Curitiba

ANS suspende venda de 31 planos de saúde de 10 operadoras

ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro e considerou 14.138 queixas para análise

Imagem: Fotos Públicas

*Por Maiana Diniz, da Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (30) a lista dos 31 planos de saúde de 10 operadoras que terão a comercialização suspensa devido a reclamações recebidas no terceiro trimestre de 2017 relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento. A medida entra vigor no dia 8 de dezembro e garante que os 167,7 mil beneficiários dos planos suspensos neste ciclo continuem a ter assistência regular. A lista de planos com comercialização suspensa pode ser acessada aqui.

A ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro e considerou 14.138 queixas para análise. No período, 92% das reclamações foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que busca uma solução mais rápida do problema. Os casos não resolvidos viram processos contra as operadoras e também são contabilizados para a suspensão da comercialização.

A suspensão está prevista pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de garantir atendimento de qualidade aos beneficiários. A ANS monitora as reclamações feitas pelos usuários e a cada três meses identifica as operadoras e planos com maior número de reclamações assistenciais, levando em conta também o número de beneficiários e a segmentação assistencial. Após suspensos, os planos afetados só podem voltar a ser comercializados para novos clientes se comprovarem a melhoria no atendimento.

Neste ciclo, 27 planos de saúde de sete operadoras que comprovaram melhoria nos serviços prestados foram reativados ou parcialmente reativados. A lista dos planos totalmente liberados para comercialização pode ser acessada aqui.

Transparência

As informações sobre o programa de monitoramento por operadora são públicas. O consumidor pode conferir o histórico das empresas antes da compra e saber se ela teve planos suspensos ou reativados. Além disso, é disponibilizado um panorama geral com a classificação de todas as operadoras

Quem busca informações sobre planos ou precisa entrar em contato com a ANS pode acessar os canais de atendimento da agência na internet ou ligar para 0800 7019656.

 

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Dengue: governo informa que vai manter estratégia de vacinação no Paraná

Anvisa alertou os estados sobre os possíveis riscos de vacinar pessoas que nunca tiveram dengue

Foto: AEN

A Secretaria de Estado da Saúde informou que vai manter a oferta da vacina contra a dengue nos 30 municípios definidos para receber a campanha desde 2016. O anúncio, feito nesta quarta-feira (29), é uma resposta à Nota da Anvisa recomendando que as pessoas não expostas ao vírus da dengue não devem ser vacinadas.

A Anvisa suspeita que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença depois de tomar a vacina.

“A possibilidade existe no caso de pessoas soronegativas (que nunca entraram em contato com o vírus) serem vacinadas e posteriormente serem expostas ao vírus da dengue, ou seja, após a picada de um mosquito infectado. A vacina em si não desencadearia um quadro grave da doença nem induzia ao aparecimento da doença de forma espontânea. Para isso, é necessário o contato posterior com o vírus da dengue por meio da picada de um mosquito infectado”, diz o comunicado da Anvisa. A agência informou ainda que a suspeita ainda não é conclusiva.

“Essa nota da Anvisa reforça a estratégia adotada pelo Estado, que ofereceu a vacina somente nos 30 municípios que concentravam 82% dos casos registrados no Paraná, 91% dos casos graves e 87% das mortes por dengue. São as cidades que enfrentaram epidemias consecutivas, com alta circulação viral e que registraram grande magnitude de casos”, esclareceu o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

O secretário ressalta que 80% dos casos de primeira infecção por dengue é assintomática, ou seja, a pessoa não identifica a doença. Portanto, mesmo aqueles que não tiveram o diagnóstico de dengue, mas vivem em cidades endêmicas, podem ter tido contato com o vírus, o que reforça a decisão do Paraná em vacinar nos municípios selecionados.

De acordo com a Secretaria de Saúde, as evidências científicas apresentadas pela empresa produtora demonstram claramente que a vacina não causa dengue. “O risco encontrado no estudo aponta que a possibilidade de o indivíduo vacinado não previamente exposto ao vírus da dengue desenvolver a doença com sinais de alarme é 0,5% maior do que os indivíduos não vacinados e que nunca foram expostos ao vírus”, diz a diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani. A médica ressalta, no entanto, que todos os casos identificados de manifestações adversas tiveram recuperação total, com tratamento de rotina.

A Secretaria informa que realiza o monitoramento dos vacinados nos 30 municípios que receberam a campanha e não registrou nenhuma reação adversa grave. Somente foram notificadas reações locais leves.

Além da vigilância sobre reações adversas, a pasta afirma que está sendo feito o monitoramento cruzado entre vacinados e novos casos confirmados de dengue.

“Desde agosto de 2016, quando foi definida a campanha de vacinação, foram confirmados 1.061 casos no Paraná e nenhuma morte pela doença, sendo que somente 40 pessoas vacinadas foram notificadas com dengue leve sem confirmação laboratorial, apenas suspeita clínica. Isso representa 0,01% do total de vacinados” destaca a superintendente de Vigilância em Saúde, Julia Cordellini. No período epidemiológico anterior, entre agosto de 2015 e julho de 2016, o Paraná registrou 56.351 casos e 63 mortes por dengue.

A superintendente também destaca que estão sendo feitos estudos de efetividade e segurança da vacina nos 30 municípios que receberam a campanha.

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