Curitiba

Baleia Azul: casos suspeitos do jogo são registrados na RMC

Duas pessoas com braços mutilados admitiram participação no jogo, em Campina Grande do Sul. Jovem que caiu de viaduto em Almirante Tamandaré negou tentativa de suicídio

(Foto: Paulo Fischer/RICTV)

*Com informações do repórter Marcelo Borges, da RICTV Curitiba

Um adolescente de 15 anos e uma jovem de 20 anos deram entrada no hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 20h30 dessa quarta-feira (20), com os braços mutilados. Ambos teriam admitido a participação no jogo Baleia Azul.

A jovem, que também tentou suicídio com uso de medicamentos, foi liberada no final da noite. O adolescente fugiu da unidade de saúde antes mesmo da chegada da polícia e de familiares.

Funcionários do hospital não quiseram se manifestar ou repassar mais detalhes sobre os dois casos. Uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde foi avisada e está apurando as duas tentativas de suicídio.

Queda de viaduto

No terceiro caso do mesmo dia, por volta das 21h, uma adolescente de 16 anos caiu de um viaduto enquanto conversava com duas amigas, em Almirante Tamandaré. Motoristas que passavam pelo Contorno Norte encontraram a vítima ferida e acionaram o Corpo de Bombeiros.

Ao socorrista, a menina negou tentativa de suicídio e disse que estava sentada sobre o viaduto quando se desequilibrou e caiu. Ela sofreu ferimentos principalmente nas pernas e foi lecada ao hospital Cajuru.

Segundo moradores, alguns jovens costumam ficar no viaduto, mas não no local onde a adolescente estava sentada, com a altura de aproximadamente 15 metros.

As amigas da adolescente que sofreu a queda não foram localizadas pela polícia. Assista à reportagem:

Casos em Curitiba

Na capital paranaense, pelo menos oito adolescentes foram atendidos nas UPAs, entre terça (18) e quarta-feira (19), por tentativas de suicído. Os pacientes tinham automutilação e, após atendimento, foram encaminhados para acompanhamento em Centro de Atenção Psicossocial (Caps), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. 

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Secretaria de Saúde de Cascavel confirma segunda morte por gripe no Paraná

Homem de 50 anos morreu no último domingo em Cascavel e era morador de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina

Homem de 50 anos é a segunda vítima da gripe no Paraná (Foto: Zeca Filho)

A Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel, na região oeste do Paraná, confirmou nesta quarta-feira (19) o primeiro caso de morte por gripe na cidade este ano. A vítima é um homem de 50 anos que mora em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, mas estava de passagem pela cidade quando procurou o sistema de saúde. Esta é a segunda morte por gripe no Paraná em 2017.

A primeira vítima da doença no Estado foi uma idosa de 79 anos, que morreu em fevereiro na cidade de Maringá, na região noroeste. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a paciente não havia tomado a vacina contra a gripe e foi diagnosticada com o vírus Influenza B.

A vítima de Cascavel era motorista de ônibus e foi atendido da UPA do Bairro Veneza. Ele era diabético e foi transferido para o Hospital Universitário, onde morreu no domingo (16). Os exames confirmaram o vírus Influenza H3N2.

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Baleia Azul: tentativas de suicídio entre adolescentes sobe para oito

Os adolescentes, atendidos nas UPAs entre terça e quarta, foram encaminhados para acompanhamento em Centro de Atenção Psicossocial (Caps)

A Secretaria de Saúde alerta pais e responsáveis por crianças e adolescentes sobre o “jogo” Baleia Azul, que propõe 50 desafios aos participantes e sugere o suicídio como última etapa. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

A Secretaria de Saúde alerta pais e responsáveis por crianças e adolescentes sobre o “jogo” Baleia Azul, que propõe 50 desafios aos participantes e sugere o suicídio como última etapa. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Além das cinco tentativas de suicídio de adolescentes na madrugada de terça-feira (18), outros três casos de automutilação foram registrados em Curitiba; dois na tarde de ontem e um na manhã desta quarta-feira (19), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Os pacientes atendidos nas UPAs de Curitiba têm entre 13 e 17 anos e foram encaminhados para acompanhamento em Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Segundo a pasta, em todos os casos havia sinais de automutilação e ingestão de medicamentos. "Orientamos que pais e responsáveis conversem com os adolescentes e fiquem atentos a sinais de isolamento, perda de vínculo familiar, comportamento agressivo e quadros de automutilação", diz o secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho. De acordo com o Baracho, os postos de saúde são a porta de entrada no sistema para aquelas famílias que precisam de ajuda. Caso seja necessário, o posto pode direcionar para atendimento de saúde mental em Caps ou outro serviço especializado, de acordo com a gravidade do caso.

O secretário alerta também pais e responsáveis por crianças e adolescentes, além dos profissionais da educação e da saúde, sobre o  “jogo” Baleia Azul, que propõe 50 desafios aos participantes e sugere o suicídio como última etapa. 

Ainda não há confirmação se os casos registrados na capital parananesne têm relação com o jogo, mas eles serão investigados pela prefeitura. Além disso, a administração municipal disse que vai desenvolver atividades de prevenção ao suicídio nas escolas com estudantes adolescentes, faixa etária alvo do jogo. A ação envolve as secretarias municipal e estadual de Educação.

É preciso falar sobre suicídio

O psiquiatra Ricardo Manzochi Assme visitou o estúdio da RICTV, na manhã desta quarta-feira (19), e falou sobre as causas psicológicas que podem levar os adolescentes a entrarem no jogo "Baleia Azul", que induz os participantes ao suicídio. Confira:

Jogo macabro

No "jogo" Baleia Azul (blue whale, em inglês), os adolescentes relatam receber mensagens em redes sociais com tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados "curadores", propõe 50 desafios macabros, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados no corpo e fingir estar doente.

O Baleia Azul começou como “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia e se espalhou a partir de 2015. Mesmo sendo falsa, a notícia gerou um contágio, principalmente entre os jovens. De acordo com especialistas, o jogo não existia, mas com a grande repercussão da notícia, pode ter passado a existir.

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