Curitiba

Cansada de ser agredida, mulher mata ex-marido a facadas

Ele não aceitava o fim do casamento e já havia sido preso por agredir a ex-mulher

Anderson Cordeiro morto pela ex-mulher (Foto: Reprodução/Facebook).jpg

Lismari matou o ex-marido cansada de agressões (Foto: Reprodução/Facebook).jpg

Lismari matou o ex-marido cansada de agressões (Foto: Reprodução/Facebook).jpg
Faca usada na morte de Anderson Cordeiro (Foto: Reprodução/RIC TV).jpg
Anderson Cordeiro morto pela ex-mulher (Foto: Reprodução/Facebook).jpg

Anderson Cordeiro, 36 anos, foi morto a facadas durante uma briga doméstica com a ex-mulher, na rua Antônio dos Santos, no bairro Madre, em Rio Branco do Sul, na quarta-feira (1º).  

Cordeiro não aceitava que o casamento com Lismari Gonçalves, 36 anos, havia terminado e agredia a ex-mulher frequentemente.

Na última noite, ele foi até a casa dela e a atacou covardemente. Em seguida, ele deixou o imóvel e retornou minutos depois. Mas Lismari já estava preparada com uma barra de ferro, que usou para atingir a cabeça dele e, em seguida, o esfaqueou. 

De acordo com vizinhos, a filha do casal de 14 anos mora com a mãe e gritou por socorro.

Lismari já havia registrado boletins de ocorrência contra o ex-marido. Ele chegou a ser preso uma vez por agressão. No momento que os policiais chegaram ao local, Cordeiro ainda estava vivo, mas quando o socorro chegou à morte foi constatada.

O Instituto Médico Legal (IML) encontrou a arma usada na morte em baixo do corpo da vítima. Lismari foi encaminhada, em estado de choque, para a delegacia de Rio Branco do Sul.

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Dupla suspeita de aplicar golpe funerário em idosos é presa em Curitiba

Homem e mulher são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em vender planos funerários que não existem

Foto: Carlos Soares/DPC

A Polícia Civil apresentou nesta quarta-feira (1°) duas pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes funerários em idosos. A dupla foi presa na tarde de terça-feira (31), no bairro Cajuru, em Curitiba. O trabalho foi realizado pela equipe de investigação da Delegacia de Estelionato (DE).

A mulher de 52 anos, foi surpreendida pela equipe na residência de uma vítima de 76 anos, no momento em que fazia a cobrança de um valor indevido. Já seu comparsa, de 45 anos, foi preso horas depois, no mesmo local, quando procurava por sua comparsa, que não havia retornado.

Segundo informações policiais, as vítimas da quadrilha geralmente são mulheres idosas, analfabetas ou com pouca instrução e beneficiárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os suspeitos induziam as vítimas a adquirir um plano funerário – que na verdade não existe – por um valor de aproximadamente R$ 1,6 mil.

Com os dados do idoso, os criminosos realizavam empréstimos que são descontados mensalmente na folha do beneficiário do INSS e ainda compareciam uma vez por mês na residência da vítima para cobrar uma taxa, alegando que era referente a manutenção dos túmulos no cemitério.

Segundo a polícia, quando questionados pelas vítimas sobre os valores que estavam sendo descontados diretamente de suas folhas de pagamento de benefício, os suspeitos diziam que era referente a mensalidade do plano.

De acordo com o delegado-titular da especializada, Wallace de Oliveira Brito, os suspeitos diziam para as vítimas que tinham um escritório no Centro da cidade, porém no endereço dado por eles funcionava um outro estabelecimento comercial que não possuí vínculo algum com a quadrilha. “Funcionários do local relataram para a equipe que aparecem muitos idosos ali perguntando sobre uma suposta empresa funerária”, conta o delegado

Brito ainda afirma, que somente dessa vítima de 76 anos, os suspeitos causaram um prejuízo superior a R$ 10 mil. “Nós verificamos, e tinham cerca de três ou quatro empréstimos no nome dessa senhora”, ressaltou.

O delegado frisa que as investigações devem continuar com o intuito de localizar e prender os demais integrantes da quadrilha. “Queremos fazer um alerta para outras pessoas que foram lesadas por essa associação criminosa, que compareçam na delegacia registrar a ocorrência e fazer o devido reconhecimento dos suspeitos”, finalizou.

A dupla responderá por estelionato, crime contra a pessoa idosa e associação criminosa. Ambos estão presos temporariamente na Delegacia de Estelionato à disposição da Justiça.

Veja o vídeo com a reportagem:

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Justiça Federal em Curitiba retoma trabalhos da Operação Lava Jato

Cinco testemunhas de acusação devem ser ouvidas nesta quarta-feira

Justiça Federal em Curitiba - sede da 13ª Vara Federal (Foto: Divulgação/Justiça Federal)

Os trabalhos da Operação Lava Jato serão retomados nesta quarta-feira (1º) na Justiça Federal em Curitiba. Cinco testemunhas de acusação devem ser ouvidas hoje, na ação penal que investiga o ex-ministro Antônio Palocci, o empresário Marcelo Odebrecht e mais 13 pessoas. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, após a 35ª fase da Lava Jato, chamada de Omertá, deflagrada em setembro do ano passado e que resultou na prisão de Palocci. Tanto o ex-ministro quanto Marcelo Odebrecht estão presos na carceragem da Polícia Federal (PF) na capital paranaense.

Estão previstos para hoje os depoimentos dos executivos da empresa UTC, Ricardo Pessoa e Walmir Santana, e dos empresários Vinícius Veiga Borin, Marco Pereira de Sousa Bilinski e Luiz Augusto França. Todos já assinaram acordos de delação premiada com a Justiça.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Palocci e a construtora Odebrecht teriam estabelecido um “amplo e permanente esquema de corrupção” entre 2006 e 2015. O esquema envolveria o pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores (PT). Os procuradores do MPF afirmam que o ex-ministro teria atuado de modo a garantir que a empreiteira vencesse licitação da Petrobras para a contratação de 21 sondas.

Entre os denunciados no processo aparecem também o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, o ex-marqueteiro do PT João Santana, a publicitária Mônica Moura, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e João Carlos Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil.

À época em que foram feitas, as prisões foram criticadas pela defesa de Palocci. Os advogados disseram que tudo ocorreu no estilo “ditadura militar”, de maneira secreta, e negaram as acusações, que consideraram vazias. O diretório nacional do partido classificou o fato como espetáculo pré-eleitoral, já que aconteceu seis dias antes das eleições municipais.

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