Curitiba

Caso Tabata: delegado confirma abuso sexual antes do assassinato

A perícia confirmou que Tabata foi estuprada; este é o terceiro crime do acusado, considerado um psicopata pela polícia

O assassinato de Tabata chocou todo o estado do Paraná. (Foto: Reprodução RICTV Curitiba)

Osnildo Carneiro Lemes, delegado-chefe da Polícia Civil de Umuarama, no noroeste do Paraná, confirmou, na noite de quinta-feira (29), que Tabata Fabiana Crespilho da Rosa foi abusada sexualmente antes de ser morta. Além do estupro, o laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a menina foi asfixiada. O homicídio da criança de 6 anos comoveu a cidade e centenas de pessoas compareceram ao velório. Eduardo Leonildo da Silva, 30 anos, acusado de cometer o crime, será transferido para Curitiba, capital do Estado. 

De acordo com o delegado, o caso é considerado solucionado. Faltam apenas esclarecer alguns detalhes, mas não existem dúvidas em relação à autoria dos fatos. “Além de confessar o crime, ele levou os policiais até o local onde o corpo havia sido enterrado”, disse.

A família segue inconformada. A mãe não conseguiu chegar perto do caixão, passou mal e foi levada às pressas ao hospital. O pai, Fabrício da Rosa, separado da ex-mulher, contou desesperado que estava terminando a construção do quartinho da criança para recebê-la em sua casa, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Segundo ele, era o sonho de Tabata morar na praia.

Na tarde desta sexta-feira (29) o delegado publicou, em uma rede social, um depoimento emocionado: disse que os policiais foram às lágrimas na cena do crime e lamentou não ter encontrado a menina com vida: "Nos perdoe, Tábata, mas acho que Deus queria você ao lado dele...".

Eduardo Leonildo da Silva

O criminoso já foi acusado de um estupro em 2008, cometido em Francisco Beltrão. E, em 2012, foi condenado por um homicídio praticado em Chopinzinho. Ambos municípios ficam no sudoeste paranaense.

Maníaco do Parque

Eduardo foi apelidado de ‘maníaco do parque’ porque chegou na cidade de Chopinzinho junto com um parque de diversões, desses itinerantes que ficam alguns dias em cada lugar. Na ocasião, ele se envolveu com uma adolescente de 15 anos. O desfecho da história foi o assassinato da jovem em um local isolado, alguns dias depois de conhecer o psicopata.

Preso logo depois, ele aguardou o julgamento na cadeia. O réu foi condenado a seis anos de prisão no regime semiaberto pelo crime de homicídio simples e mais um ano pelo crime de ocultação de cadáver. Ele cumpriu parte da pena na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PFB).

Consternação dos moradores

A polícia agora deverá investigar os responsáveis pela destruição da Delegacia da Polícia Civil e pelos onze veículos que foram incendiados na madrugada de quinta (29), quando a população invadiu o local para linchar o assassino.

Umuarama continua em clima tenso. Além da comoção, existe também o problema da Delegacia. Os presos iniciaram uma rebelião durante a invasão, a qual só foi acalmada no fim da tarde de quinta (28), depois que oitenta deles foram transferidos às pressas para o presídio de Cruzeiro do Oeste. Ainda estão na carceragem cento e oitenta detentos, que ameaçam, a todo momento, fazer um novo motim. Uma tropa de choque foi designada para acompanhar a situação.  

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Militares vão deixar a Rocinha nesta sexta, diz ministro da Defesa

Forças Armadas estão atuando na comunidade desde a sexta-feira passada (22)

Militares estão na favela da Rocinha para apoiar ação da polícia em meio a confrontos entre facções de traficantes de drogas (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

Os integrantes das Forças Armadas que estão atuando na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, vão deixar o local amanhã (29). O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse à Agência Brasil que os militares já cumpriram a participação nas operações integradas com as polícias estaduais na comunidade, que desde o dia 17 atuavam na região e desde a sexta-feira passada (22) receberam apoio das Forças Armadas. O horário da saída dos militares ainda não foi informado, mas segundo o ministro, em princípio, começará pela manhã, com a retirada gradual ao longo do dia. “O último dia é amanhã”.

Segundo o ministro, houve vários fatores que influenciaram na decisão de retirar os miltares da comunidade. No momento, a situação na Rocinha está estabilizada com o fim de confrontos violentos entre traficantes que disputavam o controle da região. Os resultados das operações desencadeadas nos últimos dias também vem apontado redução nas apreensões de armas e nas prisões de criminosos. Além disso, com o deslocamento de traficantes da comunidade para outras regiões, de acordo com Jungmann, não há motivo para manter o efetivo de 950 militares no local e deixar outras áreas da cidade sem o apoio das Forças Armadas.

“Os bandidos que lá estavam conseguiram passar para outras comunidades próximas, então não fazia sentido permanecer com todo esse efetivo, mas sim deslocar o efetivo para outras comunidades, outros lugares onde eles possam ser devidamente capturados", contou.

De acordo com Jungmann, se houver necessidade do retorno dos militares à Rocinha, caso a situação volte a se agravar, já há um entendimento com o governo estadual para analisar o pedido com celeridade. “Isso será uma coisa desburocratizada e muito rápida, porque estabelecemos um plantão dentro das nossas unidades militares, que podem rapidamente chegar de volta à Rocinha ou chegar a outras comunidades se se fizer necessário e o governo e a Segurança do Rio de Janeiro pedirem”, informou.

O ministro acrescentou que, por questões de segurança, não é possível adiantar se já estão programadas operações com participação das Forças Armadas em locais para onde é provável que os traficantes da Rocinha tenham fugido. “Isso não posso adiantar, mas posso dizer que estamos com várias operações engatilhadas e programadas. São informações de inteligência que não podem perder o efeito surpresa”, apontou.

Apreensões

Os conflitos na Rocinha se agravaram com a tentativa de invasão, no dia 17, do grupo de aliados do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, para a retomada do comando do tráfico de drogas no local, que foi assumido por Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ex-segurança de Nem. Houve intensos tiroteios que deixaram moradores em pânico, crianças sem aulas, unidades de saúde com atendimento suspenso e o comércio fechado.

Na avaliação do ministro, o trabalho que foi feito desde a sexta-feira passada, quando chegaram as Forças Armadas, já tem resultados comprovados e sem a ocorrência de vítimas. “Encontramos uma Rocinha em guerra e deixamos uma Rocinha, neste momento, estabilizada. Em segundo lugar, apreendemos uma grande quantidade de fuzis, de bandidos, de carregadores, de pistolas, de granadas, de drogas e de munição. Em terceiro lugar, isso foi feito sem que um único morador fosse ferido e uma única criança fosse atingida, da sorte que eu acredito que o resultado foi positivo, embora sabendo que a mudança em termos estruturais de segurança da Rocinha, como do Rio de Janeiro, vai levar ainda bastante tempo”, apontou.

O ministro destacou que as operações integradas no Rio, com o emprego das forças de segurança federais, vão continuar conforme está definido no decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinada pelo presidente Michel Temer em julho. “A todo vapor e sem nenhuma descontinuidade. Nós vamos continuar atuando porque esse é o desejo da população do Rio de Janeiro. As autoridades têm que atender a esse desejo e é também uma determinação do presidente Michel Temer”, disse.

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Homem é preso depois de ameaçar PMs em rede social

Ele foi detido e pode responder pelos crimes de ameaça, apologia ao crime e porte ilegal de arma

Já detido, o jovem pode responder pelos crimes de ameaça, apologia ao crime e porte ilegal de arma (Foto: Reprodução RICTV)

Um jovem de 18 anos foi preso na noite de terça-feira (26), em Foz do Iguaçu, depois de publicar, em uma rede social, uma foto apontando uma arma para a viatura da Polícia Militar.

Além de “ostentar” a arma na internet, o rapaz também ameaçou os agentes com a frase: “Sorte deles que sem bala”. Foi a própria mãe que informou aos policiais onde o filho estava.

Ele foi detido e pode responder pelos crimes de ameaça, apologia ao crime e porte ilegal de arma.

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