Curitiba

Mulheres protestam em Varginha por contratação de Bruno pelo Boa

Elas estavam com cartazes, vestidas de preto e com tinta vermelha nas mãos

Torcedores fazem selfie com o goleiro (Foto Alex de Jesus, O Tempo, Estadão Conteúdo)

Enquanto diversos torcedores tiravam fotos com o goleiro Bruno no Centro de Treinamento do Boa, nesta terça-feira, o clima no centro de Varginha era de revolta e indignação. Um grupo de cerca de 30 mulheres da Frente Feminista Popular da cidade realizou um protesto contra a contratação do goleiro.

Com cartazes, as mulheres estavam vestidas de preto, com camisetas, calças ou vestidos, mas tinham tinta vermelha nas mãos, um simbolismo para manchas de sangue. O protesto foi feito em silêncio, sem gritos ou palavras de ordem, e durou cerca de quarenta minutos.

Participaram representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral. A convocação foi feita pelas redes sociais como um ato de repúdio. O movimento, no entanto, não contou com grande adesão. O horário do evento e a chuva dificultaram a mobilização.

As líderes do movimento não quiseram dar entrevistas depois que foram ameaçadas na internet por criticarem a contratação e os casos de violência contra a mulher. Durante o evento, todas usaram máscaras. Algumas líderes relataram ao Estado que na cidade de Varginha a “mulher não tem igualdade no mercado e o machismo está enraizado”.

“Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro”, diz outro trecho da convocação na internet. Um dos cartazes apresentados no protesto dizia: “Não é uma ‘Boa’ contratar por jogada de marketing”. Para o movimento, no entanto, a chegada de Bruno quer apenas trazer maior visibilidade ao clube.

Outro cartaz cobrava: ressocializar sim, banalizar, não”. A ideia da ressocialização do goleiro Bruno é o principal argumento da diretoria do Boa Esporte para contratar o goleiro Bruno.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado após cumprir seis anos de prisão pelo STF. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade.

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Mulheres de Varginha protestarão contra a volta do goleiro Bruno ao futebol

Elas estarão vestidas de preto, mas com as mãos vermelhas para simbolizar manchas de sangue

Bruno assinou por dois anos com o Boa Esporte Clube (Foto: Nelson Antoine, Agif, Estadão Conteúdo)

Um grupo de mulheres da Frente Feminista Popular de Varginha convocou um protesto para esta terça-feira contra a contratação do goleiro Bruno. "Hoje, dia 14 de março, às 18h30, acontecerá, em frente a Concha Acústica, em Varginha, ato de repúdio à contratação do goleiro Bruno pelo time do Boa Esporte Clube. Estarão presentes representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral", disse o comunicado divulgado nas redes sociais.

Por causa das ameaças, as líderes do movimento não querem dar entrevistas e procuraram a polícia para denunciar os agressores. As mulheres estarão vestidas de preto, mas com as mãos vermelhas para simbolizar manchas de sangue. O protesto deverá ser feito em silêncio.

As mulheres criticam a contratação que, segundo eles, quer apenas trazer maior visibilidade ao clube. "Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro", diz outro trecho do comunicado.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado na última terça-feira após cumprir seis anos de prisão pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade. A decisão foi do ministro Marco Aurélio Mello, que considerou o fato de o jogador estar preso há quase sete anos sem que o júri que o condenou tenha sido referendado em segunda instância.

A situação, no entanto, é provisória. Bruno pode voltar à prisão a qualquer momento. No final da semana passada, o mesmo ministro recusou um recurso da mãe de Eliza Samudio contra a soltura de Bruno.

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Atlético-PR viaja à Argentina sem Carlos Alberto e Eduardo da Silva

Por outro lado, o time contará com o atacante Grafite, que não jogou no empate em 2 a 2 contra a Católica

Foto: CAP Oficial

A delegação do Atlético Paranaense chegou nesta segunda-feira (13) à Buenos Aires, na Argentina, para realizar a preparação para o segundo compromisso da equipe na fase de grupos da Copa Libertadores, contra o San Lorenzo. A partida, válida pelo Grupo 4, será na quarta-feira (15), às 19h30, pelo horário de Brasília, no estádio Nuevo Gasômetro.

O técnico Paulo Autuori não levou para a Argentina dois dos principais jogadores do seu elenco. O meia Carlos Alberto sofreu uma pancada no tornozelo na estreia contra a Universidad Católica e foi vetado pelo departamento médico. Já o atacante Eduardo da Silva, último contratado, ainda não tem condições físicas para jogar.

Por outro lado, o treinador contará com o atacante Grafite, que não jogou no empate em 2 a 2 contra a Católica, porque estava suspenso. Ele deverá ser escalado como titular, mas Autuori só definirá a escalação depois dos dois treinos que comandará na Argentina, nesta segunda e na terça-feira.

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