Curitiba

Grávida com morte cerebral dá à luz gêmeos após 123 dias internada

A jovem gestante foi mantida por aparelhos desde de outubro e, após o nascimento dos bebês, seus órgãos foram doados

Frankielen Zampoli tinha uma filha e esperava gêmeos antes de sofrer um AVC. (Foto: Reprodução/Facebook)

Na madrugada desta quarta-feira (22), a equipe de reportagem da RICTV acompanhou uma história de amor e de luta pela vida: a de uma jovem de 21 anos, grávida de gêmeos, que teve morte cerebral, depois de um acidente vascular.

Frankielen Zampoli já era mãe de uma menina quando foi internada em outubro do ano passado, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Os médicos fizeram de tudo para salvá-la, mas a morte cerebral da jovem foi constatada. Como ela estava grávida, os familiares e a equipe médica decidiram mantê-la viva na tentativa de salvar os bebês.

Foram 123 dias de espera. Nesta semana, os bebês nasceram de 27 semanas e permanecem na incubadora. O casal de gêmeos foi batizado com nomes bíblicos: Asaphe e Anna Vitória.

Mesmo depois de meses de sofrimento e diante da dor de perder a mulher, o pai dos bebês se viu diante de mais uma decisão de amor: Muriel Padilha autorizou a doação dos órgãos de Frankielen.

A cirurgia para transplante do coração, fígado, pâncreas e rim aconteceu entre a noite e a madrugada desta quarta-feira e mobilizou as equipes médicas. Uma ambulância com os órgãos deixou o Hospital do Rócio pouco depois da 1h da madrugada, para dar vida a outras pessoas.

O fígado e o pâncreas estavam inaptos para doação. O rim foi encaminhado para a Central Nacional de Doadores e já tem um receptor compatível no Rio Grande do Sul. O coração foi recebido por um paciente que está internado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul.

Um trecho da reportagem do Balanço GeralCuritiba mostra a realização de uma ultrassonografia alguns dias após a morte de Frankielen.

O pai dos bebês contou sobre a expectativa da gravidez e a felicidade do casal ao descobrir que a mulher esperava gêmeos. Ele disse à reportagem que quer conhecer as pessoas que vão receber os órgãos da esposa. "Ficaram três filhos pra eu cuidar. Ela poderia ter ido junto com as crianças, mas Deus deixou os bebês pra mim. Eu quero que meus filhos falem 'obrigado, papai'".

O corpo de Frankielen foi seputado nesta tarde na cidade de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, onde ela morava com a família.

Assista à reportagem:

 

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Empresa esclarece que lote de molho de tomate inadequado já foi recolhido

Segundo a Anvisa, o laudo "apresentou resultado insatisfatório ao detectar matéria estranha indicativa de risco à saúde humana, pelo de roedor, acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente"

Foto: Ilustrativa

A Quero Alimentos informou na manhã desta segunda-feira (20), por meio de nota, que a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibindo a comercialização de um lote de extrato de tomate fabricado pela empresa refere-se a um caso de meados do ano passado e que "já tomou as providências aplicáveis para retirar todo o referido lote do mercado em agosto de 2016, quando tomou ciência do ocorrido".

Resolução da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União (DOU) e divulgada mais cedo, proibiu a venda e a distribuição de um lote do extrato de tomate da marca Quero, fabricado pela Heinz Brasil, após laudo que constatou presença de pelo de roedor no produto.

Segundo a Anvisa, o laudo "apresentou resultado insatisfatório ao detectar matéria estranha indicativa de risco à saúde humana, pelo de roedor, acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente". A punição foi sobre o "lote L. 11 07:35 do produto extrato de tomate da marca Quero, produzido por Heinz Brasil S.A".

A Quero Alimentos afirmou que a publicação do Diário Oficial desta segunda foi um ato meramente protocolar e ressaltou que, nos últimos anos, fez grandes investimentos em novas tecnologias para aumentar ainda mais a qualidade do tomate no campo e de seus produtos - e que os rigorosos controles no processo produtivo garantem a eliminação de qualquer risco ou prejuízo à saúde".

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Diminuem casos de doenças transmitidas pelo 'Aedes' no Brasil

No caso da dengue, por exemplo, janeiro deste ano teve cerca de 10% do total de casos do mesmo período em 2016

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom, ABr

O Brasil registrou uma queda significativa de casos de dengue, zika e chikungunya neste ano em comparação com o mesmo período de 2016. Foram contabilizados em janeiro 21.174 pacientes com dengue. A marca é 10 vezes menor do que o notificado ano passado: 212.510 casos.

A chikungunya, por sua vez, foi responsável por 3.754 notificações, bem menos do que os 15.420 reportados em 2016. A zika causou 316 infecções. Em janeiro do ano passado, haviam sido contabilizados 30.683 registros.

De acordo com o Ministério da Saúde, os números apresentados no boletim deste ano poderão ser atualizados. Não há, no entanto, expectativa da pasta de que haja uma mudança muito significativa dos indicadores apresentados nesta sexta.

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