Curitiba

Assista aos vídeos do interrogatório do ex-presidente Lula

O petista prestou esclarecimentos na sede da Justiça Federal do Paraná na tarde desta quarta-feira (13)

Esta foi a segunda vez que Lula falou diante do juiz Sérgio Moro (Foto: Reprodução)

O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na 13ª Vara Federal de Curitiba, durou aproximadamente duas horas. O petista prestou esclarecimentos na sede da Justiça Federal do Paraná na tarde desta quarta-feira (13).

Assista aos vídeos do depoimento:

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Ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho é preso pela PF

Detenção foi durante programa de rádio apresentado por ele

Ex-governador do Rio é réu na operação Chequinho (Foto: Renato Araújo/ABr/Arquivo)

* Com informações do R7

O ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (13), enquanto apresentava seu programa diário na Rádio Tupi, por volta das 10h30, em São Cristóvão, zona norte da cidade.

A transmissão do programa Fala Garotinho foi interrompida e um dos locutores chegou a dizer que o ex-governador tinha ficado sem voz.

"Nosso Garotinho até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi embora. A orientação médica é que ele pare de falar. Tem que se cuidar", afirmou.

Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão domiciliar, expedido pela Justiça de Campos. Os agentes da Polícia Federal estão conduzindo o ex-governador para o município, no norte fluminense, onde a medida será cumprida. A decisão estabelece ainda que o ex-governador utilize uma tornozeleira eletrônica e limita o contato dele aos advogados e familiares.

No entendimento da Justiça, a prisão se faz necessário porque Garotinho estaria intimidando testemunhas e atrapalhando as investigações. Há uma denúncia, que ainda está sendo investigada, de tentativa de suborno ao juiz responsável pela Operação Chequinho, o magistrado Glaucenir de oliveira. 

 

A operação Chequinho investiga o uso eleitoral do programa Cheque Cidadão para compra de votos no município de Campos. Garotinho é suspeito de liderar o esquema e havia sido preso em novembro do ano passado, porém teve a prisão revogada por decisão unânime do TSE (Tribunal do Superior Eleitoral).

Na ocasião, a prisão foi decretada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª zona eleitoral.

Outro lado

O advogado Rafael Faria, que defendeu Garotinho durante parte desse processo, mas renunciou recentemente por "se tratar de um processso político", falou ao R7 sobre o caso.

— Por mais esforço que fosse feito pela defesa, tudo o que a defesa fazia era refutado. Isso [prisão] iria acontecer de qualquer forma. O juiz de lá [de Campos] tem um comportamento de perseguição em relação ao ex-governador.

Ele ainda acrescentou que não causa estranhamento o fato de a prisão ocorrer logo após Garotinho manifestar intenção em disputar o governo do Rio no ano que vem.

Em nota, o atual advogado de Garotinho, Carlos Azeredo disse repudiar os motivos apresentados para a prisão do ex-governador e que "a decisão de mantê-lo preso em casa, em Campos, tem a intenção de privá-lo de seu trabalho na Rádio Tupi e em seus canais digitais e, com isso, evitar que ele continue denunciando políticos criminosos importantes, alguns deles que já foram até presos".

A defesa de Garotinho negou todas as acusações, que chamou de "suspeitas infundadas". Afirmou também que a "prisão domiciliar, além de não ter base legal, causa danos à sua família já que o impede de exercer sua profissão de radialista e sustentar sua família".

O advogado de Garotinho informou que irá recorrer da decisão.

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Wesley Batista é preso por suspeita de lucrar com delação da J&F

Wesley Batista é preso por suspeita de lucrar com delação da J&F

Wesley foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo (Foto: Tânia Rêgo Agência Brasil)

* Com informações do R7

O empresário Wesley Batista, presidente da JBS e irmão mais velho de Joesley Batista, foi preso na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo, durante a 2ª fase da operação Tendão de Aquiles, que investiga o uso de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro. 

A investigação começou logo após a divulgação dos primeiros detalhes da delação premiada dos executivos da J&F, grupo que controla a JBS, em 17 de maio, quando foi revelada a gravação de uma conversa entre Joesley e o presidente Michel Temer.

Poucas horas antes de a gravação vir à tona, a J&F comprou, via corretoras, uma grande quantidade de dólares (estimada em mais de US$ 1 bilhão) no mercado futuro.

No dia seguinte, 18 de maio, o dólar disparou e a Bovespa despencou, a ponto de o pregão precisar ser momentaneamente interrompido. A operação rendeu lucro bilionário à companhia.

Wesley é o atual presidente das empresas do Grupo JBS. Ele estava em sua casa em São Paulo e foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, na zona Oeste da capital. Além de Wesley, os agentes da PF também tinha ordem para prender Joesley, que já estava preso. Os irmãos são suspeitos de uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro.

A prisão de Wesley acontece três dias após a prisão temporária de Joesley, no último domingo, junto com o executivo Ricardo Saud. Agora, os dois irmãos vão aguardar presos os desdobramentos das investigações.

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) , determinou a prisão  atendendo ao pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Essa série de prisões começou após a divulgação do áudio de uma conversa entre Joesley e Saud, no qual eles abordam fatos que teriam omitido do acordo, o que viola as regras da colaboração premiada.

Na gravação, os delatores citam Marcelo Miller como um contato dentro da Procuradoria-Geral da República que facilitaria a delação.

A Operação de hoje tem duas linhas de investigação. A primeira é a realização de ordens de venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores, entre 24 de abril e 17 de maio, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A e a compra dessas ações, em mercado, por parte da empresa JBS S/A, manipulando o mercado e fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações que, de outra maneira, somente a FB Participações, uma empresa de capital fechado, teria sofrido sozinha.

A segunda  é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após o dia 17.

 Entenda o caso

O empresário Joesley Batista, um dos acionistas do frigorífico JBS e um dos maiores doadores de campanhas eleitorais no Brasil, fechou acordo de delação premiada com a PGR em maio, quando entregou aos investigadores da força-tarefa da Lava Jato o áudio de uma conversa entre ele e o presidente Michel Temer.

Em troca das informações, Joesley e outros executivos da J&F receberam o benefício da imunidade penal, ou seja, eles não seriam presos.

Mas para o acordo continuar valendo, os delatores se comprometeram a entregar, até 31 de agosto, novos documentos que comprovassem as acusações feitas — entre elas a de que a J&F teria feito doações a mais de 1.800 políticos.

Nos documentos entregues, havia um áudio, gravado em 17 de março deste ano, em que Saud e Joesley conversam sobre o ex-procurador da República Marcelo Miller, que na data ainda trabalhava no Ministério Público Federal — após se desligar do MPF, em abril, ele foi contratado pelo escritório de advocacia que cuidou do acordo de leniência da J&F (a delação premiada das empresas).

Com a suspeita de que Miller teria aconselhado os executivos em meio às negociações de delação premiada, Janot anunciou na segunda-feira (4) a revisão dos acordos de Joesley, Saud e também do advogado Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da J&F. Na quinta e na sexta-feira, os três executivos prestaram esclarecimentos à PGR, além do ex-procurador Miller.

No sábado (9), a defesa dos delatores solicitou audiência com o ministro Fachin, antes de o magistrado decidir sobre a prisão, e colocou os passaportes dos executivos à disposição da Justiça, num esforço para demonstrar que os acusados não iriam fugir do País. O encontro com o ministro do STF acabou não acontecendo.

Advogado

O advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que defende os irmãos Batistas, divulgou uma nota:

“Sobre a prisão dos irmãos Batista no inquérito de insider information (informações privilegiadas), é injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça”, diz a nota.

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