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Casas destruídas

PM afirma que incêndio na Vila Corbélia foi retaliação do crime organizado

“Todas as ações que foram realizadas lá dentro, nós tínhamos ou o comandante da unidade ou oficiais que estavam comandando o efetivo", afirmou o Coronel Zanatta

Autor: Redação RIC Mais
Porém, moradores da Vila Corbélia acreditam que o incêndio foi represália da polícia pela morte do policial (Foto: Colaboração)
Porém, moradores da Vila Corbélia acreditam que o incêndio foi represália da polícia pela morte do policial (Foto: Colaboração)

Em coletiva de imprensa na manhã deste sábado (8), a Polícia Militar afirmou que o incêndio na Vila Corbélia, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), foi uma retaliação do ‘crime organizado’.

Crime organizado causou incêndio, segundo PM

Porém, moradores da Vila Corbélia acreditam que o incêndio foi represália da polícia pela morte do policial. Para a PM, a vingança -por parte do crime organizado- foi para os moradores que ajudaram nas investigações sobre a morte do policial Erick Norio, na madrugada de sexta-feira (7), na região.

“Todas as ações que foram realizadas lá dentro, nós tínhamos ou o comandante da unidade ou oficiais que estavam comandando o efetivo. Entendemos que, temos facções criminosas lá dentro, justamente porque nos últimos dias realizamos apreensão de drogas, armas e munições e mais do que isso, temos informações que nos chegam, de uma ocupação vizinha, que estaria descontente com a ação da polícia militar e colocaram fogo”, declarou o Coronel Zanatta.

O bairro CIC é o maior da capital paranaense e a área onde o incêndio ocorreu é de ocupação (Foto: Paulo Fischer/RICTV Curitiba)

Assista os estragos registrados por moradores da região na manhã deste sábado (8)!

Incêndio destói Vila Corbélia

De acordo com uma estimativa realizada pela Prefeitura de Curitiba na manhã de sábado, cerca de100 residências foram queimadas em uma área de dez mil metros quadrados (veja imagens abaixo). Já o Corpo de Bombeiros (CB) afirmou que, aproximadamente, 300 casas foram atingidas pelas chamas.

A Prefeitura declarou que, apesar da grande destruição, ninguém morreu no local. Porém, uma pessoa morreu por ferimentos de arma de fogo na Estrada Velha do Barigui, que fica na região da Vila Corbélia, de acordo com o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

No incêndio, um policial militar e um bombeiro sofreram ferimentos leves, já que foram atingidos por pedras -que foram jogadas por moradores da região, de acordo com a Polícia Militar (PM). Viaturas da polícia e um caminhão dos bombeiros, entre outros veículos oficiais, também foram apedrejados.  

O bairro CIC é o maior da capital paranaense e a área onde o incêndio ocorreu é de ocupação. Segundo estimativas, mais de 20 mil pessoas moram na região.

Suspeito de assassinar PM se entrega

suspeito pela morte do policial militar Erick Norio, de 28 anos, se apresentou na Delegacia de Vigilância e Capturas, no centro de Curitiba, durante a madrugada, por volta das 2h30. O advogado criminalista José Valdeci de Paula, é quem defende o suspeito. Segundo ele, o cliente decidiu se apresentar após as confusões registradas na Vila Corbélia. Em seguida, ele foi encaminhado para à Central de Flagrantes, mas como não havia um mandado de prisão expedido, ele precisou ir para um lugar seguro. 

O policial militar morreu quando atendia uma ocorrência de pertubação de sossego, recebida via 190. Erick Norio foi atingido por dois tiros quando descia da viatura para abordar um motociclista. Poucos segundos após ouvir os disparos, o companheiro de Norio levou o colega para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. 

Apesar da equipe médica realizar obras de reanimação por 45 minutos, o policial não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O soldado estava na corporação há oito anos e deixa a mulher e um filho pequeno.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública determinou à Polícia Civil a apuração rigorosa das causas do incêndio na Vila Corbélia, na CIC. "Um inquérito policial será instaurado pela Delegacia de Explosivos Armas e Munições (Deam) para apurar o caso. Uma equipe já foi designada para atender o local. O Instituto de Criminalística foi acionado também para exames periciais. Em relação ao suspeito do homicídio contra o policial militar que se apresentou à Polícia Civil, ele será ouvido pela Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), já que não pode ficar preso pois não havia mandado de prisão em seu nome no sistema da Polícia Civil do Paraná."

Imagem do momento que o suspeito de assassinar o policial se entregava à polícia (Foto: Paulo Fischer/RICTV Curitiba)

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