Curitiba

Paraná Clube empata com ASA e traz decisão para casa

Com o empate, o tricolor chegou à quinta partida sem derrotas e acabou com o desempenho do anfitrião em Alagoás

Com o empate o Tricolor chegou à quinta partida sem derrotas e acabou com o desempenho do ASA em casa (Foto: Valdeir Gois/Ascom ASA)

O Paraná Clube empatou em 0 a 0 com o ASA, nesta quinta-feira (16), no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, que aconteceu em Arapiraca (AL). Com o empate o Tricolor chegou à quinta partida seguida sem derrotas.

Em casa, o ASA já no início da partida tentou encurralar o Paraná, que só conseguiu chegar à frente aos 19 minutos com um chute perigoso de Gabriel Dias. O time do técnico Maurílio Silva insistia nas jogadas com Doda, mas Airton e Brock deram poucas chances ao time da casa. Aos 36, Pessalli fez boa jogada, mas a zaga conseguiu afastar o perigo. O goleiro Léo, aos 40 minutos, ainda teve que trabalhar em uma cobrança de falta de Airton.

Com a contusão de Igor, Kaike entrou na lateral-esquerda que tentou dar maior movimentação ao time. O técnico Wagner Lopes colocou em campo Nathan e Zezinho, porém foi o ASA quem mais atacou. O Paraná até teve duas boas situações, com Brock, de cabeça, aos 19 minutos, e com Ítalo, aos 43, mas no geral o Tricolor mais se defendeu e com isso sofreu pressão da equipe alagoana.

Em casa, onde está invicto, o Paraná depende de uma vitória simples para avançar à quarta fase da Copa do Brasil. O empate acabou com o desempenho 100% do ASA em casa.

A partida de volta acontece na Vila Capanema na próxima quinta-feira (6). Quem avançar estará na quarta fase que terá seus confrontos definidos por sorteio.

Ficha técnica

ASA: Luís Cetin; Douglas, Eron, André Lima e Airton; Mazinho, Leanderson, Gaspar (Palinha)(Léo Campos) e Doda (Mandacarú); Téssio e Leandro Kivel. Técnico: Maurílio Silva.

Paraná: Léo; Júnior, Airton, Eduardo Brock e Igor (Kaike); Gabriel Dias, Alex Santana, Diego Tavares (Nathan) e Jonas Pessalli (Zezinho); Matheus Carvalho e Ítalo. Técnico: Wagner Lopes.

Local: Coaracy Fonseca (Arapiraca-AL)

Árbitro: Émerson de Almeida Ferreira (MG)

Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcus Vinícius Gomes (MG)

Renda: R$ 32.367,00

Público pagante: 2.682

Público total: 3.791

Cartões amarelos: Eron, Mazinho, Mandacarú e Téssio (ASA). Gabriel Dias e Pessalli (Paraná)

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Weverton brilha e Atlético-PR derrota o San Lorenzo na Argentina

Furacão teve gol de Lucho González logo no início e time argentino desperdiçou um pênalti

Lucho González fez o gol do Furacão (Foto: Mauricio Mano, Site Oficial Atlético-PR)

Era um jogo decisivo para as duas equipes. E, mesmo atuando no Estádio Nuevo Gasômetro, em Buenos Aires, o Atlético Paranaense teve grande atuação e derrotou o San Lorenzo por 1 a 0, em duelo válido pelo Grupo 4 da Copa Libertadores. Destaque para a atuação do goleiro Weverton, que fez grandes defesas e ainda viu o atacante Blandi desperdiçar um pênalti.

O resultado deixou o Atlético Paranaense na liderança provisória da chave, com quatro pontos, um mais do que o Flamengo, que ainda nesta quarta enfrenta a Universidad Católica, no Chile. Já o San Lorenzo segue sem somar nenhum ponto depois de ter sido goleado pelos flamenguistas em sua estreia.

Na próxima rodada, em 12 de abril, o Atlético Paranaense enfrenta o Flamengo fora de casa, enquanto o time argentino tenta se manter vivo diante da Universidad Católica, no Chile.

Precisando do triunfo após a decepcionante estreia na Libertadores, quando levou dois gols nos minutos finais e apenas empatou com a Universidad Católica, em casa, o Atlético Paranaense contava nesta quarta com o retorno de Grafite, após cumprir suspensão e recuperar-se de contusão. O atacante, porém, até por estar sem ritmo, começou no banco - Nikão e Pablo foram mantidos no comando do ataque.

Já o San Lorenzo, comandado por Diego Aguirre, ex-treinador de Internacional e Atlético Mineiro, fazia apenas sua terceira partida oficial no ano, em razão da greve dos jogadores no futebol argentino. E, após o time ser goleado na estreia pelo Flamengo, por 4 a 0, o técnico promoveu mudanças: o zagueiro Coloccini, ex-Milan e Newcastle, e o atacante Rubén Botta, com passagem pela Inter de Milão, foram para o banco, enquanto Caruzzo e Merlini ganharam uma vaga.

A pressão da torcida argentina prometia tornar o jogo complicado ao Atlético Paranaense. E, de fato, os aficionados cantavam a plenos pulmões quando, logo aos três minutos, Sidcley ganhou disputa pelo alto, ajeitou a bola e cruzou na medida para Lucho González. Quase da marca do pênalti, com extrema tranquilidade, o meio-campista argentino cabeceou com classe e abriu o placar.

O gol atleticano logo no início mudou o panorama do que poderia ser o jogo. Desentrosado e com poucas jogadas trabalhadas, apostando mais em cruzamentos e em finalizações de longe, o San Lorenzo se desesperou de vez e não conseguia criar jogadas efetivas. Embora rondasse a área adversária, não deu qualquer susto em Weverton no primeiro tempo.

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Já o Atlético Paranaense, bem armado defensivamente, saía com organização e rapidez aos contra-ataques. Assim, foi criando inúmeras chances, a primeira delas aos sete minutos, em bom chute de Felipe Gedoz. Depois, aos 28, sozinho, Nikão recebeu de Jonathan e desperdiçou grande chance. E, por fim, aos 39, Pablo desviou de cabeça e Lucho González driblou dois marcadores, mas chutou por cima.

Com o atacante Botta no lugar do lateral Corujo, o San Lorenzo prometia mudar de postura no segundo tempo. Mas, logo aos dois minutos, Pablo tocou e Matheus Rossetto quase ampliou para o Atlético Paranaense.

O jogo, contudo, começou a mudar de ritmo a partir dos 10. O Atlético Paranaense parecia ressentir-se das inúmeras chances desperdiçadas. E o San Lorenzo, mais agudo com a presença de Botta, passou a pressionar com mais efetividade. Aos 23, após Weverton afastar cruzamento, Néstor Ortigoza pegou o rebote e ajeitou dentro da área, mas o próprio goleiro abafou o chute e salvou o time brasileiro.

A pressão aumentava. E a grande chance do San Lorenzo veio aos 30, quando o árbitro assinalou pênalti de Sidcley em Cerutti, após uma dividida mais firme. Na cobrança, Blandi chutou para fora. E o próprio atacante teria boa chance no minuto seguinte, de cabeça, mas Weverton fez outra brilhante defesa.

Insistindo nas jogadas pelas laterais, o San Lorenzo pressionou até o fim. O Atlético Paranaense, no entanto, contando com grande atuação de Weverton e Thiago Heleno, segurou o resultado e obteve sua primeira - e importante - vitória nesta fase de grupos da competição.

FICHA TÉCNICA:

SAN LORENZO 0 X 1 ATLÉTICO-PR

SAN LORENZO - Torrico; Corujo (Botta), Angeleri, Caruzzo e Paulo Díaz; Mussis, Néstor Ortigoza (Bergessio), Belluschi e Merlini (Ezequiel Ávila); Cerutti e Blandi. Técnico: Diego Aguirre.

ATLÉTICO-PR - Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Matheus Rossetto (Wanderson), Lucho González e Felipe Gedoz (Grafite); Nikão (Douglas Coutinho) e Pablo. Técnico: Paulo Autuori.

GOLS - Lucho González, aos três minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Roddy Zambrano Olmedo (Equador).

CARTÕES AMARELOS - Mussis (San Lorenzo); Pablo, Felipe Gedoz e Thiago Heleno (Atlético-PR).

PÚBLICO e RENDA - Indisponíveis.

LOCAL - Estádio Nuevo Gasômetro, em Buenos Aires (Argentina).

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Famílias de vítimas da Chapecoense recusam acordo com LaMia

A proposta da companhia aérea, que afirma não ter 'obrigação de indenizar', foi de US$ 200 mil

Víuvas dos atletas da Chape rejeitaram proposta da companhia aérea; acidente com o clube teve 71 mortos (Foto: Facebook, Reprodução)

As famílias das vítimas do acidente da Chapecoense, ocorrido no ano passado e que deixou um total de 71 mortos, recusaram uma proposta de US$ 200 mil (cerca de R$ 620 mil) como indenização da LaMia e a briga com a companhia aérea deve ganhar novos capítulos.

Na tarde desta quarta-feira, foi realizada uma reunião em um hotel de Florianópolis, com a presença de algumas viúvas dos atletas mortos no acidente da madrugada de 29 de novembro e membros da diretoria da Chapecoense. A resseguradora contratada pela LaMia alega não ter obrigação de pagar nenhuma indenização por conta de infrações cometidas pela companhia aérea, mas decidiu oferecer R$ 620 mil para não deixar os familiares desamparados.

A empresa apontou diversas infrações para justificar o fato de entender que não tem obrigação de pagar indenização. Um dos pontos é o fato de a LaMia estar proibida de fazer voo para Colômbia e Peru, mas ter realizado mesmo assim.

O que irritou os familiares foi o fato de muitos questionamentos não terem sido respondidos claramente pela empresa. A Chapecoense informou que está disposta a ajudar as famílias que se sentirem lesadas e que tudo caminha para que a briga termina em processo judicial. O clube já acionou os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores pedindo colaboração.

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