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R$ 2 milhões

Crotalus: operação mira organização que fraudava benefícios do INSS

Além de pessoas fictícias, foram identificadas diversas empresas de fachada criadas e mantidas pelos integrantes da organização para movimentar os valores

Autor: Redação com assessoria
A investigação teve início em 2017 em razão da suspeita de recebimento indevido de um benefício previdenciário de pensão por morte (Foto: Divulgação/PF)
A investigação teve início em 2017 em razão da suspeita de recebimento indevido de um benefício previdenciário de pensão por morte (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (6), a operação 'Crotalus', com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que fraudava os cofres públicos por meio dos benefícios do INSS. As fraudes chegam aos dois milhões de reais até o momento.

Operação 'Croatulus'

Policiais Federais estão cumprindo seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Cascavel e Marechal Cândido Rondon -no Paraná-, e em Bombinhas -em Santa Catarina-, além de um mandado de prisão em nome de um dos investigados, porém relacionado a outra investigação em crime de moeda falsa.

A investigação teve início em 2017 em razão da suspeita de recebimento indevido de um benefício previdenciário de pensão por morte, em decorrência do suposto óbito da esposa. Investigações mostraram que ambos não existiam: o viúvo e a suposta esposa morta.

A operação tem esse nome em alusão ao local onde residia um dos principais alvos e local de forte atuação da organização criminosa. 

Fraude nos benefícios do INSS

Após as diversas diligências realizadas foi possível constatar a existência de um sofisticado sistema de criação de pessoas fictícias, criação de pessoas jurídicas em nome de pessoas fictícias, falsificação de documentos públicos diversos, abertura de contas bancárias, aquisição de financiamentos de veículos em nome de pessoas fictícias, entre diversas outras práticas criminosas.

As diversas pessoas físicas e jurídicas criadas pela organização eram utilizadas para dificultar o rastreamento dos reais autores das fraudes. Em razão desse fato foram analisados centenas de registros financeiros dessas pessoas que não existem, o que auxiliou a PF na identificação dos integrantes da organização.

Além da análise das movimentações financeiras, os integrantes também foram acompanhados veladamente durante meses por Policiais Federais, sendo identificados os locais onde realizavam os saques, além de outros integrantes da organização ainda desconhecidos até aquele momento.

Prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres públicos

Os quatro benefícios indevidos começaram a ser recebidos por volta de 2008/2009. O total do prejuízo aproximado até agora nesses benefícios já identificados, em valores atuais, é de cerca de dois milhões de reais. Os benefícios fraudados eram os do limite do INSS, R$ 5.645,00. Foram identificadas diversas empresas de fachada criadas e mantidas pelos integrantes da organização para movimentar os valores obtidos através das fraudes em face do INSS.

Benefícios obtidos mediante fraude foram suspensos

Com a deflagração desta Operação, foram suspensos imediatamente os benefícios obtidos mediante fraude, o bloqueio de ativos de seis pessoas físicas relacionadas direta ou indiretamente às fraudes, restrição de transferência de veículos, bloqueio dos ativos de aproximadamente 20 pessoas físicas fictícias e empresas de fachada, assim como a indisponibilidade de quaisquer outros bens e valores sob guarda, depósito ou administração de instituições financeiras no Brasil.

Assista à reportagem da operação Crotalus:

 

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