Curitiba

Cobrador de ônibus estupra e mata jovem com o macaco do carro

A garota que sonhava ser cantora implorou pela vida depois do abuso sexual e antes de ser assassinada pelo cobrador de ônibus

O cobrador de ônibus conhecia a vítima porque ela costumava pegar o ônibus no qual ele trabalhava. (Foto: Reprodução Umuarama News)

*Com informações do Umuarama News

Paulo César Andrade do Nascimento, 33 anos, foi preso no início da noite desta terça-feira (5) na rodoviária de Umuarama, município no noroeste do Paraná. O cobrador de ônibus confessou ter estuprado e assassinado Gisele Luzia Aparecida de Lima, 25 anos, desaparecida desde a noite de domingo (3), quando esperava um ônibus em Nova Olímpia, a 50 km de Umuarama. 

De acordo com Milton Cinque, superintendente da 7ª SDP, a Polícia Civil chegou até ele depois de ter acesso a imagens do dia do desaparecimento. “Testemunhas e imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível em Nova Olímpia capturaram a vítima entrando em um veículo Corsa de cor bordô”, disse. Logo o proprietário do carro foi apontado como um cobrador de ônibus morador de Maria Helena.

A jovem morava com o pai em Maria Helena, mas passou o fim de semana em Nova Olímpia, onde vivem sua mãe e irmã. As cidades ficam à distância de 25 km uma da outra. A mãe de Gisele passou há pouco tempo por um procedimento médico e ainda está de cama. No domingo a noite, a irmã teria levado Gisele pegar o ônibus para voltar para casa no ponto que fica no posto de combustível.

Frio e sem arrependimento

Paulo confessou o crime na Delegacia de Umuarama e ainda contou como tudo aconteceu. Segundo seu depoimento, eles se conheciam porque Gisele costumava pegar o ônibus em que ele trabalhava, a linha que fazia o trajeto entre as cidades de Maria Helena e Nova Olímpia, e já existia o interesse dele pela vítima. Ele aproveitou quando viu a jovem no ponto de ônibus naquele domingo e ofereceu uma carona até a cidade de Maria Helena.

Sem saber o que lhe esperava, a vítima entrou no carro e foi estuprada no meio do caminho. Ele estava armado e a coagiu. Depois do abuso sexual, a garota que sonhava em ser cantora implorou pela vida, afirmando que não contaria nada para ninguém. No entanto, a promessa não foi suficiente para convencer Paulo. O assassino desferiu uma facada no pescoço de Gisele e não satisfeito golpeou sua cabeça com o macaco (ferramenta usada para trocar pneus) do carro até matá-la.  

“Eu acompanhei o depoimento e fiquei admirado com a frieza dele, com a falta de sensibilidade. Ele estava tranquilo, não estava apavorado e não mostrava arrependimento”, disse Milton Cinque.

O corpo

A polícia encontrou o corpo da jovem em um local de difícil acesso e só depois do próprio assassino dizer onde o deixou. Gisele estava nua, no meio de um canavial às margens da PR- 482, em São Silvestre, distrito de Cruzeiro do Oeste.

Ele ainda disse que estava bêbado e tinha usado drogas naquele dia, contou o  superintendente da 7ª SDP.

Reincidência

Há cerca de 11 anos um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi registrado contra Paulo em uma cidade gaúcha. Na ocasião, ele foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 15 anos. Sua condenação foi apenas prestar serviços comunitários.

O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Umuarama para passar por uma necropsia na manhã desta quarta-feira (6). Por medidas de seguranças a polícia não divulgou onde Paulo está detido. Em setembro aproximadamente 2 mil pessoas destruiram a Delegacia de Umuarama e atearam fogo em 11 veículos, revoltados com o assassino da menina Tabata que estava detido no local.

Leia também:

Envie seu comentário

Comentários (0)

Criança de três anos fica 24h ao lado do corpo da mãe morta

Vítima foi agredida até a morte; o marido, que seria usuário de crack, está sendo procurado

A menina foi encontrada ao lado da mãe morta e mostrou o que pai fez. (Foto: Reprodução Facebook)

*Com informações de Marcelo Borges, repórter da RICTV Curitiba

Uma criança de três anos foi encontrada pelos vizinhos ao lado do corpo de sua mãe na noite desta terça-feira (5) na Rua Miguel Pedro Abib, Jardim Acrópole, bairro Cajuru, em Curitiba. O principal suspeito é marido da vítima, identificado apenas como Érik. A menina é a única testemunha do crime que aconteceu dentro da casa, onde vivia o casal e filha.

Ana Cristina Borges, 39 anos, foi agredida até a morte e os vários ferimentos que sofreu na  cabeça podem ter tirado a sua vida. Segundo os indícios recolhidos pela polícia, ela foi assassinada entre a noite de segunda-feira (4) e a madrugada de terça, ou seja, a filha ficou várias horas ao lado do corpo da mãe já sem vida.

A menina foi descoberta depois que moradores da residência ao lado ouviram choro e junto com a cunhada da vítima, Sueli Rodrigues, resolveram arrombar a porta. Sueli já estaria preocupada porque não vira a parente o dia todo e ninguém das redondezas teria visto ela chegar do trabalho naquele dia. O que encontraram foi a pior cena possível:  a pequena estava lá sem entender o que tinha acontecido, e, inclusive, teria se alimentado do leite da mãe depois da mulher já estar falecida. “Ela mama no peito até hoje. Estava toda suja”, contou a cunhada. Ela ainda teria mostrado para a tia o que o pai fez na mãe, aumentando as suspeitas contra o marido.

Brigas e drogas

De acordo com familiares, a mulher trabalhava como empregada doméstica em uma ONG de proteção animal e sustentava a casa enquanto via o marido trocar tudo por drogas. As brigas entre os dois eram frequentes porque ele, viciado em crack, vendia os itens de dentro de casa, além de roubar outras residências para manter o vício. Era comum vê-lo gritando e ameaçando a esposa de morte, disse Albari Ferraz, que vive na casa ao lado de onde a tragédia aconteceu.

“Foi o Erick que matou. Roubou dinheiro. Ele é viciado. Ele sempre roubou. Ela sempre manteve a casa. Quando ele rouba, corre pra praça Rui Barbosa,” disse Sueli.

Destino da criança

A Polícia Militar chamou o Conselho Tutelar de Curitiba. A filha de Ana foi encaminha a um lar de crianças e poderá ficar sob guarda de pessoas da família. O suspeito desapareceu e é procurado pela Polícia Civil.  A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Assista ao vídeo do Paraná no Ar:

Leia também:

Envie seu comentário

Comentários (0)

Caso Tabata: acusado do crime pode não ter agido sozinho

Inquérito foi devolvido à polícia para novas investigações

Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, de apenas 6 anos, na foto ao lado da mãe, foi violentada e morta na cidade de Umuarama, no interior do Estado (Foto: Reprodução)

O Ministério Público devolveu o inquérito que já estava concluído para que a polícia faça novas investigações. Para o promotor do caso, Paulo Roberto Robles Estebon, várias questões ainda precisam ser respondidas sobre a possibilidade de participação de outra pessoa, e qual seria a motivação do crime.

Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, de apenas 6 anos, foi violentada e morta na cidade de Umuarama, no interior do Estado. O crime aconteceu em setembro e parecia estar resolvido. Eduardo Leonildo da Silva, de 30 anos, foi preso, acusado da morte. Mas uma série de questionamentos intrigou a promotoria.

Eduardo confessou ter matado a garota, mas não disse o que teria motivado o crime bárbaro. Em depoimento, também afirmou saber quem era Tábata, mas disse não ter nenhum vínculo com ela. Por que então a criança entrou no carro do acusado? Essa é uma das perguntas que o promotor de Justiça quer que a polícia responda.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Tábata entra no carro do suspeito. Cerca de 40 minutos depois, ele retorna à cidade. O MP questiona o espaço de tempo em que tudo isso acontece. Uma nova perícia no carro foi solicitada para buscar novas digitais e saber se outra pessoa poderia estar no banco de trás do carro.

Tábata foi encontrada enterrada com as pernas para cima, o que no mundo do crime significa vingança. Outra situação ainda não explicada no inquérito policial.

O delegado responsável pelas investigações, Dr. Fernando Ernane Martins, diz não ter dúvidas sobre a autoria do crime.

Eduardo Leonildo da Silva já tinha passagens pela polícia pelo crime de homicídio, por ter matado no passado uma ex companheira de 16 anos.

Sobre o crime

Tábata foi morta no dia 26 de setembro de 2017, depois de ter sido deixada pelo irmão mais velho na esquina da escola onde estudava. Por meio de câmeras de segurança, a polícia identificou o carro que raptou a criança e chegou até o acusado. Na ocasião, moradores da cidade chegaram a depredar a delegacia de polícia quando souberam que o suspeito estava depondo. Ele foi transferido para Curitiba e segue detido.

A equipe da RIC TV esteve em Umuarama. Relembre o caso e confira a reportagem completa.

Leia também:

Envie seu comentário

Comentários (0)