Curitiba

Gilmar Mendes retira recurso de Carli Filho da pauta do STF

Família das vítimas de acidente com o então deputado Carli Filho já espera por Justiça há oito anos

Carli Filho estava embriagado, em alta velocidade e com a carteira de habilitação vencida (Foto: Arquivo/Reprodução RICTV)

O ministro Gilmar Mendes, relator do habeas corpus da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, retirou o processo da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso apresentado pela defesa seria julgado nesta quinta-feira (11) e definiria finalmente se o ex-parlamentar iria ou não ser submetido a júri popular.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, não há previsão para que o pedido seja recolocado em pauta. As famílias de Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, e Gilmar Rafael Souza Yared, 26, mortos em um acidente de trânsito provocado por Carli Filho, esperam pelo julmento do ex-deputado há oito anos.

Com o habeas corpus, a defesa quer cancelar o júri popular e fazer o réu responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O pedido de habeas corpus foi negado em fevereiro de 2016 pela Justiça do Paraná, mas os advogados recorreram ao STF.

Carli Filho é acusado de duplo homicídio com dolo eventual. Na denúncia do Ministério Público a acusação afirma que, na noite do dia 7 de maio de 2009 o ex-deputado dirigia embriagado (com 7,8 decigramas por litro de sangue) e a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, em uma via onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. No entendimento do MP, o então deputado assumiu o risco de matar.

Por envolver um deputado, o caso teve repercussão nacional e gerou comoção. Os carro do ex-parlamentar praticamente "decolou" e passou por cima do veículo das vítimas, arrancando o teto do automóvel. Os dois jovens morreram na hora.

No último dia 7 o caso completou oito anos e o programa Balanço Geral fez uma reportagem especial relembrando o caso. O vídeo contém várias imagens do acidente. Confira:

 

Veja também: Em vídeo, Carli Filho pede desculpa às famílias das vítimas

 

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Morador de rua é morto com estaca introduzida no ânus em Curitiba

Homem dormia sob uma marquise e foi encontrado morto por moradores da região

Além de ser empalado, homem também foi golpeado no pescoço com um caco de vidro (Foto: Luciano Chinasso/RICTV Curitiba)

Um morador de rua foi assassinado cruelmente nesta quinta-feira (11) na rua Omar Raymundo Picheth, na Vila São Pedro, região do bairro Xaxim, em Curitiba. Segundo a polícia, a vítima foi agredida com golpes de caco de vidro no pescoço e empalada. O empalamento é um método de tortura e execução que consiste na introdução de uma estaca de madeira pelo ânus.

O homem, identificado como Luiz Antônio Romes, de 55 anos, dormia sob uma marquise e a população estranhou quando o dia amanheceu e ele não se levantou. Os moradores da região chamaram a polícia. O crime aconteceu durante a madrugada.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, esteve no local e vai investigar o crime. Ainda não há pistas sobre o autor ou sobre o motivo do crime. “Foi um ato cometido com muita raiva. Um crime bárbaro”, descreveu o delegado Fábio Amaro.

Leia também: Padrasto que matou enteado é linchado e morto com facada no ânus

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STF decide hoje se ex-deputado Carli Filho vai a júri popular

Caso completou oito anos no dia 7 de maio e famílias das vítimas ainda esperam por Justiça

Após o acidente, Carli Filho renunciou ao mandato de deputado estadual (Foto: Reprodução)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quinta-feira (11) se o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho será submetido a júri popular no processo em que responde pela morte de dois jovens em um grave acidente de trânsito, provocado por ele, em 2009. Carli Filho dirigia embriagado quando bateu contra o carro onde estavam Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Souza Yared, filho da deputada federal Christiane Yared.

O primeiro ministro a votar a questão no STF será Gilmar Mendes, relator do caso.

Carli Filho deveria ter sido julgado pelo Tribunal do Júri em janeiro de 2016, mas seus advogados de defesa conseguiram um habeas corpus e o júri foi suspenso liminarmente pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Após a liminar de Lewandowski, Christiane Yared chegou a se reunir em Curitiba com o ministro, que na época presidia o STF.

Acidente provocado por Carli Filho causou comoção

Na noite do dia 7 de maio de 2009, o então deputado estadual Carli Filho provocou um gravíssimo acidente de trânsito no bairro Mossunguê, em Curitiba, que matou Gilmar Yared, de 26 anos, e Murilo de Almeida, de 20. Um parecer do Instituto de Criminalística apontou que o ex-deputado dirigia a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h no momento do acidente. A acusação também afirma que ele estava embriagado e com a carteira de motorista suspensa. Depois do episódio, Carli Filho renunciou ao mandato.

Por envolver um deputado, o caso teve repercussão nacional e gerou comoção. Os carro do ex-parlamentar praticamente "decolou" e passou por cima do veículo das vítimas, arrancando o teto do automóvel. Os dois jovens morreram na hora.

No último dia 7 o caso completou oito anos e o programa Balanço Geral fez uma reportagem especial relembrando o caso. O vídeo contém várias imagens do acidente. Confira:

 

Veja também: Em vídeo, Carli Filho pede desculpa às famílias das vítimas

 

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