Curitiba

Paraná perde para o Guarani e fica próximo da zona de rebaixamento

Em seis jogos, o time paranaense soma apenas seis pontos na Série B; já são quatro rodadas seguidas sem vitória

O goleiro Richard, do Paraná, durante a partida entre Paraná e Guarani (Foto: Joca Madruga, Futura Press, Estadão Conteúdo)

O Guarani conseguiu um resultado expressivo neste sábado, pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando diante do Paraná, na Vila Capanema, em Curitiba, o time campineiro bateu por 1 a 0, com gol de Braian Samudio, e se consolidou no G4, a zona de acesso. O resultado dá moral ao time paulista, que pela primeira vez conquista duas vitórias seguidas e o primeiro triunfo como visitante.

A vitória sobre o Paraná coloca o Guarani na vice-liderança com 12 pontos, dois pontos atrás do Juventude, que venceu o Boa por 2 a 0. Já o Paraná chega a quatro jogos sem vencer e, com seis pontos, está ameaçado de rebaixamento.

Pressionado pelo jejum, o Paraná começou o jogo no ataque. Contando com o apoio da torcida, os donos da casa tiveram mais posse de bola durante o primeiro tempo, mas sem criar perigo ao goleiro Leandro Santos. Com a marcação bem encaixada, os visitantes criaram a melhor chance de gol.

Auremir roubou a bola na intermediária e encontrou Brian Samudio. O paraguaio tocou na saída do goleiro Richard, mas errou o alvo. Priorizando muito mais a defesa do que o ataque, o Guarani conseguiu neutralizar o Paraná para levar o empate ao intervalo.

No escanteio

No segundo tempo, o Guarani se soltou mais e passou mais tempo no campo de ataque. E na primeira vez que chegou, conseguiu abrir o placar. Logo aos sete minutos, Bruno Nazário cobrou escanteio na cabeça de Brian Samudio, que finalizou forte e não desperdiçou dessa vez.

O resultado fez o Paraná, que ainda não tinha chegado nenhuma vez com perigo, se lançar ao ataque. Aos 13 minutos, Felipe Dias recebeu cruzamento na área e, de primeira, acertou a trave de Leandro Santos. Apesar de ter a bola, os donos da casa praticamente não ameaçavam o goleiro adversário, já que a marcação era bem forte.

A vantagem fez o Guarani tentar se aproveitar do contra-ataque e por pouco, não matou o jogo aos 29 minutos. Eliandro recebeu lindo passe de Caíque, mas o atacante tentou encobrir Richard e facilitou a defesa.

Dez minutos depois foi a vez de Auremir, da entrada da área, acertar a trave de Richard. Com pouco tempo para buscar o empate os donos da casa foram com tudo para cima, mas sem conseguir furar o bloqueio dos visitantes.

Os dois times voltam a campo na próxima terça-feira, pela sétima rodada. No Brinco de Ouro, em Campinas, o Guarani recebe o Paysandu, que vem de duas derrotas seguidas. Já o Paraná vai enfrentar o Náutico, lanterna da Série B, na Arena Pernambuco. Os dois jogos serão às 19h15.

Confira aqui a tabela atualizada da Série B

O JOGO

PARANÁ 0 X 1 GUARANI

PARANÁ - Richard; Leandro Vilela, Rayan, Eduardo Brock e Assis; Jhony (Luiz Otávio), Gabriel Dias (Pedro Bortoluzo), Matheus Carvalho (Minho) e Guilherme Bitec; Robson e Felipe Alves. Técnico: Cristian de Souza.

GUARANI - Leandro Santos; Lenon, Genílson, Diego Jussani e Salomão; Auremir, Evandro, Bruno Nazário, Claudinho (Juninho) e Braian Samudio (Caíque); Eliandro (Denner). Técnico: Vadão.

GOL - Braian Samudio, aos 7 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Alinor Silva da Paixão (MT)

CARTÕES AMARELOS - Leandro Vilela (Paraná); Auremir e Braian Samudio (Guarani).

RENDA - R$ 83.740.

PÚBLICO - 4.228 pagantes (4.619 total).

LOCAL - Estádio Durival Brito, em Curitiba (PR).

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Coritiba vence Palmeiras e assume provisoriamente a liderança

Matheus Galdezani viu Fernando Prass sair mal de gol, tocou por cobertura e garantiu a vitória por 1 a 0 no Couto Pereira

O jogador Dodô, do Coritiba, disputa bola com Keno, do Palmeiras (Foto: Giuliano Gomes, PR Press, Estadão Conteúdo)

Os novos experimentos do técnico Cuca na escalação não salvaram o Palmeiras de passar a quarta partida seguida do Campeonato Brasileiro sem marcar gols e perder para o Coritiba por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela quinta rodada. O resultado no Paraná premiou o time menos badalado, porém mais organizado e decidido sobre qual proposta de jogo seguir.

Aniversariante nesta quarta-feira, Cuca completou 54 anos com mais tentativas na escalação do tão desfalcado Palmeiras. Pela primeira vez no ano, o time juntou Antonio Carlos e Juninho na zaga e reuniu como titulares os volantes Felipe Melo e Thiago Santos para reforçar a marcação. A equipe mais uma vez não teve meias de origem, por apostar na velocidade pelas laterais com Michel Bastos e Keno.

O jogo começou com o Coritiba na busca pela liderança - chegou a 12 pontos - e o Palmeiras preocupado com os três jogos seguidos sem marcar pelo Brasileirão - sem ganhar, tem apenas quatro pontos, perto da zona de rebaixamento. Pela existência destas diferentes motivações, a partida foi bem movimentada no primeiro tempo. O time de Cuca optou em forçar pela esquerda, com Keno, mas parava no goleiro Wilson. Já a equipe da casa era mais perigosa nas bolas paradas.

Por cobertura

As seis ausências do Palmeiras, provocadas por lesões e convocações, começaram a pesar no segundo tempo. Uma falha coletiva de marcação, posicionada em linha, permitiu que um lançamento da defesa do Coritiba encontrasse um volante livre na área. Matheus Galdezani viu Fernando Prass sair mal de gol e tocou por cobertura para fazer 1 a 0, aos seis minutos.

A reação de Cuca com a desvantagem foi mudar a essência da equipe. O Palmeiras começou sem meias de origem, para depois colocar dois armadores. Os jovens Raphael Veiga e Hyoran entraram para mudar o estilo de jogo. Em vez de somente apostar na correria pelas laterais, o objetivo passou a ser elaborar melhor os ataques.

As alterações pouco mudaram a partida. O Palmeiras perdeu movimentação, não criou e passou longos minutos trocando passes na defesa, enquanto que o Coritiba ajeitou a marcação, à espera do tempo passar. Como estava mais organizado, ainda conseguiu ameaçar.

O novo tropeço pressiona o Palmeiras a se questionar o quanto os 12 reforços e os mais de R$ 80 milhões investidos se traduzem em força do elenco. Afinal, pelo futebol fraco exibido contra o Coritiba, o atual campeão brasileiro está muito níveis abaixo das expectativas traçadas para 2017.

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 1 x 0 PALMEIRAS

CORITIBA - Wilson; Dodô, Marcio, Werley e William Matheus; Alan Santos, Matheus Galdezani (Jonas) e Tiago Real; Rildo (Walisson Maia), Henrique Almeida (Iago Dias) e Kleber. Técnico: Pachequinho.

PALMEIRAS - Fernando Prass; Mayke (Róger Guedes), Antônio Carlos Juninho e Egídio (Hyoran); Thiago Santos (Raphael Veiga) e Felipe Melo; Michel Bastos, Tchê Tchê e Keno; Willian. Técnico: Cuca.

GOL - Matheus Galdezani, aos 6 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Rildo, Marcio, William Matheus e Matheus Galdezani (Coritiba); Thiago Santos, Felipe Melo e Antônio Carlos (Palmeiras).

ÁRBITRO - Bráulio da Silva Machado (SC).

RENDA - R$ 659.410,00.

PÚBLICO - 16.648 pagantes.

LOCAL - Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).

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Atlético-PR e Fluminense desfalcados empatam no Maracanã

O jogo foi válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e agora o Furacão soma dois pontos em cinco rodadas

Na próxima rodada, Furacão recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada (Foto: Márcio Mercante, Agência O Dia, Estadão Conteúdo)

Em duelo marcado pelos inúmeros desfalques, Fluminense e Atlético Paranaense até fizeram um bom início de jogo nesta terça-feira, no estádio do Maracanã, no Rio, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas no segundo tempo, quando parecem ter sentido a cansativa sequência, os times caíram no marasmo e ficaram no empate por 1 a 1. Pior para o clube carioca, que teve um a mais nos minutos finais e não conseguiu aproveitar a chance de sair com a vitória.

O resultado deixou o Fluminense com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão. Já o Atlético Paranaense segue necessitando de uma urgente reação: é apenas o 18.º com dois pontos, dentro da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileirão neste final de semana: o Fluminense encara o Palmeiras no sábado, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, enquanto que o Atlético Paranaense recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Segundo tempo pouco inspirado

Em situações bem distintas na tabela de classificação antes do apito inicial, Fluminense e Atlético Paranaense tinham ao menos algo em comum: os inúmeros desfalques para o duelo desta terça-feira. O técnico Abel Braga, por exemplo, não pôde contar com Orejuela, Pierre, Sornoza, Gum, Renato Chaves, Wellington Silva e Douglas. Desfalques que descaracterizaram a escalação inicial e diminuíram o ímpeto ofensivo do Fluminense.

Já o técnico Eduardo Baptista, embora também tivesse as ausências de Weverton, Thiago Heleno, Matheus Rossetto e Grafite soube inicialmente lidar melhor com os desfalques, fechou bem o time e apostou nos contra-ataques.

Estratégia que demorou apenas sete minutos para dar resultado. As duas equipes ainda se estudavam quando Lucho González deu passe nas costas de Richarlison e o lateral-direito Jonathan, sem marcação, cruzou rasteiro para Pablo escorar e abrir o placar.

Um bonito gol que serviu, enfim, para despertar o Fluminense, escalado com novidades no meio de campo como Eduardo Henrique e Renato. E foi justamente com boa participação da dupla, além de Gustavo Scarpa, que o time criou suas melhores oportunidades.

Organizando o meio de campo, distribuindo bons passes e demonstrando estar plenamente recuperado após a contusão, Gustavo Scarpa fez boa jogada aos nove minutos, a bola sobrou na lateral e Lucas cruzou para Richarlison cabecear com perigo. Apenas três minutos depois Luiz Fernando arriscou de longe - Santos defendeu. E, no lance seguinte, Scarpa aproveitou desarme do volante e finalizou por cima.

O Atlético Paranaense, aos poucos, encaixou a marcação. E o duelo parecia controlado até que, aos 32 minutos, Gustavo Scarpa aproveitou cobrança curta de escanteio e cruzou para Reginaldo. Quase de raspão, com sutileza, o zagueiro cabeceou e a bola entrou no canto.

O gol animou o Fluminense. Melhor até o intervalo e no início do segundo tempo, porém, o time carioca rondava a área e pecava no último passe. Pressionava, mas não assustava o goleiro Santos. E o duelo foi diminuindo de ritmo até Douglas Coutinho - que entrara no lugar do apagado Eduardo da Silva - finalizar com perigo aos 10 minutos, rasteiro e no canto, em bola que raspou a trave.

Foi um dos raros lampejos do segundo tempo. Fluminense e Atlético Paranaense viram os seus ritmos despencarem e o marasmo dominou o duelo. Absolutamente nada era criado. O momento dramático veio aos 30 minutos, quando Renato tentou uma bicicleta e acertou a cara de Wanderson. Caído no gramado e quase sem se mexer, o zagueiro precisou ser imobilizado e levado de ambulância ao hospital.

Como já havia feito as três substituições, o Atlético Paranaense ficou com um a menos e Abel Braga colocou o Fluminense no ataque com a entrada de Marcos Júnior no lugar de Luiz Fernando. A pressão até aumentou. Mas o time carioca, sem qualquer inspiração no segundo tempo, ainda viu Nikão perder chance clara aos 51 minutos e amargou um empate em pleno Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 x 1 ATLÉTICO-PR

FLUMINENSE - Júlio César; Lucas (Matheus Alessandro), Henrique, Reginaldo e Léo; Luiz Fernando (Marcos Júnior), Wendel e Renato; Gustavo Scarpa, Richarlison (Pedro) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.

ATLÉTICO-PR - Santos; Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Eduardo Henrique (Matheus Rossetto), Otávio e Lucho González (Deivid); Nikão, Pablo e Eduardo da Silva (Douglas Coutinho). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - Pablo, aos 7, e Reginaldo, aos 32 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Richarlison, Léo e Renato (Fluminense); Lucho González, Jonathan e Santos (Atlético-PR).

ÁRBITRO - Igor Junio Benevenuto (MG).

RENDA - R$ 255.900,00.

PÚBLICO - 13.029 pagantes (14.843 no total).

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Clique aqui para ver a tabela do Brasileirão

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