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Caso Daniel

Vaza áudio trocado entre policial e assassino confesso do jogador Daniel

Na mensagem, o investigador da Polícia Civil orienta Edison Brittes a como proceder depois do crime

Autor: Redação RIC Mais
O áudio comprova a ligação entre Edenir Canton e Edison Brittes.(Foto: Montagem/RIC Mais)
O áudio comprova a ligação entre Edenir Canton e Edison Brittes.(Foto: Montagem/RIC Mais)

A RICTV Curitiba | Record PR teve acesso a um áudio enviado pelo investigador da Polícia Civil Edenir Canton, conhecido como Gaúcho, para Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Corrêa, depois do crime. Na mensagem, o policial dá orientações ao acusado sobre qual advogado contratar para defendê-lo pelo assassinato.

Edison Brittes, sua esposa Cristiana Brittes, sua filha Allana Brittes e outros três jovens estão presos preventivamente por envolvimento com o assassinato do jogador.

Mensagens

Áudio enviado pelo policial para Edison Brittes. (Foto: Reprodução/RICTV)

EDENIR CANTON: “Oi, Juninho, sou eu: Gaúcho! Não vai atrás do Dalledone, venha aqui! Passa aqui, nós vamos conversar… Tem que montar uma estratégia técnica”.

Em um segundo áudio, ao que tudo indica, o Edison Brittes, vulgo Juninho Riqueza, parece ter seguido o conselho do amigo e tenta entrar em contato com outro advogado:

Áudio enviado por Edison Brittes para o advogado Pellizzete. (Foto: Reprodução/RICTV)

Rafael Pellizzete é o advogado que representa Canton em ações pelas quais o policial responde na Justiça. As acusações, inclusive, causaram a prisão do policial e seu afastamento temporário de corporação

Cláudio Dalledone Júnior, citado no áudio, é o advogado de defesa da família Brittes. Em coletiva de imprensa, ele chegou a afirmar que Daniel provocou a própria morte

A mensagem de áudio não é a primeira relação a vir à tona entre o investigador e o acusado pela morte do jogador: o veículo usado por Brittes foi cedido pelo policial. (Entenda abaixo)

Ligações suspeitas de Juninho Riqueza

Os áudios em questão não foram investigados pela Delegacia de Polícia Civil de São José dos Pinhais, que investigou o caso Daniel e já entregou o inquérito policial ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) sem citar nada a respeito.

Por seu lado, o Ministério Público determinou a abertura de uma nova investigação para entender as relações de Edison Brittes com policiais e traficantes. O promotor João Milton Salles, do MP-PR, afirmou durante entrevista, concedida no dia 19 de novembro, que os bens de Juninho Riqueza são de origem duvidosa. “Tudo tem origem estranha. [...] Há indícios de participação de Edison em outras atividades criminosas. Dado o histórico, origem, circunstâncias, tem que tomar providência de se investigar para ver a participação dele ou não com organização criminosa”, falou na ocasião.

Bens suspeitos do acusado

Durante o curso das investigações, foram descobertas ligações de Edison com inúmeras pessoas, entre elas traficantes e policiais:

Uma moto esportiva, de mil cilindradas, exibida nas redes sociais por Edison e a esposa está no nome de um traficante, preso pela Polícia Federal, condenado a mais de 30 anos de prisão.  

Casal Brittes utilizando a moto em nome de traficante. (Reprodução/RICTV)

O chip do celular utilizado por Brittes para ligar para a mãe de Daniel, e desejar os pêsames, pertencia a um homem morto por tiros de fuzil.

O carro usado para transportar o jogador dentro do porta-malas até o local onde foi morto - um Hyundai Veloster - está em nome de uma empresa chamada JR Materiais de Construção no Departamento de Trânsito do Paraná - DETRAN/PR. Essa empresa teria passado o veículo, por procuração, ao policial Edenir Canton e, Edenir, teria passado o carro, também por procuração, para Edison.

A JR Materiais de Construção tem sede em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, em novembro, a equipe da RICTV Curitiba chegou a ir até o endereço, mas não havia nenhum negócio funcionando no local. Uma das sócias da empresa, que consta nos documentos, foi localizada, mas a mulher afirmou só ter descoberto que seu nome era usado em uma sociedade quando teve problemas com o recebimento do Bolsa Família.

Em nota, a defesa do policial informou que o carro foi vendido para Brittes em junho de 2018. E que, desde esta data Gaúcho não tem qualquer vínculo com o referido bem. Contudo, não foi explicado qual a relação do policial com a empresa JR Materiais de Construção que consta como verdadeira dona do veículo no Detran.

O Hyundai Veloster estava na casa de Juninho Riqueza. (Foto: Reprodução/RICTV)

Até a carretinha do veículo de Edison está em nome de um homem preso por furto de veículos.

Posse de arma de fogo

Outro episódio suspeito ocorreu em junho de 2018, quando Edison Brittes foi detido pela Polícia Militar por posse ilegal de arma de fogo. Conforme o Boletim de Ocorrência, ele teve a ajuda de um tenente da PM que foi até a delegacia à paisana. Rocha, está lotado no 23º Batalhão na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), e o caso foi parar na Corregedoria da PM.

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