Curitiba

Camila Cabello, do Fifith Harmony, chama Brasil de casa em retorno ao país

Girlband dos Estados Unidos chega a São Paulo para show privado nesta quarta-feira (14)

Foto: Reprodução/ Instagram Camila Cabello

Foto: Reprodução/ Instagram Camila Cabello

Foto: Reprodução/ Instagram Camila Cabello
Foto: Reprodução/ Twitter Camila Cabello

As garotas do Fifth Harmony têm mesmo um caso de amor pelo Brasil e desta vez foi a integrante Camila Cabello que arrancou sorrisos, em muitos tweets, dos fãs brasileiros ao fazer um post em sua conta no Twitter chamando o país casa: "Voltando para minha casa longe de casa amanhã", escreveu.

Além de disso, Camila também publicou um vídeo em sua conta do Snapchat no qual aparece ouvindo a música “Ai Se Eu Te Pego”, do Michel Teló.

A girlband, formada na 2ª temporada do reality show norte-americano The X Factor, desembarca por aqui para um show particular em São Paulo. Nesta quarta-feira (14). As meninas já haviam passado pelo Brasil em julho deste ano coma turnê 7/27.

As fãs que ficaram frustradas por não poderem acompanhar de pertinho o show privado de hoje, poderão acompanhar a performance pela internet em transmissão ao vivo pela plataforma Vevo.

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Claudia Leitte terá que devolver R$ 1,2 millhão da Lei Rouanet

Devolução se refere a valor captado para a realização de shows em capitais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Foto: Ângelo Pontes, Agecom

Foi novamente reprovada a prestação de contas da turnê de Claudia Leitte apoiada pela Lei Rouanet. Em decisão publicação na seção "Despachos do Ministro", do Diário Oficial da União da quarta-feira (7) foi confirmado o parecer que exige a devolução do R$ 1,2 milhão captado para a realização de shows em capitais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Procurada, a assessoria de imprensa da cantora disse que "não vai se pronunciar" sobre o assunto.

A decisão ocorreu após a entrega do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que ratifica a decisão do Ministério da Cultura (MinC) em negar o recurso da Produtora Ciel LTDA, responsável pela turnê.

Segundo a assessoria de imprensa da AGU, não cabe mais recurso administrativo à decisão. No parecer técnico do MinC, constatou-se que não houve o cumprimento da "finalidade de democratização do acesso à cultura", especialmente pela falta de comprovação da distribuição de 8,75% dos ingressos de forma gratuita e da venda de entradas a preços considerados populares.

"O parecer da AGU somente ratificou o que já havia sido verificado pela área técnica do Ministério da Cultura. Isso quer dizer que a Consultoria Jurídica constatou que não havia entraves jurídicos para a decisão do setor administrativo", informou a assessoria da entidade.

Com o recurso negado, a produtora deverá devolver R$ 1.274.129 88 ao Fundo Nacional da Cultura (FNC) até 7 de janeiro. De acordo com a AGU, a quantia poderá ser parcelada em até 12 prestações. "Caso o proponente não pague o valor devido, será aberta Tomada de Contas Especial (TCE)", informa.

Projeto

A turnê contemplava 12 shows a serem realizados entre maio e julho de 2013. Contudo, foram realizadas apenas três apresentações, em Ponta Porã (MS), Cuiabá (MT) e Picos (PI), com público total de 12 mil pessoas. Um dos motivos alegados foi a captação de apenas 20,4% do solicitado no projeto original.

No recurso, a defesa argumentou que "grande parte dos ingressos foi vendida a R$ 20 e R$ 40 (média inferior àquela estabelecida no projeto, de R$ 35), e, dessa forma, o próprio preço praticado na venda dos ingressos já seria comprobatório da democratização do acesso à cultura".

"Os espaços que sediaram as apresentações também tiveram uma exposição muito positiva, com expectativas bastante favoráveis para receber no futuro eventos de porte igual ou maior, o que representa benefícios diretos para a população local, como a geração de empregos, entretenimento de qualidade, dentre outros" ressaltou a defesa.

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Em primeiro álbum solo, Mano Brown prova que os brutos também amam

Rapper se deixa levar pela nostalgia, buscando o groove de Marvin Gaye e outros sons dos bailes da juventude

Foto: Facebook Mano Brown, reprodução

É Pedro Paulo, mas pode chamar de Mano. Mano Brown. Pela primeira vez solo, um dos rostos do Racionais MC’s coloca a cara a tapa. Põe o som na pista - e o que sai das caixas de som é um resgate às festas de black music que embalavam as tardes e noites de Pedro Paulo, hoje 46 anos, na juventude. Brown colocou no mundo "Boogie Naipe", álbum sem o Racionais, grupo que fundou as bases do rap brasileiro nos anos 1990 com a cara fechada e letras contundentes.

Com Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock, o Racionais mostrou as feridas que, muitas vezes, o Brasil não queria ver. Cantou o drama, versou a dor, bateu no racismo, na injustiça social e na mazelas transformadas pela classe média e alta em poeira a ser varrida para baixo do tapete. O rap nacional é outro, é voz ativa e forte. Os limites do rap foram para a cucuia. Novos sons rostos não tão embrutecidos, tudo é permitido.

Brown, rosto duro, também sorri. "Boogie Naipe" foi gestado ao longo de dois anos - há pelo menos dez anos ele já lidava com a ideia de lançar um trabalho solo. É, afinal, um Brown. Novo? Imaginar que seja um "novo" Brown é uma estupidez. É, talvez, o velho Brown.

Brown movido pelo amor

Ao lado de Lino Kriss, que assina a produção do álbum com o rapper também cantor, Brown preferiu olhar para o passado. Buscar no groove de Marvin Gaye e outros sons que estouravam as caixas nos bailes da juventude, com graves suingados, vocais perfeitos para serem cantados de rosto colado. Brown é movido pela nostalgia. Brown, em seu som, é movido pelo... Amor.

"Mal de Amor", a terceira dentre as 22 músicas do álbum, escancara o que Brown também é capaz de dizer. "Quem levou a pior fui eu / Um dia fomos um só / Pensei que jogo louco é o amor / Quem ama sai perdedor." A faixa, com a participação de Kriss e Ellen Oléria, é a primeira aventura de Brown pelo canto. Vozeirão grave atinge as notas agudas em uma transição assustadoramente natural.

Assista "Mal de Amor"

O baile de Brown é suado, de corpo no corpo, de garotas "elétricas". Em "Mulher Elétrica", a pista é fervida sensualmente com a descrição da personagem título. "3 da manhã, ela é só suor / Ela flerta, ela causa, ela é mó B.O.", canta.

Com pouco mais de uma hora de festa, Brown sorri e ama, chora e sofre. Remexe suas cordas vocais ao sabor do groove, versa em tons graves com a contundência que conhecemos. Com seu baile, Brown coloca todos para dançar - inclusive as listas de melhores discos do ano.

Os brutos também amam. Sabem puxar a garota para a dançar, sabem conquistá-la com molejo nos quadris, beijos no pescoço suado e papos ao pé do ouvido. E quem diria que, neste louco 2016, os nossos corações partidos seriam acalantados por versos do feroz Mano Brown?

MANO BROWN

"Boogie Naipe", disponível nas plataformas digitais

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