Curitiba

Teste de HIV: Anvisa registra primeiro exame de farmácia

O teste dará o resultado em até 20 minutos; o valor ainda será definido pelo fabricante.

O resultado aparecerá na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do HIV (Foto: Rovena Rosa, Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou esta semana o primeiro autoteste para detectar o HIV a ser comercializado em farmácia, como outros testes comuns. O Action, nome comercial do produto, será fabricado pela empresa Orangelife Comércio e Indústria e dará o resultado em até 20 minutos. O valor do teste será definido pelo fabricante.

A ideia do registro do autoteste do vírus da aids vinha sendo estudada desde 2015, ano em que a Anvisa havia regulado o registro de produtos para diagnóstico in vitro do HIV.

Assim como alguns aparelhos que são usados para a medição de glicose por diabéticos, o teste de HIV vem com um líquido reagente, uma lanceta específica para furar o dedo, um sachê de álcool e um capilar (tubinho para coletar o sangue). O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a aids.

Apesar de demonstrar 99,9% de sensibilidade e efetividade, o teste só poderá indicar a presença do vírus 30 dias depois da situação de exposição. Caso o teste dê positivo, a pessoa deve procurar um serviço de saúde. Em caso de resultado negativo, o teste deverá ser repetido após 30 dias.

A situação de exposição começa a contar a partir do momento em que a pessoa possa ter tido o contato com o vírus da aids, seja em uma relação sexual sem proteção ou com o compartilhamento de agulhas. O tempo de 30 dias é o período que organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar.

Se uma nova situação de exposição ocorrer após este período um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.

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Maconha entra na lista brasileira de plantas medicinais

Mudança abre caminho para que possa integrar a farmacopeia brasileira e para que fabricantes peçam registro de medicamentos que levam maconha

Nada muda a respeito do consumo da maconha (Georgia Army National Guard photo by Maj. Will Cox/Released) (Georgia Army National Guard photo by Maj. Will Cox/Released)

A Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, foi incluída na lista brasileira de plantas medicinais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com a Resolução 156 da diretoria colegiada do órgão. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do dia 8 de maio.

A planta entra agora na lista de interesse da indústria farmacêutica. A mudança abre caminho para que possa integrar a farmacopeia brasileira (publicação que detalha como sua fabricação deve ser feita) e para que fabricantes peçam registro de medicamentos que levam a substância em sua composição, em um segundo momento.

Nada muda, porém, em relação à legislação brasileira sobre o cultivo e o consumo. A inclusão não altera regras para importação de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha e não autoriza o uso imediato da Cannabis como planta medicinal.

Em janeiro, a agência aprovou o primeiro medicamento com substâncias derivadas da maconha no Brasil. Registrado como Mevatyl, o remédio é vendido em outros países com o nome de Sativex. Ele é indicado para o controle de sintomas da esclerose múltipla em pacientes que não respondem a outros tratamentos.

A agência também já permite a importação de produtos à base de canabidiol, em associação com outros canabinoides, entre eles o tetrahidrocanabinol. Para tanto, é preciso que a pessoa física apresente o pedido, acompanhado da prescrição de profissional. A autorização excepcional tem prazo de um ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Curitiba abre 25 postos no sábado para vacinação da gripe; confira locais

Saiba quais os grupos têm direito à vacinação gratuita

Doses estão disponíveis para pessoas mais suscetíveis a desenvolver complicações (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Quem está nos grupos indicados para tomar vacina terá, no dia da mobilização nacional, mais uma oportunidade para se imunizar. Os postos de saúde estão abertos para vacinação nos dias úteis, mas neste sábado (13) a Secretaria Municipal da Saúde manterá em funcionamento 25 unidades, das 8h às 17h, em todas as regiões da cidade. A vacinação continua nos horários normais, de segunda a sexta-feira, em todos os 110 postos de saúde, até 26 de maio.

O D da vacinação para a gripe ajuda quem não tem tempo durante a semana para se vacinar ou levar um familiar até o posto. “Geralmente pais aproveitam essa data para trazer seus filhos, sem precisar alterar a rotina, ou mesmo algum parente idoso”, comentou Caroline Kresbsbach, diretora do Centro de Epidemiologia, da Secretaria.

A vacina desta campanha é trivalente, com componentes dos vírus H1N1, H3N2 e B. As doses estão disponíveis nos postos de saúde para pessoas mais suscetíveis a desenvolver complicações devido ao vírus.

A vacina estará disponível para os seguintes grupos:

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos 11 meses e 29 dias);
Gestantes;
Puérperas (até 45 dias após o parto);
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativas;
População privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional;
Trabalhadores da saúde;
Povos indígenas;
Idosos com 60 anos ou mais;
Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
Professores das escolas públicas e privadas.

Todas as regionais da Secretaria da Saúde terão unidades abertas para vacinação. “Os postos de saúde foram escolhidos para abranger a maior área da capital, para comodidade dos usuários”, explicou Caroline.

Campanha

Até terça-feira (9), 274.860 pessoas haviam sido vacinadas na rede de Secretaria da Saúde, em Curitiba, o que corresponde a 57,9 % do público alvo da campanha. Os idosos foram a parcela da população mais vacinada, com 152.034 imunizados ou 75% do total estimado. As crianças vêm em seguida, com 39.837 vacinas aplicadas, correspondente a 39,2%. Também foram vacinadas 8.186 gestantes (44%), 3.559 puérperas (116,3%) e 14.838 profissionais da saúde (28%). Foram aos postos de saúde 16.304 professores e 38.958 doentes crônicos.

Neste sábado, estarão abertos para vacinação os seguintes postos de saúde:

PS CAMPINA DO SIQUEIRA - Rua General Mario Tourinho, 1.684 esquina com Martim Afonso – Campina do Siqueira
PS SANTA FELICIDADE - Avenida Via Vêneto, 10 - Santa Felicidade
PS PILARZINHO - Rua Amauri Lange Silvério, 1.251-Pilarzinho
PS BAIRRO ALTO-Rua Jornalista Alceu Cichorro, 314 - Bairro Alto
PS BACACHERI - Av. Erasto Gaertner, 797 - Bacacheri
PS MENONITAS - R. Domício da Costa, 52 - Xaxim
PS XAXIM - R. Batista Costa, 1.163 - Xaxim
PS VILA HAUER - R. Waldemar Kost, 650 - Hauer
PS VILA GUAÍRA - Rua São Paulo s/n° esquina com Rua Augusto de Mari - Guaíra
PS CONCÓRDIA - R. Dilermando Pereira de Almeida, 700 - Pinheirinho
PS VILA LEÃO - R. Primo Lourenço Tosin, s/n – Novo Mundo
PS CAMARGO - R. Pedro Violani, 364 - Cajuru
PS OUVIDOR PARDINHO - Rua 24 de Maio s/n - Praça Ouvidor Pardinho - Rebouças
PS MÃE CURITIBANA - Rua Jaime Reis, 331 – São Francisco
PS CAPANEMA - R. Manoel Martins de Abreu, 25 – Prado Velho
PS NOSSA SENHORA APARECIDA - R. Antônio Schwartz, 35 – Sítio Cercado
PS SAMBAQUI - R. Roberto Dala Barba, 44 - Sítio Cercado
PS BAIRRO NOVO - R. Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado
PS OSWALDO CRUZ - R. Pedro Gusso, 3.497 - CIC
PS VILA VERDE - R. Emílio Romani, 200 - CIC
PS VILA SANDRA - R. Araranguá, 189 - CIC
PS BARIGUI - R. Arthur Martins Franco, 5.516 - CIC
PS MONTEIRO LOBATO - R. Olívio José Rossetti, s/n - Tatuquara
PS MORADIAS DA ORDEM - R. Jovenilson Américo de Oliveira, 240 - Tatuquara
PS DOM BOSCO - R. Ângelo Tozin, 100 – Campo do Santana

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