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Em cemitério

'Convivia com um monstro', diz mulher de suspeito de estupro em Araucária

"É uma situação complicada...meus filhos estavam correndo risco e graças a Deus estão aí. Não tenho palavras para agradecer a Deus pelo grande livramento", desabafou Rosenilda

Autor: Redação RIC Mais
Enquanto a mulher trabalhava, quem cuidava dos filhos era o suspeito de abuso sexual (Foto: Otoniel Silva/RICTV Curitiba)
Enquanto a mulher trabalhava, quem cuidava dos filhos era o suspeito de abuso sexual (Foto: Otoniel Silva/RICTV Curitiba)

A mulher de Cleverton Machado -suspeito de estuprar uma criança seis vezes e uma delas dentro de um cemitério- conversou com a equipe da RICTV | Record TV na noite desta quinta-feira (10), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Rosenilda Quadros, que trabalha como auxiliar de hotelaria, contou que jamais desconfiou das ações do marido, principalmente que ele seria suspeito de pedofilia.

Cleverton morava com duas adolescentes

Rosenilda tem três filhos: o mais velho, de 15 anos, mora com o pai. Com ela e Cleverton moravam dois adolescentes, uma menina de 13 anos e um menino de 11 anos. Enquanto a mulher trabalhava, quem cuidava dos filhos era o suspeito de abuso sexual. “Nunca tocou...a minha filha eu oriento bastante. Sempre falava com ela, porque a gente ouve muitos casos de outros padrastos por aí, né?! Sempre venho orientando e alertando minha filha e meu ‘piá’ sobre esses casos de abuso sexual”, afirmou a auxiliar de hotelaria.

Mulher desconfiava que estava sendo traída

Por conta do uso frequente do aparelho celular, Rosenilda desconfiava que o marido estivesse com outra mulher. “Eu achava que ele estava com alguma mulher, atrás de alguma pessoa assim..foi isso que eu imaginei e eu até corrigi ele. Falei que se ele estivesse com outra mulher, era melhor que ele saísse da minha casa”, disparou.

Ela nunca imaginou que o marido seria suspeito de abuso sexual, contra uma criança de 12 anos. “Cheguei a conclusão que eu convivia com um monstro e eu não sabia. É uma situação complicada...meus filhos estavam correndo risco e graças a Deus estão aí. Não tenho palavras para agradecer a Deus pelo grande livramento.”

Rosenilda alegou que foi enrolada por Cleverton. “Eu não sabia de nada, né. Ele ficava com o celular na mão, mas eu não sabia que ele estava praticando isso...uma barbaridade, né?! Uma coisa que a gente não concorda e jamais ninguém vai concordar com isso. É uma situação bem complicada”

Suspeito usou celular de esposa

Rosenilda lembrou que Cleverton chegou a usar o aparelho celular dela para enviar mensagens para a criança que ele abusou seis vezes. “Eu esqueci meu celular e deixei em cima da cama, no outro dia no guarda-roupa...e eu não faço uso do celular. E ele conseguiu descobrir a senha, formatando o celular, e estava usando o meu celular e eu não estava percebendo. Achava que ele falava com parente e assim ele foi me enrolando.”

Suspeito de pedofilia é preso em Araucária

A prisão de Cleverton foi decretada pela Vara da Infância e da Juventude de Curitiba, mas como ele é morador de Araucária a prisão foi feita pela Polícia Civil do município. De acordo com o delegado Tiago Wladika, ele foi localizado em uma residência no bairro Costeira e tentou fugir. “A nossa equipe de investigação é que diligenciou o paradeiro desse indivíduo. Quando foi localizado o paradeiro, hoje pela manhã, nós organizamos uma operação, chegamos até a residência e quando chegamos, cercamos a residência. Ele notou na hora a nossa presença e correu para dentro da casa. Nós invadimos, com o mandado, e acabamos efetuando a prisão do mesmo”, contou.

O delegado também explicou que como as investigações estão a cargo do Nucria, ele não sabe detalhes do caso. “Essa questão das provas e dos levantamentos estão todas lá. Nós só demos cumprimento ao mandado. Como teve prisão preventiva decretada, há indícios de autoria e materialidade do crime”, contou Wladika.

No momento em que Cleverton era levado pela polícia, revoltados, vizinhos foram até os investigadores e informaram que o suspeito costumava fazer amizade com as crianças da região, usava um cachorrinho estimação para se aproximar e chamava elas para brincar.

Reincidente no crime

Em 2014, Cleverton já havia sido preso pelo mesmo tipo de crime. Ao ser indagado sobre isso ele declarou que não foi nada provado. “Em 2014, eu fui preso, mas não foi nada provado. Daí, me soltaram, me liberaram porque não tinha prova, não tinha testemunha, não tinha nada. Daí meu advogado soltou eu”.

Veja entrevista completa:

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