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Pesquisa: 9 em cada 10 mulheres querem decidir quando menstruar

Levantamento também mostra que 55% não gostam de ficarem menstruadas

Autor: Redação RIC Mais
Foto: Gabi Sanda, Pixabay
Foto: Gabi Sanda, Pixabay

Menstruar pode ser sinônimo de inconveniência para muitas mulheres, já que pode provocar TPM com inchaço, cólicas, oscilações de humor. Há quem prefere não ter menstruação ou mesmo ter autonomia de quando terá. Mas não sabem bem como isso deve ser feito.

Pesquisa realizada pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em parceria com a Bayer, mostrou que 89% das brasileiras se sentiriam confortáveis em poder decidir quando menstruar. Para o levantamento, foram entrevistadas 2.004 mulheres de oito capitais brasileiras, entre 18 e 35 anos.

O mesmo estudo mostrou que 85% das mulheres menstruam todo o mês. E dessa parcela, 55% declarou não gostar, especialmente porque sente incômodo e desconforto (52%) e tem muita cólica (46%).

Caso seja a opção da mulher, “existem diversos métodos que podem manipular o ciclo menstrual ou fazer com que seja interrompido”, conforme explicou o ginecologista e obstetra José Bento.

— Evitando, consequentemente, sintomas da TPM, oscilações de humor, cólica forte, melhorando a qualidade de vida da mulher. Lembrando que deve haver uma avaliação de cada caso pelo ginecologista, para que sejam definidas as opções de acordo com o cenário.

Entre os diferentes métodos para suspensão da menstruação estão o DIU com hormônio ou uso da pílula de maneira contínuo, segundo o presidente da Febrasgo, César Fernandes.

Entre as vantagens do anticoncepcional estão melhora da pele, redução de pelos, influência positiva sobre humor e qualidade de vida, eficácia, possibilidade de controlar a duração dos ciclos e reduzir a quantidade de episódios de sangramento.

Porém, há contraindicações para uso da pílula como para “mulheres que já tiveram cânceres que dependem de hormônio, como tumor de ovário e de endométrio”.

— Para mulheres que tiveram doença grave no fígado, como cirrose, também não é recomendado. Também àquelas que têm diabetes de difícil controle, mulher com antecedência de trombose. Nós prescrevemos as pílulas para mulheres jovens, entre 18 e 35 anos, e saudáveis. É raro mulher nessa idade ter hipertensão, por exemplo.

Por isso, é importante lembrar que a escolha deve ser feita sempre depois de uma conversa com um médico especialista.

“Me contorcia de dor”

Cólica forte foi o que levou a atriz e apresentadora Fernanda Souza a tomar anticoncepcional. Ela relembra que ficou menstruada pela primeira vez aos 13 anos e sempre sofreu com dores fortes, até precisar tomar pílula para controlar o problema.

—  Comecei a tomar pílula por causa das cólicas fortes que eu tinha. Lembro que eu era novinha e não conseguia gravar [novela] porque me contorcia de dor. Tinha dor de parar no hospital e tomar remédio na veia.  Se eu puder ter o controle de quando vou menstruar, é melhor.

A cantora Karol Conka não sofre com tantas cólicas como Fernanda. Mas conta que não suporta o incômodo de ficar menstruada, principalmente porque não é uma mulher regulada. Como usa roupas mais cavadas, ela conta que sofre com as chegadas sem aviso prévio da menstruação.

— Teve um dia que precisei mudar o look do show porque a menstruação veio dois dias antes do que eu estava pensando. Era um macacão cavado e aparecia tudo. Também já passei por situação de levantar da cadeira de ter uma marca lá, muito constrangedor.

Sem menstruar por até 120 dias

Se você quer ficar até 120 dias sem menstruar e sem precisar emendar cartelas de pílula, há uma nova opção de anticoncepcional no mercado. A Bayer lançou nesta quarta-feira (22) o primeiro contraceptivo oral de baixa dosagem que permite a mulher programar sua menstruação: o Yaz Flex.
 
Ele funciona em duas fases: a obrigatória e a flexível. Na primeira, a mulher ingere 24 pílulas consecutivas. Na segunda, a mulher controla quantas menstruações quer ter no ano de acordo com suas vontades ou rotina, podendo menstruar no mínimo três vezes no ano.

A pausa é de quatro dias. Segundo o presidente da Febrasgo, é recomendável que se faça uma parada em, no máximo, após o período de 120 dias para não ocorrer escapes.

App é bula e ajuda no esquecimento

Apesar do ciclo flexível parecer ser inédito, ele é exatamente a cópia da boa e velha técnica de emendar cartelas para evitar a menstruação.

O mais interessante é que, junto ao produto, foi lançado o aplicativo Yaz Flex que ensina as mulheres o que elas devem fazer no caso de esquecerem de tomar a pílula, conforme explicou o gerente de marketing da Bayer, Cleidson Marques. O app tem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

— O aplicativo mostra as mais diversas situações que a mulher passa no dia a dia. Tem alertas do horário do remédio e até recalcula mudanças quando a paciente troca de fuso, por exemplo, quando viaja ao exterior.

A cartela com 30 comprimidos do medicamento custa em média por R$ 70. Há programas de descontos para compras acima de três cartelas que garantem descontos.

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