Curitiba

Aécio diz que irá se licenciar da presidência do PSDB

Senador disse que vai se 'dedicar diuturnamente a provar sua inocência e de seus familiares'

Policiais chegam na sede da PF na Praça Mauá com materiais apreendidos no apartamento de Aécio Neves, em Ipanema, no Rio (Foto: Onofre Veras, Agência O Dia, Estadão Conteúdo)

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) confirmou, por meio de nota, que vai se licenciar da presidência do partido por tempo indeterminado para se "dedicar diuturnamente a provar sua inocência e de seus familiares". A decisão ocorre no mesmo dia em que a irmã do parlamentar, Andrea Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público por suposto envolvimento com corrupção e um dia após a notícia veiculada na imprensa de que ele teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS.

"Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora, minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas acusações e o equívoco dessas medidas", declarou o tucano. Nesta quinta-feira, 18, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, proibiu Aécio de exercer funções no Senado. Em sua decisão, o ministro também impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu e a proibição de sair do País.

No texto, Aécio disse ainda que vai se empenhar para "resgatar a honra e a dignidade que construiu ao longo de mais de 30 anos de vida pública". "O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo", afirmou. Ele também destacou que o Brasil "precisa" que o PSDB continue a ser o "fiador" das reformas defendidas pelo governo Michel Temer. Hoje, entretanto, o relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse que a proposta virou secundária e a tramitação do texto está suspensa.

Como a Coluna do Estadão antecipou, Aécio indicou o senador Tasso Jereissati (CE) para substituí-lo interinamente no cargo. Para fazer a escolha, o tucano disse que ouviu "inúmeros companheiros". "Estou seguro de que, sob o seu comando, com o apoio de nossos governadores e prefeitos, de nossas bancadas no Senado e na Câmara, dos nossos diretórios estaduais, de nossos líderes municipais e todos nós, ele fará o partido seguir de forma firme e corajosa sua vitoriosa trajetória", diz um trecho da nota.

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Fachin decide retirar sigilo de delação premiada da JBS

Existe a expectativa de parte do conteúdo da delação ser divulgada ainda nesta quinta-feira (18)

O ministro Edson Fachin durante sessão do STF na semana passada (Foto: Dida Sampaio, Estadão Conteúdo)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu levantar o sigilo da delação premiada da JBS. Os despachos do ministro já foram encaminhados à Secretaria Judiciária do STF.

Existe a expectativa de parte do conteúdo da delação ser divulgada ainda nesta quinta-feira, 18. Até a publicação deste texto, a reportagem não obteve informações se todo o sigilo da delação foi retirado ou se apenas uma parte dela será tornada pública.

Em sinal de deferência aos colegas da Corte, Fachin encaminhou aos demais ministros do STF suas decisões tomadas no âmbito da delação da JBS. A postura foi vista no tribunal como um gesto de "cortesia".

"A publicidade, de regra, é a tônica da administração pública, é o que viabiliza o acompanhamento por vocês da imprensa e o acompanhamento dos cidadãos em geral", disse o ministro Marco Aurélio Mello a jornalistas depois da sessão plenária desta tarde.

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Menção a Michel Temer é destaque mundial no Twitter

O nome do presidente é um dos assuntos mais comentados na rede social, com quase 200 mil menções de internautas

O presidente está entre os trending topics no Twitter (Foto: Dida Sampaio, Estadão Conteúdo)

O nome do presidente Michel Temer é um dos assuntos mais comentados no Twitter mundial na tarde desta quinta-feira, 18, com 176 mil menções de internautas.

Com isso, a menção ao presidente da República estava em quarto lugar entre os assuntos mais comentados na rede social na tarde desta quinta, junto com a hashtag "BrasiliaofCards", um trocadilho com a série "House of Cards", focada no universo político americano.

Dentro dos assuntos mais comentados pelos internautas no Brasil, a frase "Temer vai renunciar" ainda ganha destaque, em parte vinda de mensagens escritas antes do pronunciamento do presidente no Palácio do Planalto.

PMDB usa hashtag em defesa do presidente

Após as denúncias de que o presidente Michel Temer teria agido para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ambos filiados ao PMDB, o partido lançou uma série de vídeos em suas redes sociais com a hashtag #OBrasilnaopodeparar, em apoio ao governo Temer.

A hashtag acompanha vídeos de personalidades como o senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Eles defendem que o Brasil prossiga com as reformas propostas pelo governo federal e que as denúncias sejam esclarecidas.

A menção foi utilizada em outras ocasiões por partidos como o PT como durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010.

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