Curitiba

Tiririca se despede da política: "Estou decepcionado com muitos de vocês"

Ele antecipou que não deve denunciar os colegas deputados, apesar da decepção com eles

Tiririca se despede da política: "Estou decepcionado com muitos de vocês" (Foto: Lula Marques/Fotos Públicas)

Deputado mais votado em São Paulo nas eleições de 2010, com 1,35 milhão de votos, e o segundo mais votado das eleições de 2014, com 1,01 milhão, atrás de Celso Russomano, Tiririca (PR) anunciou nesta quarta-feira (6) que deixará a política.

"Eu subo nessa tribuna pela primeira vez e pela última vez (...) porque estou abandonando a vida pública. E eu tô saindo triste para caramba, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso parlamento", declarou ele, que nunca havia discursado no plenário. "Eu, como artista popular que sou e político que estou, tô bem chateado. Não com os meus 7 anos aqui na política. Não fiz muita coisa, mas pelo menos fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo", prosseguiu. 

O deputado adiantou que não deve fazer denúncia específica dos colegas: "Eu jamais vou falar mal de vocês em qualquer canto que eu chegar e não vou falar tudo o que eu vi, tudo o que eu vivi aqui, mas eu seria hipócrita se saísse daqui e não falasse realmente que estou decepcionado com a politica brasileira, decepcionado com muitos de vocês", afirmou. 

Tiririca primeiro anunciou que renunciaria, mas depois disse que cumprirá seu mandato até o fim. 

Assista ao discurso de Tiririca.

 

 

 

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Mãe de Geddel e Lúcio teria papel ativo na lavagem de dinheiro

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a descreveu como uma senhora de idade com papel ativo e relevante na lavagem de dinheiro

Familiares foram acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa. (Foto: José Cruz/EBC/FotosPúblicas)

*Por Agência Estado via R7

Ao pedir a prisão domiciliar de Marluce Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima (ambos do PMDB), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a descreveu como uma senhora de idade com papel ativo e relevante na lavagem de dinheiro.

Marluce, de 79 anos, os dois filhos e mais três investigados — os ex-secretários parlamentares Job Ribeiro Brandão e Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho — foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

"Marluce tinha um papel ativo e relevante nos atos de lavagem. Apesar de ser uma senhora de idade, não se limitava a emprestar o nome aos atos e a ceder o closet. Era ativa", afirmou Raquel, referindo-se ao local de seu apartamento que supostamente emprestava para os filhos estocarem dinheiro ilícito.

Na acusação, a procuradora narrou que, a partir de 2011, a família Vieira Lima "comprovadamente avançou da primeira fase do ciclo de lavagem, a ocultação, para a segunda e terceira fases, dissimulação e integração".

Segundo Raquel, nesta época, Geddel demonstrou "interesse em investir no mercado imobiliário".

"A partir daí, Geddel, Lúcio e Marluce Vieira Lima passaram a repassar parte do dinheiro vivo oculto, de origem criminosa, aos empreendimentos imobiliários de Luiz Fernando Machado Costa Filho", afirma Raquel.

A procuradora-geral sustenta que as transações tinham como objetivo a "reintrodução disfarçada do ativo no meio circulante, o mercado imobiliário".

Raquel pediu ao Supremo Tribunal Federal, além da prisão domiciliar de Marluce, fiança de 400 salários mínimos para a matriarca Vieira Lima.

A procuradora-geral requereu ainda que Geddel, Lúcio, Marluce e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho paguem à União R$ 51 milhões de indenização por danos morais coletivos.

A reportagem tentou contato com a defesa da família Vieira Lima, mas não obteve retorno.

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Temer: há 'terrorismo inadequado' no que se fala sobre a Previdência

Presidente disse ainda que a essência da reforma é combater privilégios

Temer se mostrou confiante em relação ao avanço da Reforma no Congresso (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em discurso que antecedeu o almoço oferecido ao presidente da Bolívia, Evo Morales, que está em visita oficial ao Brasil, o presidente Michel Temer fez hoje (5) uma defesa da reforma da Previdência. Segundo Temer, há um “terrorismo inadequado” em relação às informações que circulam a respeito das regras propostas na reforma.

Temer disse a Morales que ele visita o Brasil em um momento de “profundas transformações”, quando se dialoga com o Congresso Nacional e com a sociedade a respeito da adequação das regras previdenciárias do país.

Segundo o presidente, o ponto central da reforma da Previdência é estabelecer a idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, mas é preciso esclarecer que essa idade será cumprida somente daqui a 20 anos, garantindo um longo período de transição.

“Ou seja, começa hoje com 55 anos [para homens e 53 para mulheres] e a cada dois anos aumenta um ano, portanto, uma transição extremamente suave para não agredir eventuais desejos e direitos de brasileiros”, disse.

De acordo com o presidente, muitas vezes espalha-se um “terrorismo inadequado” a respeito das regras da reforma. E exemplificou dizendo que aqueles que já adquiriram o direito à aposentadoria não precisam apressar-se para requerê-la. “Eles já têm o direito assegurado. Digo isso porque de vez em quando espalham: 'vão tomar sua aposentadoria'. É um terrorismo inadequado”. Temer disse ainda que a essência da reforma é “combater privilégios”.

O governo federal começou a veicular propagandas sobre a reforma da Previdência que chegaram a ser suspensas pela Justiça. A Advocacia-Geral da União recorreu e conseguiu decisão favorável ao retorno da exibição das peças publicitárias.

Otimismo sobre a votação

Após o almoço, Temer voltou a se manifestar sobre a reforma da Previdência e se mostrou confiante em relação ao seu avanço no Congresso. Para ele, a sociedade está começando a compreender o significado e a importância da reforma.

“Estou muito otimista por várias razões. Primeiro, porque a imprensa está apoiando. Segundo, porque houve a compreensão do que é a reforma da Previdência. Terceiro, porque a sociedade já está admitindo e tendo a absoluta convicção de que é indispensável. E porque eu sinto uma sensibilização muito maior com os nossos deputados e senadores”, afirmou.

O texto da reforma da Previdência enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente Temer e ministros têm articulado com deputados da base a apoio do governo pela aprovação da reforma.

Temer ainda sinalizou que a reforma vai a voto na Câmara quando o governo conseguir os 308 votos necessários para a aprovação. Ele acredita que será ainda esse ano. “Acho que vai ser agora, pelo que estou sentindo”, disse o presidente.

Ainda durante o evento no Itamaraty, Temer explicou que a aprovação da reforma poderá oxigenar os cofres do país e, com isso, o governo poderia dar liberar mais R$ 3 bilhões para os municípios. “Neste ano estamos entregando R$ 2 bilhões e agora estamos dizendo: se a [reforma da] Previdência for aprovada, evidentemente a economia dará um novo salto, porque salto ela já deu. E com esse novo salto podemos prestigiar mais ainda os municípios. Já falamos isso aos deputados e senadores para articular suas bases”.

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