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Ataque em Suzano: bullying era frequente nessa escola, diz ex-professor

Ex-professor diz que era praticamente impossível trabalhar em uma escola com sala de 50 alunos, sendo que comportaria cerca de 30.

Autor: R7 com redação RIC Mais
'O bullying era constante. Era praticamente impossível trabalhar em uma escola com sala de 50 alunos, sendo que comportaria cerca de 30.Foto:Fabíola Perez/R7
'O bullying era constante. Era praticamente impossível trabalhar em uma escola com sala de 50 alunos, sendo que comportaria cerca de 30.Foto:Fabíola Perez/R7

O professor Edilson Castilho Tavares, que trabalhou até 2015 na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (Grande SP), disse que a prática de bullying era comum nas salas de aula. "O bullying era constante. Era praticamente impossível trabalhar em uma escola com sala de 50 alunos, sendo que comportaria cerca de 30. Me lembro de um aluno que desmaiou e foi chamado o Samu, e quando o Samu chegou acharam comprimidos entorpecentes ao lado do vaso sanitário", relembra o professor.

Segundo ele, a escola fica na região central da cidade, mas, é muito procurada por pais, para matricular os filhos, por ter curso de idiomas, e recebe alunos de diversos lugares. “A escola recebe alunos de todas as classes sociais, por isso, as salas são superlotadas”, afirma.

Sobrevivente disse que se escondeu na cantina

A aluna Kelly Milene Guerra Cardoso, 16 anos, disse que no momento do ataque, estava comendo no pátio quando ouviu o barulho dos disparos. Junto com amigos, correu para a cantina para se esconder. De acordo com ela, os atiradores queriam matar quem fez bullying com eles, mas saíram atirando em todo mundo.

A sobrevivente disse que cerca de 60 alunos ficaram sentados no chão próximos a ela, na tentativa de escapar do massacre. "Vi os corpos, meus amigos estão em estado grave.Tenho meu amigo Samuel, que é como se fosse um irmão, hospitalizado porque levou um tiro próximo a cabeça", conta a jovem que escapou do massacre.

Funcionária ficou frente a frente com um dos atiradores

Segundo uma funcionária da sala de leituras da escola, que ficou de frente com o atirador mais jovem, de 19 anos, o rapaz estudou no local e sofria problemas psiquiátricos, e que só não morreu porque o rapaz tinha uma relação afetiva com ela.

Vídeo mostra pânico de estudantes após massacre

No local, um vídeo gravado por uma testemunha mostra momento de pânico após o massacreNas imagens, alguns corpos são registrados, além de gritos e desespero por parte dos adolescentes. 

Segundo a corporação, oito vítimas morreram no local e outras duas vieram a óbito no hospital.Além disso, foram confirmados 17 indivíduos feridos. Segundo informações da PM, os atiradores estavam encapuzados, e invadiram a escola efetuando os disparos. 

Jovens invadem escola e atiram contra alunos

Dois atiradores entraram na Escola Estadual Professor Raul Brasil, na manhã desta quarta-feira (13), em Suzano, a 50 km de distância de São Paulo, e dispararam contra estudantes e uma funcionária. Segundo informações iniciais da Record TV, dois adolescentes encapuzados teriam invadido a escola atirando. Dez jovens morreram e 23 ficaram feridos.

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