografia e tenha dito que tinha estuprado apenas para aparecer para os amigos. Enfim, coisa de pessoa imatura apenas", acrescentou o delegado. "Acreditamos que tenha sido um momento de imaturidade de Daniel acompanhado de um gesto desproporcional", afirmou ainda durante a entrevista.

O jogador que morreu pode ser sido torturado


O corpo de Daniel foi localizado no sábado (27) a tarde na Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais, depois que um morador da região viu marcas de sangue no chão de uma estrada rural e seguiu o rastro até o corpo do jovem. Ele estava vestido apenas com uma camiseta, com sinais de tortura, sem alguns dentes, o órgão genital decepado e cortes profundos no pescoço, a ponto de quase ter sido degolado. "Possivelmente foi uma morte dolorosa. Ele sofreu, não morreu no momento. Foi uma coisa com bastante malvadeza. Quem fez estava com raiva”, disse Edmilson Pereira, superintendente da Polícia Civil de São José dos Pinhais.

Assassino confesso de matar o jogador Daniel Corrêa conta como cometeu o crime. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)


O órgão genital do jogador Daniel foi encontrado em cima de uma árvore próximo ao local do crime, na quinta-feira (1º), após a vítima já ter sido enterrada em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais.

Para o promotor Milton Sales, responsável pelo caso, a história sustentada pela defesa apresenta contradições. “Eu analisei os fatos, objetivamente falando, e a história que nos é contada é muito mal contada. Ele tem que ser apurada de uma maneira com provas porque essa vítima de alguma forma, por algum motivo, foi levada a este local. Ele não apareceu lá do nada. Então, a circunstância do que aconteceu, que levou e chegou a esse evento, eu não posso me pautar exclusivamente com a alegação do autor do fato”, declarou em entrevista.

Assista ao vídeo com as últimas novidades sobre o caso Daniel:

O Cidade Alerta Paraná acompanha o caso do jogador

O que achou desta matéria

  1. Péssima
  2. Ruim
  3. Regular
  4. Boa
  5. Excelente

Média dos leitores 4,0

  • Comentário via facebook