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Paranoia

Ataque na Catedral de Campinas: confira detalhes do diário do atirador

Entre as frases, ele cita massacres, perseguições e jogos de videogame; "Há partes que ele demonstra agressividade com o pai", afirmou o delegado responsável pelo caso

Autor: R7 com redação RIC Mais
Bloco de folhas de atirador foi apreendido pela polícia de Campinas (Foto: Divulgação)
Bloco de folhas de atirador foi apreendido pela polícia de Campinas (Foto: Divulgação)

Um bloco de folhas apreendido pela polícia de Campinas (SP) no quarto do atirador que abriu fogo e deixou mortos e feridos na catedral Nossa Senhora da Conceição na última terça (11) detalha diversos desabafos de Euler Grandolpho. Entre as frases, ele cita massacres, perseguições e jogos de videogame.

Agressividade em diário

"São folhas que ele escreveu, como um bloco, que estava na casa dele", afirma o delegado Hamilton Caviola, responsável pelo caso. "Há partes em que ele demonstra estar revoltado com a situação do país, em outras agressivo com o pai", conta o delegado. A polícia também apreendeu dois computadores, um celular, uma câmera fotográfica, anotações e gravadores do atirador. "Queremos analisar tudo com calma."

Anotações sobre massacres (Foto: Divulgação)

Contéudo das anotações

Em uma das mensagens Euler faz referência ao massacre do Realengo. "Passei com meu cão em frente a uma construção ao lado da casa que os moradores tem uma veterinária e uma delas gritou com 'as paredes': 'E aí Ceará'. sobre o massacre ocorrido dias atrás. Ok. Hoje. 31/01, passei por lá e falei alto com o celular desligado na orelha: 'E aí REALENGO'", escreveu em um papel.

Na época do crime, com dois revólvers na mão, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola Tasso da Silveira e matou 12 crianças, no Rio de Janeiro, e também se refere a chacina ocorrida em janeiro deste ano em Fortaleza, no Ceará, no Forró do Gago.

No mesmo papel, em uma seção à parte, Euler mostra ter interesse em games."Conforme às 15h, hoje, 01/02/2018, atualização [do] PUBG [jogo multiplataforma online]. Na dúvida, desinstalei e instalei o Steam [plataforma de jogos eletrônicos] e o PUBG", escreve.

Em outra anotação, o atirador diz: "170 km/h foi condenado a 9,5 anos, qual seria a pena para os viados que estão 'ouvindo minha casa', me perguntando etc, etc, etc... Há mais de 10 anos? Uma viagem pelo mediterrâneo com direito a acompanhante com tudo pago???".

Na sequência, Euler escreve que "demorou mais ou menos 10/11 anos para elas entenderem a gravidade da situação. No começo cometiam crimes com a maior naturalidade. Agora estão em pânico, espalharam pela cidade o que está prestes a acontecer, etc. Meu deus!".

Quem é Euler Grandolpho

Grandolpho era analista de sistemas e morava em Valinhos, cidade à 100 km de São Paulo. Segundo, o Major Augusto, ele tinha conhecimento do uso de armas pelo jeito que praticou o crime. Sem nenhum antecedente criminal, ele foi funcionário público do Estado de São Paulo em Carapicuiba.  

Para o delegado que investiga o caso, Hamilton Caviola, Grandolpho também tinha conhecimento sobre o local, come se tivesse feito um plano para cometer o crime. "Ele estudou muito bem e se planejou entrar na igreja. Ele entrou com o objetivo de matar alguém."

Catedral de Campinas amanhece com flores

Catedral Metropolitana de Campinas permaneceu fechada na manhã desta quarta-feira (12), após a tragédia envolvendo Euler, que entrou na igreja e matou cinco pessoas a tiros, antes de tirar a própria vida. Ainda não foram esclarecidas as razões do ataque. Foram colocadas flores em homenagem aos mortos no portão principal da catedral.

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