Curitiba

Homem é encontrado morto e com pênis cortado em Colombo

Vítima teve o pênis cortado do corpo e pode ter sido morto por asfixia

Vizinhos apontam ex-mulher como principal suspeita do crime (Foto: Ricardo Pereira/RICTV Curitiba)

*Com informações do repórter Ricardo Pereira, especial para a RICTV Curitiba

Um homem de aproximadamente 50 anos foi encontrado morto na casa onde morava, no bairro Jardim das Graças, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde desta sexta-feira (14). O pedreiro Edson Floriano de Sales teve o pênis cortado e estava deitado na cama, com as pernas abertas e sem roupas.

O fogão da casa estava com todas as bocas ligadas. Vizinhos afirmaram que sentiram forte cheiro de gás e entraram na casa para verificar o que estava acontecendo, já que o morador não atendia aos chamados. A polícia disse que a intenção do autor do crime poderia ser provocar uma explosão.

O homem tinha um travesseiro sobre o rosto. Segundo a Polícia, pode ser que ele tenha sido morto por asfixia, mas apenas exames do Instituto Médico Legal (IML) podem atestar a causa exata da morte.

Segundo os vizinhos, o pedreiro era trabalhador e frequentava o culto em uma igreja evangélica regularmente. A maioria dos moradores da região acreditam que a principal suspeita do crime é a ex-mulher da vítima. “Eles estavam separados há um tempo e ele estava morando sozinho. Ontem a noite ela voltou pra casa. E agora aconteceu isso e ela sumiu”, disse um morador do bairro. Os vizinhos disseram ainda que a mulher era extremamente ciumenta.

A Delegacia da Polícia Civil de Colombo vai investigar o crime. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

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Suspeito de crime em estação-tubo diz que estava 'defendendo o patrimônio'

Jovem de 18 anos demonstrou sangue frio e disse que agiu em legítima defesa

Rapaz disse que andava armado para se defender (Foto: RICTV Curitiba)

O suspeito de matar o adolescente Pedro Felipe Lopes da Luz, de 16 anos, em uma estação-tubo de Curitiba se apresentou à Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (14). Alan Romero Feijó, de 18 anos, confessou o crime e afirmou que “estava tentando defender a Constituição e o patrimônio”.

Com muita frieza, o rapaz conversou com a imprensa e afirmou agiu em legítima defesa, pois estava sendo agredido por Pedro e por outros estudantes que tentaram entrar no ônibus sem pagar a tarifa. “Eu queria apenas cumprir com o meu dever civil de defender o patrimônio. Eles estavam cometendo um crime”, disse o rapaz.

Ao ser questionado sobre o motivo de andar portando um canivete, o suspeito disse que a região onde ele vive é “muito perigosa”. Depois ainda afirmou que as pessoas tem o “direito civil de ter como se defender”.

O crime aconteceu na sexta-feira (7) e Alan se apresentou à Polícia somente uma semana depois. Ele disse que seguiu orientações de “diversos profissionais jurídicos” e preferiu aguardar. Além disso ele criticou a imprensa a respeito da cobertura do caso. “Eu já estava me preparando para me entregar, mas vocês como mídia divulgaram indevidamente a minha imagem. De modo que agora eu e minha família estamos sofrendo ameaças”, justificou.

Pedro Felipe morreu após ser atingido por quatro golpes de canivete. Ele tentava defender um grupo de amigos que era empurrado do ônibus pelo suspeito. Imagens de câmeras de segurança mostram a confusão.

“Assassino”

Familiares da vítima estavam na delegacia quando o suspeito do crime se apresentou e receberam o rapaz com gritos de “assassino”. O jovem, que tinha o semblante bastante calmo, ficou sério neste momento. Aos jornalistas ele disse que “infelizmente isso (o crime) aconteceu. Não vou negar que aconteceu”. Ao ser lembrado de que Pedro havia pago a tarifa ele reagiu. “Ele pagou a tarifa, mas isso não dava a ele o direito de defender os outros que não haviam pago”, afirmou.

Liberdade

Alan não tinha antecedentes criminais e o prazo para a configuração de flagrante se encerrou 24 horas após o crime. Por estes motivos, de acordo com o titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Fábio Amaro, o jovem não ficou preso. “O inquérito será finalizado e ele vai aguardar o julgamento em liberdade”, afirmou Amaro.

O advogado da família da vítima, Jeffrey Chiquini, disse que Alan é um risco para a sociedade e deveria ser preso preventivamente.

O rapaz será indiciado pelo crime de homicídio qualificado tentado e consumado. Se condenado, poderá pegar pena superior a 12 anos de reclusão. A arma apreendida será encaminhada à perícia.

Confira abaixo alguns trechos da entrevista coletiva com o suspeito na reportagem de Tiago Silva para o Balanço Geral:

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Congresso aprova verba extra para emissão de passaportes

Atividade foi suspensa na semana passada; projeto segue agora para sanção presidencial

Verba extra deve sustentar emissão até o final de 2017 (Foto: Reprodução)

O Congresso Nacional aprovou, na noite dessa quinta-feira (13), o projeto de lei que reforça o Orçamento da Polícia Federal em R$ 102,4 milhões para permitir a retomada da emissão de passaportes. O serviço está suspenso desde o dia 27, às vésperas das férias escolares, por alegada “insuficiência de verbas da PF". 

Inicialmente, o recurso destinado à Polícia Federal seria retirado do Orçamento do Ministério da Educação, o que causou polêmica entre os parlamentares. Em seguida, o Ministério do Planejamento alterou a fonte de recursos e retirou verba que inicialmente iria para o pagamento de convênios com organismos internacionais.

A matéria segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. Após a liberação dos recursos, a retomada do serviço dependerá da PF, que deve ainda informar sobre os envios pendentes do documento. Os agendamentos têm sido feitos normalmente, mas sem prazo para entrega do documento. 

No dia seguinte à suspensão, o governo enviou projeto de lei pedindo dinheiro extra, mas a liberação dependia do aval dos parlamentares. A abertura de crédito suplementar não pode ser feita por meio de medida provisória. Nas últimas semanas, a PF tem emitido só passaportes de emergências - restritos a algumas situações, como as de saúde e de trabalho. 

Em 2016, durante a discussão do Orçamento deste ano, a PF pediu R$ 248 milhões para passaportes. Mas o governo enviou uma proposta de R$ 121 milhões. Com a suplementação, o valor para emissão do documento chegará a R$ 223,4 milhões. Segundo a PF, no primeiro semestre foram enviados dez ofícios ao governo, alertando para a insuficiência de verbas. 

A taxa de R$ 257,25 cobrada para a emissão do passaporte não é diretamente vinculada ao serviço. O dinheiro vai para a Conta Única do Tesouro Nacional e está sujeito às restrições de gastos impostas ao restante da administração federal. A Polícia Federal não tem autonomia para gerir esse dinheiro. Há projeto de lei no Congresso que prevê proibir o governo de fazer esse tipo de contingenciamento.

Expectativas

Quem tem viagem marcada para as próximas semanas ficou à espera da definição do impasse. “Estou feliz, mas já contava com isso, até pela quantidade de dias que o serviço ficou suspenso”, comemorou na noite desta quinta-feira, aliviado, o estudante de Jornalismo Gabriel Waisel, de 23 anos. 

Desde o início do ano, ele planejava uma a viagem de intercâmbio - a primeira do jovem - para Los Angeles, nos Estados, entre este mês e agosto. A viagem está programada para o dia 29 e ele acredita que vai conseguir o documento. 

A agência de intercâmbio havia aconselhado o estudante a remarcar, até o dia 12 sem multas, a viagem para dezembro de 2017. Gabriel resolveu arriscar. “Recebi a notificação (na noite desta quinta) na tela do celular e fiquei confuso. Achei que a votação (sobre a liberação da verba no Congresso) seria só na segunda-feira”, contou. (Colaboraram Ana Paula Niederauer e Julia Marques)

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