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“Ele começou com carinhos um pouco mais invasivos”, diz abusado por padre

Após 17 anos, homem revela os abusos sexuais que sofreu de um padre na Paróquia Nossa Senhora do Amparo em Rio Branco do Sul

Autor: Redação RIC Mais
Ex-coroinha denuncia padre por abuso sexual em Rio Branco do Sul. (Foto: Reprodução/RICTV)
Ex-coroinha denuncia padre por abuso sexual em Rio Branco do Sul. (Foto: Reprodução/RICTV)

Após 17 anos, Ruy Borba, ex-coroinha e hoje oficial de Justiça, decidiu revelar os abusos sexuais que sofreu de um padre na Paróquia Nossa Senhora do Amparo em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Conforme a vítima, o objetivo de trazer isso à tona depois de tantos anos é evitar que outras crianças passem pelo mesmo e também colocar um ponto final na história que o atormentou por anos.

Abusos do padre

Ruy conta que os abusos ocorreram entre 2001 e 2002, uma época em que sua mãe lutava contra um câncer e que ele era coroinha na paróquia onde tudo aconteceu. Segundo o rapaz que foi abusado sexualmente pela primeira vez aos 11 anos, o padre começou de forma sutil e aos poucos os abusos foram se tornando mais frequentes e ousados. “Ele começou com carinhos um pouco mais invasivos. Até que uma fase começou a pegar nos meus órgãos genitais, a me beijar”.

Os abusos ocorriam sempre que eles estavam sozinhos nos bastidores da igreja, na sacristia ou na casa paroquial. Enquanto a criança era consumida pela vergonha e pela culpa, sua mãe morreu em decorrência do câncer. O padre, por sua vez, aproveitou o momento de fragilidade para intensificar suas investidas.“Um dia após o enterro dela, foi a primeira vez que que o ato foi extremamente invasivo, passou de um simples carinho, de um beijo. Foi a primeira vez que ele me levou para o quarto dele. Essa situação, de ele me levar para o quarto, se repetiu por mais uma vez naquele ano. Ainda antes de ele deixar a paróquia para ir para outra comunidade”, lembrou Ruy emocionado.

Vergonha e culpa

“Eu não sabia direito o que pensar, porque tinha o sentimento de vergonha, de medo que as pessoas descobrissem e até de culpa, de me sentir extremamente culpado pelo o que aconteceu. Não entender que eu era uma criança e que eu não tinha responsabilidade alguma sobre o ato”, explicou.

Ruy, hoje com 29 anos, conta que foi atormentado pelos abusos sexuais do padre por anos e só conseguiu melhorar e entender que ele foi vítima e não culpado depois de passar por um longo tratamento psicológico. “Foi um fato que eu não consegui esquecer, que sempre me assombrou. Eu não consegui falar dele com ninguém por quase todo esse período. Até que na terapia, com a psicóloga, eu consegui me abrir, eu consegui falar sobre o tema e passar a refletir melhor sobre aquilo, aceitar que eu nunca tive culpa, aceitar que o que aconteceu precisava de uma solução, precisava ser levado ao conhecimento de alguém para que se fizesse Justiça. E a única forma de interromper se ainda acontecesse, seria realizar a denúncia”.

Foi por isso, que ele resolveu tornar o caso público em sua rede social e fazer uma denúncia. “É uma bandeira que eu quero para a minha vida: o apoio às vítimas de estupro de vulnerável porque não pouco os casos, são muitos”.

Conforme o rapaz, depois da publicação nas redes sociais veio a descoberta de que ele pode não ter sido o único abusado pelo padre.“Esse era meu intuito ao me expor e expor a minha história, era buscar, ajudar pessoas que passaram pelo mesmo. Aí, um dia após a exposição do fato, eu já tive contato de outras pessoas vítimas desse mesmo padre e de outros dois, um também aqui do Paraná e outro do Mato Grosso do Sul me veio o relato”,

Investigações

Na ocasião da denúncia, o padre que então estava em uma igreja de Colombo, também na região metropolitana da capital, foi afastado de suas atividades pela Arquidiocese de Curitiba.

Em nota, a Arquidiocese de Curitiba afirmou que assim que houver comprovação da denúncia, a arquidiocese tomará as providências apropriadas para o caso. Leia na íntegra:

Assim que a denúncia chegou à paróquia, foi encaminhada à arquidiocese, que instaurou uma averiguação. Após esta averiguação por parte das autoridades arquidiocesanas, imediatamente e em caráter cautelar, o acusado foi afastado provisoriamente do ministério de padre. A informação de que as autoridades civis estão empenhadas em investigar soma-se ao interesse da igreja de que tudo venha às claras. Havendo comprovação da denúncia, a arquidiocese tomará as providências apropriadas para o caso.

O caso é investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Veja a entrevista completa:

Ruy conversou com a equipe da RICTV Curitiba| Record PR.

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