Curitiba

Famílias de vítimas da Chapecoense recusam acordo com LaMia

A proposta da companhia aérea, que afirma não ter 'obrigação de indenizar', foi de US$ 200 mil

Víuvas dos atletas da Chape rejeitaram proposta da companhia aérea; acidente com o clube teve 71 mortos (Foto: Facebook, Reprodução)

As famílias das vítimas do acidente da Chapecoense, ocorrido no ano passado e que deixou um total de 71 mortos, recusaram uma proposta de US$ 200 mil (cerca de R$ 620 mil) como indenização da LaMia e a briga com a companhia aérea deve ganhar novos capítulos.

Na tarde desta quarta-feira, foi realizada uma reunião em um hotel de Florianópolis, com a presença de algumas viúvas dos atletas mortos no acidente da madrugada de 29 de novembro e membros da diretoria da Chapecoense. A resseguradora contratada pela LaMia alega não ter obrigação de pagar nenhuma indenização por conta de infrações cometidas pela companhia aérea, mas decidiu oferecer R$ 620 mil para não deixar os familiares desamparados.

A empresa apontou diversas infrações para justificar o fato de entender que não tem obrigação de pagar indenização. Um dos pontos é o fato de a LaMia estar proibida de fazer voo para Colômbia e Peru, mas ter realizado mesmo assim.

O que irritou os familiares foi o fato de muitos questionamentos não terem sido respondidos claramente pela empresa. A Chapecoense informou que está disposta a ajudar as famílias que se sentirem lesadas e que tudo caminha para que a briga termina em processo judicial. O clube já acionou os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores pedindo colaboração.

Envie seu comentário

Comentários (0)

Mulheres protestam em Varginha por contratação de Bruno pelo Boa

Elas estavam com cartazes, vestidas de preto e com tinta vermelha nas mãos

Torcedores fazem selfie com o goleiro (Foto Alex de Jesus, O Tempo, Estadão Conteúdo)

Enquanto diversos torcedores tiravam fotos com o goleiro Bruno no Centro de Treinamento do Boa, nesta terça-feira, o clima no centro de Varginha era de revolta e indignação. Um grupo de cerca de 30 mulheres da Frente Feminista Popular da cidade realizou um protesto contra a contratação do goleiro.

Com cartazes, as mulheres estavam vestidas de preto, com camisetas, calças ou vestidos, mas tinham tinta vermelha nas mãos, um simbolismo para manchas de sangue. O protesto foi feito em silêncio, sem gritos ou palavras de ordem, e durou cerca de quarenta minutos.

Participaram representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral. A convocação foi feita pelas redes sociais como um ato de repúdio. O movimento, no entanto, não contou com grande adesão. O horário do evento e a chuva dificultaram a mobilização.

As líderes do movimento não quiseram dar entrevistas depois que foram ameaçadas na internet por criticarem a contratação e os casos de violência contra a mulher. Durante o evento, todas usaram máscaras. Algumas líderes relataram ao Estado que na cidade de Varginha a “mulher não tem igualdade no mercado e o machismo está enraizado”.

“Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro”, diz outro trecho da convocação na internet. Um dos cartazes apresentados no protesto dizia: “Não é uma ‘Boa’ contratar por jogada de marketing”. Para o movimento, no entanto, a chegada de Bruno quer apenas trazer maior visibilidade ao clube.

Outro cartaz cobrava: ressocializar sim, banalizar, não”. A ideia da ressocialização do goleiro Bruno é o principal argumento da diretoria do Boa Esporte para contratar o goleiro Bruno.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado após cumprir seis anos de prisão pelo STF. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade.

Leia mais
Boa perde o principal patrocinador após contratação de Bruno

 

Envie seu comentário

Comentários (0)

Mulheres de Varginha protestarão contra a volta do goleiro Bruno ao futebol

Elas estarão vestidas de preto, mas com as mãos vermelhas para simbolizar manchas de sangue

Bruno assinou por dois anos com o Boa Esporte Clube (Foto: Nelson Antoine, Agif, Estadão Conteúdo)

Um grupo de mulheres da Frente Feminista Popular de Varginha convocou um protesto para esta terça-feira contra a contratação do goleiro Bruno. "Hoje, dia 14 de março, às 18h30, acontecerá, em frente a Concha Acústica, em Varginha, ato de repúdio à contratação do goleiro Bruno pelo time do Boa Esporte Clube. Estarão presentes representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral", disse o comunicado divulgado nas redes sociais.

Por causa das ameaças, as líderes do movimento não querem dar entrevistas e procuraram a polícia para denunciar os agressores. As mulheres estarão vestidas de preto, mas com as mãos vermelhas para simbolizar manchas de sangue. O protesto deverá ser feito em silêncio.

As mulheres criticam a contratação que, segundo eles, quer apenas trazer maior visibilidade ao clube. "Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro", diz outro trecho do comunicado.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado na última terça-feira após cumprir seis anos de prisão pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade. A decisão foi do ministro Marco Aurélio Mello, que considerou o fato de o jogador estar preso há quase sete anos sem que o júri que o condenou tenha sido referendado em segunda instância.

A situação, no entanto, é provisória. Bruno pode voltar à prisão a qualquer momento. No final da semana passada, o mesmo ministro recusou um recurso da mãe de Eliza Samudio contra a soltura de Bruno.

Leia mais
Boa perde o principal patrocinador após contratação de Bruno
Boa justifica contratação de Bruno como 'obrigação social'
STF rejeita recurso da mãe de Eliza Samudio contra soltura de Bruno

Envie seu comentário

Comentários (0)