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Homofobia

Casal gay vítima de homofobia tem casa sabotada em Curitiba

Além da invasão do imóvel, folhetos com ataques e ofensas foram distribuídos na vizinhança

Autor: Redação RIC Mais
Panfletos foram espalhados pelas ruas do bairro (Foto: Reprodução)
Panfletos foram espalhados pelas ruas do bairro (Foto: Reprodução)

Um caso de homofobia no bairro Água Verde, em Curitiba, chocou e causou polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (13). Um casal homoafetivo, que está prestes a se mudar para a região, descobriu a existência de folhetos atacando o relacionamento e a orientação sexual deles. Os dois rapazes, que estão juntos há mais de sete anos, se declararam indignados e chocados com a agressão.

O jornalista João Pedro Schonart e seu marido, Bruno Banzato, registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Vulneráveis e pretendem levar o caso até o Ministério Público do Paraná (MP-PR). A postagem feita em rede social, até o começo da noite, já tinha ultrapassado 1.600 compartilhamentos.  

Em entrevista ao Portal RIC Mais, João disse que ele e seu marido estavam preparando os últimos ajustes para se mudarem para a residência. A mudança, que estava prevista para os próximos dias, teve que ser adiada por causa de uma sabotagem. Segundo o jornalista, na semana passada, a casa foi invadida e, devido à colocação de uma mangueira na tubulação do ar-condicionado, ocorreu um alagamento que acabou atrasando a mudança. Uma semana após esse incidente, João e Bruno foram avisados, por uma vizinha e por um profissional que trabalha na casa, da existência dos folhetos. Um carro passou no local jogando os papéis na quadra em que fica o imóvel.

No folheto, o autor alega que, com a mudança deles para a região, "a rua ficará mais alegre" e, com a convivência com o casal, "filhos, netos e amigos estarão sujeitos a todo tipo de influência por parte dos dois". Usando claramente uma linguagem irônica e debochada, o flyer insinua que os novos vizinhos vão contribuir para prejudicar o "equilíbrio moral" das famílias dos moradores.

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João, que junto com Bruno, está em processo de adoção de uma criança, alega nunca ter enfrentado nenhum caso de homofobia antes e se diz chocado com a intolerância e o preconceito de quem produziu o folheto. Porém, ele se diz contente com o apoio e a repercussão de sua postagem nas redes sociais: "Isso me faz acreditar que existem muito mais pessoas boas do que ruins no mundo, e através delas, não me sinto sozinho pra conseguir enfrentar possíveis retaliações'.

Ele alega, também, que foi muito bem tratado no momento de realizar o boletim de ocorrência e que, mesmo com todas as dificuldades impostas por ainda não existir a criminalização da homofobia, espera que, em breve, isso possa acontecer.

O casal não pretende desistir de se mudar para a residência. 

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