Curitiba

Governo do RN coloca facções rivais no mesmo pavilhão

Cerca de 1,2 mil homens do PCC e do Sindicato do Crime dividirão um espaço previsto para 400 presos

Transferência de detentos dos pavilhões 1, 2 e 3 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz para o chamado Pavilhão 5 (Foto: Magnus Nascimento, Tribuna do Norte, Estadão Conteúdo)

Dois meses após a rebelião que deixou o maior saldo de mortos dentro do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, o governo do Estado decidiu colocar presos de facções rivais - Primeiro Comando da Capital (PCC) e Sindicato do Crime - no mesmo pavilhão. Cerca de 1,2 mil homens - entre assaltantes, traficantes e homicidas - dividirão as 50 celas da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, comumente chamado de Pavilhão 5. A penitenciária, projetada para albergar 400 apenados, operará com um número de presos três vezes maior. As celas, projetadas para até oito homens, deverão ser ocupada por 24.

O empreendimento divide o mesmo terreno da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, e foi de lá que partiram os ataques que culminaram na morte de 26 presos albergados em Alcaçuz. Além das mortes, ocorreu destruição parcial ou total dos quatro pavilhões que integram essa unidade prisional, a maior do Rio Grande do Norte. Apesar de ter colocado os presos que se enfrentaram nas rebeliões de janeiro passado no mesmo espaço físico, o governo do Rio Grande do Norte descartou o risco de novos confrontos. Antes, eles ficavam divididos por pavilhões.

"Está tudo sob controle. Mas o sistema penitenciário é sinônimo de pressão e nós não subestimamos presos. Estamos precavidos e não há motivo para alarde, não há tragédia anunciada", garantiu o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Wallber Virgolino Ferreira da Silva. Ele destacou que o planejamento preliminar, o monitoramento das outras 30 unidades prisionais espalhadas pelo Rio Grande do Norte e a garantia do reforço do patrulhamento interno e externo na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga viabilizaram a operação. O secretário Wallber Virgolino frisou que os presos rivais não terão, sequer, contato visual apesar de estarem no mesmo pavilhão. "Nós dividimos por alas. Não tem como passar de uma para outra", declarou.

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Batizada de Phoenix, a ação conduzida por agentes federais de Execução Penal, agentes penitenciários do Rio Grande do Norte e de outros Estados que compõem a Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) foi iniciada ainda na madrugada desta segunda-feira, 20. Os pavilhões 1, 2 e 3 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz foram alvo das intervenções. Aproximadamente 800 presos foram retirados dos empreendimentos e conduzidos em um ônibus para a penitenciária vizinha, hoje separada de Alcaçuz por um muro de concreto com aproximadamente 100 metros de extensão por seis de altura.

Em nota, a diretora do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Cintia Rangel Assumpção, disse que "o controle dos pavilhões é representativo como chancela da ordem, da segurança e das garantias dos direitos aos presos, sendo uma demonstração clara de que a união de forças é capaz de transformar estabelecimentos penais, nos quais a ausência do Estado se manifesta na violência, no caos e na iniquidade". Pelo menos 100 agentes federais garantirão a segurança da unidade nos próximos 30 dias, prazo dado para a recuperação dos pavilhões destruídos em Alcaçuz.

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Trio invade sobrado no Cajuru e atira em casal de moradores

O morador da casa morreu antes de receber socorro; a companheira dele foi atingida na perna e passa bem

Um homem morreu e sua companheira foi baleada na perna (Foto: Marcelo Borges/RICTV)

*Com informações de Marcelo Borges

Um homem morreu e uma mulher ficou ferida após ambos serem baleados por criminosos que invadiram uma casa na Vila Oficinas, no bairro Cajuru, em Curitiba, na madrugada desta segunda-feira (20).

Bryan Henrique Moraes levou oito tiros e morreu antes da chegada de socorro. Já Samara Janaina Carneiro, que foi atingida duas vezes na perna direita, foi levada ao hospital Cajuru e não corre risco de morte.

Segundo os vizinhos das vítimas, o casal era discreto. Samara morava no sobrado há um ano e Bryan há cerca de seis meses.

Os criminosos fugiram em um veículo não identificado. O caso está sendo investigado pela divisão de homicídios da Polícia Civil.

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Homem consegue pedir socorro após ser baleado duas vezes na cabeça

A vítima disse à polícia que um amigo disparou contra ele e fugiu

Os tiros atingiram a vítima de raspão; ela foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador. (Foto: Paulo Fischer/RICTV)

Os tiros atingiram a vítima de raspão; ela foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador. (Foto: Paulo Fischer/RICTV)

Os tiros atingiram a vítima de raspão; ela foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador. (Foto: Paulo Fischer/RICTV)
Os tiros atingiram a vítima de raspão; ela foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador. (Foto: Paulo Fischer/RICTV)

*Com informações de Marcelo Borges

Ivan Moreira Brandão, 35 anos, é de Goiânia e mora no bairro Xaxim, em Curitiba, há duas semanas. Ao chegar a sua casa, na noite desse domingo (19), foi surpreendido e baleado duas vezes na cabeça.

Foi a própria vítima quem ligou para o Corpo de Bombeiros e pediu ajuda. Segundo os socorristas, Ivan teve muita sorte, porque os tiros foram de raspão. 

Ele foi socorrido ao Hospital do Trabalhador. Aos policiais militares, ele disse apenas que o autor dos disparos foi um amigo, que não foi localizado pela PM. A polícia vai investigar o caso.

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