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Assassino confesso do jogador Daniel presta depoimento e muda versão

Edisson Brittes desmentiu a primeira versão de que teria arrombado a porta, colocou mais uma pessoa na cena do crime e preferiu manter silêncio quando indagado sobre detalhes de como matou o jogador Daniel

Autor: Redação RIC Mais
Edisson Brittes presta depoimento sobre morto de jogador Daniel. (Foto: Reprodução/RICTV)
Edisson Brittes presta depoimento sobre morto de jogador Daniel. (Foto: Reprodução/RICTV)

Edisson Brittes, de 38 anos, assassino confesso do jogador Daniel Corrêa Freitas morto no dia 27 de outubro, prestou depoimento por seis horas à Polícia Civil, na Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (7). Segundo o documento obtido pelo Portal RIC Mais, ele mudou a versão do crime e preferiu manter silêncio em alguns momentos.

Depoimento de Edison Brittes

O depoimento de Edison era o mais esperado e só foi colhido depois que a polícia teve acesso a testemunhos de todas as outras pessoas que estavam na residência dos Brittes no dia do crime. O assassino confesso preferiu manter silêncio quando indagado sobre como exatamente o jogador foi morto. No entanto, ele assumiu toda a autoria do crime. Allana e Cristiana Brittes prestaram depoimento na terça-feira (6). 

Da festa à residência onde o jogador Daniel foi espancado 

Edison contou que na casa noturna havia alugado dois camarotes para o aniversário de 18 anos da filha, Allana Brittes. No local, foi a segunda vez que viu o jogador Daniel, a primeira teria sido no aniversário de 17 anos de Allana. “Quanto à pessoa de Daniel, afirma que só o viu por duas vezes na sua vida, sendo que viu a primeira vez no aniversário de dezessete anos de sua filha Allana e a segunda vez na festa ocorrida na [casa noturna] , de dezoito anos dela, sendo que ele foi convidado por sua filha e que nunca conversou com ele, apenas cumprimentos normais, mas nunca de conversas a mais que isso, sendo que exceto essas duas ocasiões citadas nunca mais falou com ele.

Depoimento de Edison Brittes. (Imagem: Reprodução/Depoimento)

O suspeito também afirmou que a festa foi regada a bebida alcoólica, cerca de 80 pessoas teriam consumido 35 garrafas de vodka. Sobre o ‘after’ na sua casa, ele disse que a princípio negou porque sua esposa, Cristiana Brittes, de 35 anos, já estava “PT” na boate. Porém, ele acabou cedendo, mas deixou tudo a carga de Allana. Por volta das 7h15 da manhã de 27 de outubro, ele seguiu para casa em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No carro estavam Edison na direção, Cristiana (que foi dormindo), Allana, Eduardo, primo de Cristiana também preso pelo crime, e sua esposa Taís. Os amigos que seguiram para a reunião pós-festa teriam seguido com um veículo de aplicativo de transporte.

Na casa dos Brittes

Já em casa, Cristiana teria afirmado que estava com fome e ele preparou um ovo para ela. Na sequência, ela foi se deitar. Mas antes de se deitar, ela teria “dado uma acordada”, subido em uma mesa e dançado. “Subiu na mesa e dançou um pouco, mas em seguida já parou, sendo que o interrogado pediu a sua filha Allana para vestir um shorts em Cristiana, já que ele estava com um vestido curto e havia subido na mesa, porém ninguém havia chegado em sua casa ainda”, diz o trecho do documento.

Cristiana, Edison e Allana estão presos pela morte do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/RICTV)

Foi então que Edison colocou Cristiana na cama, sendo que a janela e cortina estavam fechadas, e que ele saiu e encostou a porta, retornando à área de festa. Nesse momento, Eduardo, Taís, Allana, Deivid, Ygor e Evelin - Eduardo foi preso nesta quarta e Deivid e Ygor já tiveram o mandado de prisão expedidos- estavam na área superior da casa e, então, alguém interfonou para abrir o portão.

Quatro pessoas já foram presas por envolvimento na morte do jogador. Confira quem são

Jogador Daniel chega na casa onde foi espancado

Nesse momento, quatro pessoas entraram na casa, entre elas, o jogador Daniel. Conforme o depoimento de Edison, nenhum deles havia sido convidado para ir até o local e Allana ficou irritada com a chegada. A filha do suspeito também afirmou em depoimento que o atleta não havia sido convidado para ir até o local. Edison disse que já queria ir dormir, mas permaneceu na área de festas enquanto todos bebiam e ouviam música e, em seguida, dois irmãos gêmeos também chegaram na residência dos Brittes. Edison então teria preparado algo para todos comerem e pouco depois foi até um mercado, localizado na esquina, para comprar uma garrafa de vodka e energético.

No retorno do mercado, Edison resolveu preparar um narguilé para os jovens e logo percebeu que o jogador Daniel não estava mais na área de festa. 

Depoimento de Edison Brittes. (Imagem: Reprodução/Depoimento)
Mudança de versão sobre como entrou no quarto

No próximo trecho ele muda a versão que teria dado, primeiramente, sobre ter arrombado a porta e afirma que pulou a janela do quarto para entrar. De lá, teria visto o jogador Daniel de cueca e camiseta “montado”, de joelhos sobre sua esposa. Nesse momento, ele também coloca mais uma pessoa na cena do crime, um dos gêmeos estaria junto com ele, no entanto, ele afirmou não saber distinguir qual dos dois. Mais tarde ele aponta que seria o irmão que vestia uma camiseta escura. Esse mesmo jovem teria entrado na casa, arrombado a porta do quarto e, mais tarde, quebrado o celular de Daniel. 

Ele, então, abriu a janela, entrou no cômodo, apanhou Daniel pelo pescoço e derrubou a vítima. Nesse momento, Daniel dizia, segundo o depoimento de Edison Brittes, “Desculpa, não sei o que eu tô fazendo aqui, não sei o que está acontecendo”. Na sequência, o principal suspeito pelo crime teria chamado as pessoas que estavam na casa afirmando que o jogador estava tentando estuprar sua esposa. Durante uma entrevista coletiva concedida nesta terça, Amadeu Trevisan, delegado responsável pelo, afirmou que a tentativa de estupro e o arrombamento da porta do quarto já estavam descartados da investigação. “Daniel simplesmente estava na cama, não houve tentativa de estupro”, afirmou Trevisan.

Quando Eduardo, Ygor, Deivid e o quarto suspeito entraram no quarto foi que as agressões teriam iniciado. Ele teria segurando o jogador pelo pescoço com uma mão e batido nele com a outra enquanto Daniel tentava escapar. “No momento da raiva todos bateram em Daniel”, diz o documento. O assassino confesso afirmou não lembrar quem tirou o jogador de dentro do quarto, mas crê que tirou sozinho. Ele confirmou que fora das casa as agressões continuaram e que nesse momento Daniel já estava debilitado. Também fora da casa, as mulheres presentes no local teriam gritado para parar as agressões e tentado interromper o espancamento, mas sem sucesso.  

Edison ainda sustentou a versão dada anteriormente de que a intenção inicial não era matar a vítima, mas sim dar uma surra no jovem.   

Depoimento de Edison Brittes. (Imagem: Reprodução/Depoimento)
Não quis falar como matou o jogador

No entanto, os momentos finais da vida do jogador Daniel continuam obscuros, já que Edison se negou a contar o que ocorreu depois que eles saíram da casa com o jogador no porta-malas do carroEle ainda nega que tenha trocado de roupas antes de voltar para casa - versão dada por Cristiana em seu depoimento na terça-feira (6).

Negou que ameaçou as testemunhas

Sobre as coações que as testemunhas teriam sofrido por parte de Edison, ele disse à polícia que queria apenas proteger os envolvidos e “que chamaria na responsa e os livraria”. Nilton Ribeiro, advogado contratado pela família Corrêa, alega ao contrário, para ele, quando Edison falou em “elo que não poderia ser rompido” se tratava de uma ameaça para que todos os presentes omitissem a verdade e afirmassem que o jogador saiu sozinho da casa.

Depoimento de Edison Brittes. (Imagem: Reprodução/Depoimento)

Em entrevista, o delegado Trevisan já declarou que pretende indiciar Edison Brittes Junior, Allana Brittes e Cristiana Brittes por homicídio qualificado e coação de testemunha. “Começaram mentindo, começaram inventado uma história. [...] Logo após descoberta a autoria, eles mudaram a versão, eles tentaram modificar toda a primeira história”, disse.

Assista à reportagem sobre o depoimento de Edison Brittes:

Suspeito de matar o jogador Daniel Correa, Edison Brittes mudou a versão durante depoimento. Veja!

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