Curitiba

Weverton brilha e Atlético-PR derrota o San Lorenzo na Argentina

Furacão teve gol de Lucho González logo no início e time argentino desperdiçou um pênalti

Lucho González fez o gol do Furacão (Foto: Mauricio Mano, Site Oficial Atlético-PR)

Era um jogo decisivo para as duas equipes. E, mesmo atuando no Estádio Nuevo Gasômetro, em Buenos Aires, o Atlético Paranaense teve grande atuação e derrotou o San Lorenzo por 1 a 0, em duelo válido pelo Grupo 4 da Copa Libertadores. Destaque para a atuação do goleiro Weverton, que fez grandes defesas e ainda viu o atacante Blandi desperdiçar um pênalti.

O resultado deixou o Atlético Paranaense na liderança provisória da chave, com quatro pontos, um mais do que o Flamengo, que ainda nesta quarta enfrenta a Universidad Católica, no Chile. Já o San Lorenzo segue sem somar nenhum ponto depois de ter sido goleado pelos flamenguistas em sua estreia.

Na próxima rodada, em 12 de abril, o Atlético Paranaense enfrenta o Flamengo fora de casa, enquanto o time argentino tenta se manter vivo diante da Universidad Católica, no Chile.

Precisando do triunfo após a decepcionante estreia na Libertadores, quando levou dois gols nos minutos finais e apenas empatou com a Universidad Católica, em casa, o Atlético Paranaense contava nesta quarta com o retorno de Grafite, após cumprir suspensão e recuperar-se de contusão. O atacante, porém, até por estar sem ritmo, começou no banco - Nikão e Pablo foram mantidos no comando do ataque.

Já o San Lorenzo, comandado por Diego Aguirre, ex-treinador de Internacional e Atlético Mineiro, fazia apenas sua terceira partida oficial no ano, em razão da greve dos jogadores no futebol argentino. E, após o time ser goleado na estreia pelo Flamengo, por 4 a 0, o técnico promoveu mudanças: o zagueiro Coloccini, ex-Milan e Newcastle, e o atacante Rubén Botta, com passagem pela Inter de Milão, foram para o banco, enquanto Caruzzo e Merlini ganharam uma vaga.

A pressão da torcida argentina prometia tornar o jogo complicado ao Atlético Paranaense. E, de fato, os aficionados cantavam a plenos pulmões quando, logo aos três minutos, Sidcley ganhou disputa pelo alto, ajeitou a bola e cruzou na medida para Lucho González. Quase da marca do pênalti, com extrema tranquilidade, o meio-campista argentino cabeceou com classe e abriu o placar.

O gol atleticano logo no início mudou o panorama do que poderia ser o jogo. Desentrosado e com poucas jogadas trabalhadas, apostando mais em cruzamentos e em finalizações de longe, o San Lorenzo se desesperou de vez e não conseguia criar jogadas efetivas. Embora rondasse a área adversária, não deu qualquer susto em Weverton no primeiro tempo.

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Já o Atlético Paranaense, bem armado defensivamente, saía com organização e rapidez aos contra-ataques. Assim, foi criando inúmeras chances, a primeira delas aos sete minutos, em bom chute de Felipe Gedoz. Depois, aos 28, sozinho, Nikão recebeu de Jonathan e desperdiçou grande chance. E, por fim, aos 39, Pablo desviou de cabeça e Lucho González driblou dois marcadores, mas chutou por cima.

Com o atacante Botta no lugar do lateral Corujo, o San Lorenzo prometia mudar de postura no segundo tempo. Mas, logo aos dois minutos, Pablo tocou e Matheus Rossetto quase ampliou para o Atlético Paranaense.

O jogo, contudo, começou a mudar de ritmo a partir dos 10. O Atlético Paranaense parecia ressentir-se das inúmeras chances desperdiçadas. E o San Lorenzo, mais agudo com a presença de Botta, passou a pressionar com mais efetividade. Aos 23, após Weverton afastar cruzamento, Néstor Ortigoza pegou o rebote e ajeitou dentro da área, mas o próprio goleiro abafou o chute e salvou o time brasileiro.

A pressão aumentava. E a grande chance do San Lorenzo veio aos 30, quando o árbitro assinalou pênalti de Sidcley em Cerutti, após uma dividida mais firme. Na cobrança, Blandi chutou para fora. E o próprio atacante teria boa chance no minuto seguinte, de cabeça, mas Weverton fez outra brilhante defesa.

Insistindo nas jogadas pelas laterais, o San Lorenzo pressionou até o fim. O Atlético Paranaense, no entanto, contando com grande atuação de Weverton e Thiago Heleno, segurou o resultado e obteve sua primeira - e importante - vitória nesta fase de grupos da competição.

FICHA TÉCNICA:

SAN LORENZO 0 X 1 ATLÉTICO-PR

SAN LORENZO - Torrico; Corujo (Botta), Angeleri, Caruzzo e Paulo Díaz; Mussis, Néstor Ortigoza (Bergessio), Belluschi e Merlini (Ezequiel Ávila); Cerutti e Blandi. Técnico: Diego Aguirre.

ATLÉTICO-PR - Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Matheus Rossetto (Wanderson), Lucho González e Felipe Gedoz (Grafite); Nikão (Douglas Coutinho) e Pablo. Técnico: Paulo Autuori.

GOLS - Lucho González, aos três minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Roddy Zambrano Olmedo (Equador).

CARTÕES AMARELOS - Mussis (San Lorenzo); Pablo, Felipe Gedoz e Thiago Heleno (Atlético-PR).

PÚBLICO e RENDA - Indisponíveis.

LOCAL - Estádio Nuevo Gasômetro, em Buenos Aires (Argentina).

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Famílias de vítimas da Chapecoense recusam acordo com LaMia

A proposta da companhia aérea, que afirma não ter 'obrigação de indenizar', foi de US$ 200 mil

Víuvas dos atletas da Chape rejeitaram proposta da companhia aérea; acidente com o clube teve 71 mortos (Foto: Facebook, Reprodução)

As famílias das vítimas do acidente da Chapecoense, ocorrido no ano passado e que deixou um total de 71 mortos, recusaram uma proposta de US$ 200 mil (cerca de R$ 620 mil) como indenização da LaMia e a briga com a companhia aérea deve ganhar novos capítulos.

Na tarde desta quarta-feira, foi realizada uma reunião em um hotel de Florianópolis, com a presença de algumas viúvas dos atletas mortos no acidente da madrugada de 29 de novembro e membros da diretoria da Chapecoense. A resseguradora contratada pela LaMia alega não ter obrigação de pagar nenhuma indenização por conta de infrações cometidas pela companhia aérea, mas decidiu oferecer R$ 620 mil para não deixar os familiares desamparados.

A empresa apontou diversas infrações para justificar o fato de entender que não tem obrigação de pagar indenização. Um dos pontos é o fato de a LaMia estar proibida de fazer voo para Colômbia e Peru, mas ter realizado mesmo assim.

O que irritou os familiares foi o fato de muitos questionamentos não terem sido respondidos claramente pela empresa. A Chapecoense informou que está disposta a ajudar as famílias que se sentirem lesadas e que tudo caminha para que a briga termina em processo judicial. O clube já acionou os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores pedindo colaboração.

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Mulheres protestam em Varginha por contratação de Bruno pelo Boa

Elas estavam com cartazes, vestidas de preto e com tinta vermelha nas mãos

Torcedores fazem selfie com o goleiro (Foto Alex de Jesus, O Tempo, Estadão Conteúdo)

Enquanto diversos torcedores tiravam fotos com o goleiro Bruno no Centro de Treinamento do Boa, nesta terça-feira, o clima no centro de Varginha era de revolta e indignação. Um grupo de cerca de 30 mulheres da Frente Feminista Popular da cidade realizou um protesto contra a contratação do goleiro.

Com cartazes, as mulheres estavam vestidas de preto, com camisetas, calças ou vestidos, mas tinham tinta vermelha nas mãos, um simbolismo para manchas de sangue. O protesto foi feito em silêncio, sem gritos ou palavras de ordem, e durou cerca de quarenta minutos.

Participaram representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral. A convocação foi feita pelas redes sociais como um ato de repúdio. O movimento, no entanto, não contou com grande adesão. O horário do evento e a chuva dificultaram a mobilização.

As líderes do movimento não quiseram dar entrevistas depois que foram ameaçadas na internet por criticarem a contratação e os casos de violência contra a mulher. Durante o evento, todas usaram máscaras. Algumas líderes relataram ao Estado que na cidade de Varginha a “mulher não tem igualdade no mercado e o machismo está enraizado”.

“Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro”, diz outro trecho da convocação na internet. Um dos cartazes apresentados no protesto dizia: “Não é uma ‘Boa’ contratar por jogada de marketing”. Para o movimento, no entanto, a chegada de Bruno quer apenas trazer maior visibilidade ao clube.

Outro cartaz cobrava: ressocializar sim, banalizar, não”. A ideia da ressocialização do goleiro Bruno é o principal argumento da diretoria do Boa Esporte para contratar o goleiro Bruno.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado após cumprir seis anos de prisão pelo STF. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade.

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