Curitiba

Menção a Michel Temer é destaque mundial no Twitter

O nome do presidente é um dos assuntos mais comentados na rede social, com quase 200 mil menções de internautas

O presidente está entre os trending topics no Twitter (Foto: Dida Sampaio, Estadão Conteúdo)

O nome do presidente Michel Temer é um dos assuntos mais comentados no Twitter mundial na tarde desta quinta-feira, 18, com 176 mil menções de internautas.

Com isso, a menção ao presidente da República estava em quarto lugar entre os assuntos mais comentados na rede social na tarde desta quinta, junto com a hashtag "BrasiliaofCards", um trocadilho com a série "House of Cards", focada no universo político americano.

Dentro dos assuntos mais comentados pelos internautas no Brasil, a frase "Temer vai renunciar" ainda ganha destaque, em parte vinda de mensagens escritas antes do pronunciamento do presidente no Palácio do Planalto.

PMDB usa hashtag em defesa do presidente

Após as denúncias de que o presidente Michel Temer teria agido para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ambos filiados ao PMDB, o partido lançou uma série de vídeos em suas redes sociais com a hashtag #OBrasilnaopodeparar, em apoio ao governo Temer.

A hashtag acompanha vídeos de personalidades como o senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Eles defendem que o Brasil prossiga com as reformas propostas pelo governo federal e que as denúncias sejam esclarecidas.

A menção foi utilizada em outras ocasiões por partidos como o PT como durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010.

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A renúncia do presidente Michel Temer era especulada antes do pronunciamento (Foto: Reprodução/Record TV)

Em pronunciamento em rede de rádio e TV na tarde desta quinta-feira (18), o presidente Michel Temer (PMDB) voltou a negar que tenha dado aval para dono da JBS pagar pelo silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato em Curitiba. "Não renunciarei", disse ao final do discurso.

Visivelmente irritado, o presidente se referiu às gravações da Polícia Federal, citadas pelo jornalista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, como "clandestinas".

Temer afirmou que não precisa de foro especial e que não tem nada a esconder. "Sempre honrei meu nome." O presidente negou ainda que tenha autorizado que o empresário da JBS, Joesley Batista, a comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. "Nunca autorizei que utilizassem meu nome indevidamente. Quero registrar enfaticamente que a investigação pedida pelo STF será peremptória onde surgirão todas explicações. Mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com estes fatos", completou.

O presidente justificou a demora em se pronunciar. Disse que estava esperando os áudios do empresário que "até o momento não conseguiu". "Ressalto que só falo agora dos fatos de ontem porque tentei conhecer primeiramente o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei oficialmente ao Supremo Tribunal Federal acesso a estes documentos. Até o presente momento, não consegui" disse.

Temer não citou o nome de Joesley nem de Cunha e justificou que ouviu de "um empresário" um relato de auxílio à família do parlamentar. "Não solicitei que isso acontecesse e somente tive conhecimento deste fato nesta conversa pedida pelo empresário", afirmou. "Em nenhum momento, autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima, exata e precisamente por que não temo nenhuma delação", afirmou.

O presidente disse ainda que exige investigação "plena e muito rápida para esclarecimentos ao povo brasileiro". "Não podem tardar as investigações". "Esta situação não pode persistir por muito tempo. Não podem tardar as investigações. Tanto esforço e dificuldades superadas. Meu único compromisso é com o Brasil. Só este compromisso que me guiará", finalizou.

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Ministro Edson Fachin atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer

Presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento às 16h (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), a pedido da Procuradoria-Geral da República, em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro, por tentativa de obstrução das investigações na Operação Lava Jato.

Os donos da JBS, Joesley Batista e seu irmão Wesley Batista, gravaram uma conversa em que o presidente Michel Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17), pelo colunista do jornal O Globo Lauro Jardim. O Estadão confirmou as informações e a homologação - que dá validade legal às informações informadas pelos delatores.

A conversa com Temer teria ocorrido no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, residência do presidente. No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. "Tem que manter isso, viu?", disse Temer a Joesley, segundo relatou O Globo.

Em nota, na noite da quarta-feira, o Palácio do Planalto afirmou que "Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar". "O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias."

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