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Operação Integração

Beto Richa se torna réu por corrupção passiva e organização criminosa

A operação investiga o pagamento de propina para Carlos Alberto Richa e outros agentes públicos por empresas de pedágio no Paraná

Autor: Redação RIC Mais
Carlos Alberto Richa estava preso desde o dia 25 de janeiro, após um pedido do Ministério Público Federal (Foto: Ricardo Almeida/ANPr)
Carlos Alberto Richa estava preso desde o dia 25 de janeiro, após um pedido do Ministério Público Federal (Foto: Ricardo Almeida/ANPr)

A Justiça aceitou a denúncia e o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) se tornou réu por organização criminosa e corrupção passiva pela Operação Integração neste domingo (10).

A operação investiga o pagamento de propina para Carlos Alberto Richa e outros agentes públicos por empresas de pedágio no Paraná. Outras nove pessoas também foram denunciadas pelos mesmos crimes.

Operação Integração

Beto Richa teve a prisão preventiva cumprida na manhã do dia 25 de janeiro de 2019, em um desdobramento da 'Operação Integração'. A prisão foi decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. Além dele, Dirceu Pupu Ferreira também teve a prisão decretada no mesmo dia. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), após investigações da concessão de rodovias do Paraná.

Segundo a decisão, as investigações revelaram que André Richa, filho do ex-governador, foi beneficiado com pelo menos R$ 2,5 milhões com recursos recebidos em dinheiro vivo, que foram usados para aquisição de, pelo menos três imóveis. Já Dirceu Pupu Ferreira, era considerado um homem da família, e mantinha relação próxima com os operadores Luiz Abi Antoun e Jorge Atherino, recebendo valores desta pessoa para usar em proveitos de familiares do ex-governador. 

Salvo-conduto em favor de Richa

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, deferiu, no dia 31 de janeiro de 2019, liminar em recurso em habeas corpus e determinou a libertação imediata do ex-governador do Paraná Beto Richa. O político está preso desde 25 de janeiro a pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

Na mesma decisão, o ministro expediu uma ordem de salvo-conduto em favor de Beto Richa e do seu irmão José Richa Filho para que eles não sejam presos cautelarmente no âmbito da Operação Integração II, exceto se demonstrada, concretamente, a presença de algum dos fundamentos admitidos pela legislação processual para a decretação de tal medida.

O recurso em habeas corpus foi pedido pela defesa em decorrência das Operações Piloto e Integração II, de competência da 23ª Vara Federal de Curitiba. O entendimento da primeira instância é que a prisão era necessária por conveniência da instrução processual, tendo em vista suspeitas de ações para dissuadir uma testemunha do caso.

Beto Richa preso na 'Rádio Patrulha'

No dia 11 de outubro de 2018, Beto Richa e sua mulher, Fernanda Richa, foram presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 'Rádio Patrulha' faz parte das investigações sobre o Programa Patrulha Rural, que recupera rodovias rurais.

Bloqueio de bens de ex-governador

A 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba determinou liminarmente no dia seis de dezembro de 2018, o bloqueio de bens do ex-governador do Paraná (no período 2011-2018), atendendo pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) em ação civil pública que requer a restituição de R$19.895.333,61 (em valores atualizados) gastos com propaganda irregular em 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando o político era prefeito da capital e pretendia concorrer às eleições de 2008.

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